Leviatã um inimigo mais próximo do que imaginamos ( parte III)

 

Enfim chegamos a última parte desta série.

Tudo o que foi publicado  até aqui e neste artigo inclusive, não é de maneira nenhuma o tudo que se pode falar sobre este assunto, mas creio que o mais, o próprio Deus lhes revelará se cada um que lê este artigo, buscar em Deus.

Tenho percebido que quando se busca informação sobre o leviatã, no primeiro momento as informações desejadas  são aquelas que possam trazer a imagem do leviatã. Na verdade não há nada de errado com isto, o que me chama a atenção é que haja um saciar da curiosidade sobre este ser bíblico, simplesmente com a informação da imagem, não havendo preocupação com o que significa, o que implica,  o que atinge a vida de cada um,  poucos são os que estão se importando com o que Deus deseja dizer com tudo aquilo no capítulo 41 de Jó,  pois tudo o que esta escrito na bíblia, está escrito com uma intenção. E esta intenção de Deus é nos revelar quem Ele é,  e  quem  somos.

O leviatã é um ser que simboliza muitos comportamentos humanos.  O próprio leviatã é o tipo de Satanás, quando digo “tipo” , quero dizer: figura, imagem.

 

Seguindo estes princípios, vamos analisar como se comporta o leviatã, como ele vê as pessoas, como se relaciona com elas, e o que pretende com elas.

 Vamos seguir verso a verso aquilo que Deus nos tem revelado:

O verso 10  nos fala: ” Ninguém há tão feroz que  se atreva a despertá-lo. Quem pois é capaz de erguer-se contra mim ? “  Este verso quando o li pela primeira vez , não o entendi, lutei muito para compreênde-lo, e pedi ao Senhor que me mostra-se do que Ele estava falando.

Foi quando o Senhor me mostrou um pouco do leviatã em mim mesmo.  É claro que quando nos confrontamos com nossa própria imagem negativa, inconscientemente nos tornamos resistentes a revelação que Deus está a nos mostrar. O verso 10 está a dizer que não há quem se levante contra o leviatã que está bem acomodado em nós, e contra ele não mechemos uma só palha, mas para nos levantar contra Deus, reclamarmos de sua justiça, de sua obra, dos líderes que temos, da Sua sabedoria, do seu plano … enfim, para reclamarmos de Deus, não nos falta motivos. Não quero dizer que fazemos isto constantemente, mas com certeza já fizemos alguma vez, se é que não estamos a fazer neste momento. Pois para  confrontar o leviatã não há voluntários, mas para se levantar contra Deus, sempre existem uns atrevidos.

Precisamos muito da misericórdia de Deus.  E glória a Deus  que sua  misericórdia ele nos concede todas as manhãs. ( Lm 3 : 23 – 24 ).

 

O verso 11 nos diz: ” Quem primeiro me deu para que eu tenha que retribuir-lhe ?  Tudo que está debaixo do céu é meu. “  Isto apenas confirma  o verso 10 no que diz respeito a cobrança , a arrogância com que muitas vezes nos chegamos a Deus.  Deus não nos deve nada, nunca tivemos nada para dar-lhe que ele já  não o tivesse antes de termos nascido.

Mas a misericórdia de Deus é muito grande, no verso 12 ele por amor segue revelando a força do leviatã. Permitindo assim que nós hoje pudessemos compreender  a astúcia de Satanás e dela nos desviar. Se Deus não nos amasse, não nos revelaria nada, e deixaria que fôssemos destruídos por Satanás.

Os verso de 13 a 17 relatam um poderio tremendo deste ser.  A forma como o leviatã é revestido é realmente impressionante, muitas vezes não percebemos como Deus se esforça para penetrar em nós. Como Deus se esforça para romper a couraça que envolve nossa mente velha e caída, nosso coração duro e enganoso. Não percebemos mesmo que nos opomos a todos que Deus usa para nos falar, para contatar conosco, pois sempre achamos que não é conosco que Deus está a falar, e que “ é uma verdadeira “pena” que o irmão “fulano” não esteja ali conosco para ouvir o foi dito da parte de Deus ” , ” sim porque ,para nós não foi dito tudo o que doi dito” . Parece irônico, mas é  o que lamentávemente muitas vezes acontece.

 Os versos 15, 16 e 17 falam sobre o orgulho que o leviatã tem, instrasnponível, duro e impenetrável.

Os versos 18 a 21 falam de uma aparencia fantástica e sedutora. Pois muitos são os que ao verem se impresionam e veneram o poder que  o leviatã faz as pessoas sentirem, no primeiro instante, é um orgulho ser como, agir como, pensar como o Leviatã, pois sendo assim, as outras pessoas se curvam a nós. O leviatã dá esta imagem de poder e engana terrívelmente aos que ele assim seduz. Não se engane irmão, o fim do Leviatã é a destruição.

Não se engane meu irmão, ao ver alguém que pela sua arrogância e desprezo pelos outros, se mantem no poder e dele desfruta pisoteando os que estão a sua volta, esse tal expressa o leviatã em sua máxima totalidade.

 

O verso 22 fala que no seu pescoço reside a força, lembro-me daquela passagem em que Deus fala de seu povo os chamando de homens de dura cerviz ( de cervical  Atos 7 : 51 ) homems que não curvavam a cabeça, ou seja, que não se humilhavam. Este comportamento do leviatã desperta em todos o desespero, pois não há a menor possibilidade de negociação com o leviatã,  sua vontade e planos são intocáveis, fazendo com que as pessoas percebam que não há como conciliar qualquer coisa que seja.

 

O verso 23 fala da resistência , dureza de sua carne, ou seja, o leviatã  não é facilmente tocado pela dor. (emocional)

o verso 24 confirma o verso 23 , e salienta mais um ponto: O peito, este inegávelmente símbolo do orgulho, um peito duro é como muitas vezes ouvimos : ” peito estufado” ou seja, expressão usada para se referir a alguém que  é soberbo.

O  verso 25 fala do medo que ele impõe até mesmo nos mais corajosos. Uma coisa interessante que me chama a atenção é que parece um tanto contraditório que os valentes se debandem diante do leviatã, mas uma coisa é certa, quando Deus revela ao valente a imagem interior que este mesmo homem tem, não há quem resista, porque não há valente que resista a uma imagem interior que é dominada pelo leviatã. Este homem pode não temer nada nem ninguém, mas quando Deus revela ao homem  o  seu próprio interior, este homem se estremece.

 Os versos 26 a 29  falam  do deboche e desprezo que o leviatã tem pelos esforços humanos de combatê-lo. Não perca seu tempo tentando ajuda de psiquiatras, ou em livros de auto ajuda, ou correntes de orações intermináveis,  pois não é isto que liberta, o que liberta é a palavra de Deus, é ela quem revela o inimigo, é a palavra de Deus que cura, pois é a através da palavra que Deus me revela quem tenho sido, e consequentemente, confesso meu pecado e me arrependo. Não há outra forma de ser livre.

É pela confissão que sou perdoado. Mas como vou confessar algo que não conheço ?  Que não tenho a menor idéia de que exista dentro de mim ?

A palavra de Deus diz em Os 4 : 6  ” O meu povo é destruído porque lhe falta o conhecimento……” , e é nesta condição que o leviatã perdura, na falta de conhecimento. A medida que  somos iluminados pela palavra de Deus somos libertados do poder de Satanás.

 

O  verso 30 fala do poder de destruição que tem sobre aqueles a quem  já destruiu.  Debulhando-os como quem debulha milho, e deixando-os na lama, lama esta que simboliza a derrota de um pecador.

Os versos 31 e 32 falam do engano que ele provoca , ele faz parecer que as trevas são luz, e muitos são levados a crer neste engôdo que Satanás lança sobre os desavisados.

 

O verso 33 fala que o leviatã não tem medo. Ele é o próprio medo, a insegurança,  a dúvida,  a instabilidade.

E  por fim o verso 34 diz que ele despreza toda a altivez pois acima dele não pode haver ninguém, e que ele é rei sobre todos os orgulhosos. Se nosso orgulho tem nos posto acima dos outros, e nos feito pensar que somos melhores do que qualquer um, já estamos permitindo o leviatã se manifestar em nós.

 

Irmãos queridos espero que o Senhor possa lhes acrescentar muito mais do que pude compartilhar com vocês nesta série. Como disse no início, há muito mais ainda a ser dito, incentivo aos irmão que busquem no Senhor e que também possam acrescentar a mim, pois todos nós precisamos do Senhor para vencer o leviatã que teima em habitar em nós. Só Cristo pode vencê-lo .

 

Encorajo os irmãos com o verso que se encontra em Isaías 27 : 1 ” Naquele dia o Senhor castigará com sua espada, a sua grande e forte espada, o leviatã, a serpente deslizante, e matará o dragão que está no mar. “  Glória a Deus, O Senhor seja louvado para todo sempre.

Leviatã, um inimigo mais próximo do que imaginamos (parte II)

 

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Como vimos na mensagem que deu abertura a esta série sobre o Leviatã,  no verso 1, Deus  nos mostra como somos presunçosos ao imaginarmos que temos alguma chance de vencer o leviatã com nossa própria força.

 

O verso 2 de igual modo nos dá uma continuidade da mesma idéia quando no diz: ” Podes pôr uma corda no seu nariz ou com um espinho furarás a sua queixada ? “  . Reparem que a idéia citada por Deus de o homem pôr uma corda no nariz do leviatã, noslembra muito o domínio que o homem exerce sobre os bois, pois nestes o homem coloca aneis nas narinas e por cordas os puxa e os dirige para onde bem entender. Mas sobre o  leviatã, o homem não consegue exercer o mesmo domínio.

A continuação do verso 2 torna-se mais clara no início do verso 3.   O verso 2 termina dizendo: ” ou com um espinho furarás  a sua queixada ? ” ,  seria possível ao homem submetê-lo através de força ?  O veso 3 nos diz : ” Porventura multiplicará  as suas suplicações para contigo? ou brandamente te falará ? ” . Fica muito claro que não há intimidação nem recuo do leviatã quando ele começa a agir na vida de um homem. Ele não se intimida pela força, nem muda seu falar, não é humilde, nem educado, sua força é desproporcional ao adversário.

 

Reparem no que diz o verso 4 : ” Fará ele concertos contigo, ou o tomarás tu por escravo para sempre ?  A palavra de Deus está a nos revelar mais um pouco do caráter deste leviatã, ele não aceita diálogos nem faz concessões ao homem, mas infelizmente o homem não se convence que não possui o domínio sobre este inimigo, vejam o que diz o verso 5:

 

” Brincarás com ele, como se fora um passarinho ou o prenderás para tuas meninas ? “

Aos passarinhos propriamente ditos, alimentamos ou damos de beber, e também para nosso prazer os temos para simplesmente contemplá-los, no verso 5 Deus nos leva a meditar se, não ocorre lá no nosso íntimo uma satisfação de termos esse leviatã em nós, pois para nosso proveito ele nos é útil algumas vezes, pois com poucas palavras matamos alguns “inimigos”  da nossa carne, esses inimigos na verdade eram nossos irmãos em Cristo. As vezes alimetamos o leviatã dentro de nós para  o liberarmos em momentos convenientes, pois já vi muitos dizerem : ” eu sou muito bom, mas não me tirem do sério, porque comigo ninguém se cria….” .

 

Parece engraçado, mas é mais sério do que se imagina, nos enganamos a nós mesmos quando insistimos em conviver  amistosamente com este espírito destruídor de vidas, porque não só destrói o próximo quanto destrói a nós mesmos. Há ainda quem o admire deixando ” as meninas ” o contemplarem, estas “meninas” são nossos olhos, as meninas de nossos olhos, nós somos aquilo que contemplamos, se olhamos para o pecado, nos tornamos pecadores, se olhamos para a Vida que é Cristo, tornamo-nos viificados por Cristo Jesus.

 

Para concluirmos  a segunda parte desta série, quero compartilhar o verso 6:

” Os teus companheiros farão dele um banquete, ou o repartirão entre os negociantes ? “

 

Quem são os teus companheiros ?  que banquete é este ?  e quem são os negociantes ?

Para responder a estas perguntas não fique pensando com quem você anda, porque não é sobre estes que a Palavra de Deus a está a questionar, mas sim, sobre os nossos companheiros internos. Mas quem são estes ?  Estes são aqueles companheiros que estão conosco o tempo inteiro, independente de hora ou lugar, ou seja, nossa vontade, nossa mente, e nossas emoções.

 

São estes que nos acompanham em todos os lugares, em todas as horas, e sobre  estes Deus nos pergunta: ” Os teus companheiros farão dele um banquete ? “, ou seja, é de leviatã que nossa alma quer fazer um banquete ? é dele que nossa alma quer se deliciar ? pois Mente , vontade e emoções nada mais são que nossa alma.

 

Banquete é como sabemos uma rica e diversificada mesa repleta de saborosos alimentos, onde nos alegramos não só com nosso paladar mas com nossos olhos. Assim é para a nossa alma, se ela não estiver submissa a Cristo, um grande e farto motivo de alimento, pois senão tivermos consciência de quem é Leviatã, seremos enganados facilmente por ele, e nos alimentaremos fartamente de Satanás, e não de Cristo.

 

Por fim, os negociantes: estes sim, são os demônios enviados por Satanás a fim de barganhar conosco, são negociantes que enganosamente nos oferecem coisas das quais em tempo breve nosarrependeremos e verificaremos que fomos enganados, pois os negócios de Satanás são sujos e visam a destruição do  homem.

 

Nesta oportunidade o Senhor Jesus nos permitiu compartilhar até o verso 6, em breve continuaremos a nos aprofundar mais nos versos que ainda restam a fim de que nada na Palavra de Deus nos seja oculto.

Quero dizer-lhes que estou buscando e orando para que o Senhor Jesus nos dê a realidade de sua palavra, e que você que lê estas mensagens, possa receber e testificar de Cristo, a verdade desta palavra.

 

Continua… aguardem a parte III.

Leviatã, um inimigo mais próximo do que imaginamos.

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Muitas são as vezes que já lemos o Livro de Jó no capítulo  41 a respeito das indagações que Deus fizera a Jó com relação ao monstro denominado Leviatã, porém, em muitas, senão todas as vezes, somos tomados pela incompreensão da  nossa mente. Diante de tão rica e complexa poesia, ficamos sem saber do que a Bíblia está a falar, e também nem nos arriscamos a questionar, pois na maioria das vezes, quando resolvemos pesquisar ou indagar alguém acerca deste relato bíblico, ouvimos respostas vagas ou na maioria das vezes, respostas pobres que banalizam a Palavra de Deus.

Por isto quero convidá-los neste artigo, a meditar nesta tão rica e reveladora passagem bíblica. Importante  ressaltar: Não esperem encontrar aqui fatos científicos, arqueológicos, mitológicos ou coisas do tipo. O que desejo compartilhar é o texto bíblico no sentido que importa, ou seja, o espiritual.

Quero antes de começar, incentivá-los a terem junto a sí suas Bíblias, pois não quero que aceitem o que digo simplesmente porque o digo, mas que confiram na Palavra da Deus se há testificação do Espírito de Deus naquilo que lerem. Este artigo pode ser longo, dividido em várias partes até, mas o que realmente importa é que você exerça uma perseverança em ler até o fim  o que aqui for postado e os próximos posts que darão continuidade a este compartilhar.

Vamos ao texto: Jó 41: 1 ” Podes pescar com o anzol o leviatã ou ligar a sua língua com uma corda? “

Neste verso Deus pergunta a Jó se ele seria capaz de fazer tais coisas. Para entendermos melhor, é necessário que ao ler estes versos você leia as perguntas dirijidas a você mesmo.

O que será que Deus está a dizer com este primeiro verso?

Pescar é o ato de se apropriar do peixe que, ou servirá de alimento próprio, ou servirá de fonte de riqueza se for comercializado.

É necessário também citarmos o significado do anzol:

O anzol nada mais é que um engôdo, uma forma de enganar o peixe, dando-lhe a idéia de que se alimentará, quando na verdade ao tentar fazê-lo ,será capturado, sendo perfurado seu maxilar ou mesmo perfurada a sua língua.

Quero que você entenda …esse leviatã está dentro de cada um de nós.

Toda a descrição que este capítulo faz, por mais horrenda e fantástica que venha a lhe parecer, está na verdade querendo nos revelar que toda esta força descomunal relatada neste capítulo, pode se manifestar em nós, caso queiramos dominar o “leviatã” que há dentro de nós por nossa própria força. Não se prenda em tentar negar que existe dentro de cada um de nós um leviatã, pois se nos sentirmos  prejudicados pela injustiça contra nós ou nossos protegidos, liberamos um leviatã forte e poderoso que nem sabíamos que tínhamos, seja ele verbalizado ou  até mesmo revelado por nossos atos.

Era isto que Deus estava a falar e mostrar para Jó, pois Jó se julgava capaz de vencer  o inimigo de nossas almas com sua própria força, com seu censo de justiça, com sua própria sabedoria, e isto bem sabemos que é impossível, e também  o era para Jó, ainda que ele mesmo não estivesse suficientemente convencido, pois quando julgamos ter de Deus recebido alguma coisa, nos achamos capazes de atingir níveis, limites, e distâncias jamais alcançadas por homem algum.

Quando um homem chega nesse ponto de Jó,  sua altivez rompe as fronteiras da dependência de  Deus. Este capítulo fala exaustivamente ao longo da descrição de força e resistência do Leviatã, sobre como é um homem que se deixa levar pelo orgulho, observe o último verso:

verso 34 ” Ele olha com desprezo tudo que é altivo; é rei sobre todos os orgulhosos”.

Perceba outra coisa: Deus não estava falando com um homem que não conhecia Deus, mas muito pelo contrário, estava a falar com um homem que no início deste livro é dito sobre ele  que não havia homem na terra como Jó, homem  reto e temente a Deus  e que se desviava do mal ( Jó 2: 3 ).

Muitas vezes queremos pregar o evangelho para os ímpios, mas muitas são vezes que as mensagens de  Deus se dirijem a seus filhos, a fim de aperfeiçoá-los, assim como fez com Jó.

Porém como a Bíblia mesmo diz:  Hebreus 12:11 “Na verdade , nenhuma correção parece motivo de gozo, mas de tristeza. Contudo, depois produz um fruto pacífico de justiça nosque pór elatêm sido exercitados.

Como vemos é grande a esplanação deste capítulo, pois um único verso já é o suficiente para percebermos o quão rico é esta passagem.

Para concluirmos sobre o verso 1:  Não pense que é capaz de enganar  com pequenos truques a esse leviatã que existe dentro de nós, nem que, com sua própria força será apto a atar a língua do leviatã, pois a base de nossa própria força o leviatã seguirá usando de sua língua para destruir a tudo e a todos.

Para vencê-lo é necessário estarmos à luz de Palavra de Deus, pois é ela quem revela o encoberto e o oculto ( Mt 10:26 ). E uma vez este leviatã revelado em nós através da Palavra de Deus, de nada lhe valerá toda a sua força, pois já estará dominado pelo Espírito de Deus que estará de maneira sobrepujante manifesto em nós.

Este artigo segue no próximo post…  lembrem-se, nós compartilhamos apenas o verso 1, há ainda outros 33.  Aguarde!

Você é de César ou você é de Deus?

Mt 22: 15 – 22

 

“…De quem é esta efígie e inscrição? “

Efigie do Imperador César

Efigie do Imperador César

 

Todos que lêem ou ouvem a pergunta que dá título a este artigo, saem no primeiro instante afirmando categoricamente que são de Deus. No entanto, quando se deparam com a pergunta que antecede a imagem da moeda neste artigo, todos são unânimes em reconhecer que a efigie e inscrição pertence a César. Mas o que ninguém pára a meditar é se aquilo que tem dito ou feito o assemelha a efigie de César ou o assemelha a Deus. O que você tem feito ou dito o assemelha a César ou o assemelha a Deus?

 

A pergunta de Jesus em um primerio instante se refere a algo natural, mas como bem sabemos e à luz do Espírito Santo já temos recebido, entendemos que todas as palavras de Jesus são espírito e vida, portanto, precisamos extrair de suas palavras algo mais que o natural tão simplesmente, precisamos extrair realidade do Espírito.

 

Muitas pessoas hoje, frequentam igrejas na esperança que suas vidas mudem. Entretanto, igrejas não mudam a vida de ninguém. Se a igreja que você frequenta estiver na visão de Deus, sendo governada pelo Espírito de Deus, e não por políticas humanas, o máximo que esta igreja poderá fazer por você, será mostrar um caminho de realidade de vida em Cristo Jesus, pois quem pode mudar algo em sua vida, é Jesus, e assim mesmo se você permitir Ele fazer isto por você.

 

Não adianta nada você ir a uma igreja, ouvir a pregação,  sair de lá e não praticar o que lá ouviu. É necessário que você cumpra a  palavra que lá recebeu. Isto, se você entendeu o que ouviu, pois não é possível executar o que quer que seja se antes você não entender como funciona. Eis o motivo de muitas pessoas irem a igrejas e não obterem os resultados que esperavam, aí, frustradas passam a dizer que não adianta nada procurar uma igreja para melhorar sua vida. Como disse antes, igreja só indica o caminho a seguir, se você vai praticar e seguir a Cristo, isto é decisão sua.

 

E aí torno ao assunto que me propus compartilhar com você.

 

Agora, vamos imaginar que você está participando da vida de igreja, que você frequenta cultos, que você tem atividades na igreja, responsabilidades, e que recebe a palavra quase diariamente, porém, entre aquilo que você ouve e aquilo que você faz ou diz, existe uma suave e quase imperceptível diferença. Mas qual? você não põe em prática aquilo que ouve. Alguém poderá dizer: ” eu ponho”. Põe mesmo?  O que vou lhes dizer é algo duro, lendo a palavra de Deus, percebo a cada dia que ninguém ou quase ninguém põe em prática a palavra do Senhor. Pois ao menor abalo que sofremos, explodimos ou ruimos em todo tipo de manifestações que não nos assemelha a Cristo, alguns até não explodem mas implodem interiormente, acumulando mágoas, ressentimentos, ódios e tristezas.

 

Torno a perguntar: será que isto é uma efígie de César ou de Deus? com quem estes sentimentos mais se parecem? Por certo que de César.

 

Já vi alguns perguntarem: “o que você entende por: dê a César o que é de César e a Deus o que é de Deus?” e mais aterrorizante eram as respostas, que prefiro não publicá-las aqui, para não constranger quem tão limitadamente pense igual as resposta que ouvi.

 

Quando Cristo perguntou aos díscípulos de quem era a efigie e incrição da moeda romana, estava na verdade a perguntar se os valores, as coisas valiosas que eles discípulos tinham, se pareciam com César ou se pareciam com Deus. É isto que precisamos compreender. Nossos valores, aquelas coisas que realmente são valiosas para nós, tais como as nossas opniões, nossas razões, nosso amor próprio, nossas ações, nossos pensamentos, nossas reações, enfim, tudo que você puder imaginar, tem aparência de César ou tem aparencia de Deus?

 

Pode ser chocante, mas preciso lhe dizer, só há dois espíritos no Universo. Um é o de Deus, o outro é o de Satanás. Quando Jesus menciona César, Ele está fazendo um alegoria para dizer realmente isto:

 

” Dai a Satanás o que é de Satanás e a Deus o que é de Deus.”

 

Deus não quer aquilo que não O pertença. Deus não aceita confusões, não aceita misturas. Se você age ou reage de forma que não expressa a imagem e semelhança de Deus, jogue fora estas razões e porquês. Passe a partir de hoje a meditar se você se parece mais com César (Satanás), ou se parece mais com Deus.

 

Reflita e compartilhe com outros irmãos para que todos possamos ser edificados em Cristo.

Você tem o aspecto de quem vai para Jerusalém (parte II)

Será que temos o aspecto de quem vai para Jerusalém?

Dirigir esta pergunta a nós mesmos é algo que nos leva a uma reflexão muito séria onde a sinceridade deve ser predominante em cada resposta. 

    Aspecto de quem vai para Jerusalém

Quando nos apresentamos nos lugares onde frequentamos, temos o comportamento de quem vai para Jerusalém, ou de quem sai de Jerusalém? Como tem sido nosso falar com as pessoas que nos rodeiam? Dentro  da vida de comunhão na Igreja, temos tido um procedimento de quem vai para Jerusalém?  Será que não nos deixamos contaminar com posturas, linguagens, idéias e atitudes que nada mais expressam o oposto do que ouvimos de Jesus ?

 

Será que somos tão santos quanto supomos ser? Será que não impomos uma pseudo-santidade, que na realidade não temos mas cobramos dos outros? Quem de nós já não se escandalizou com o pecado do nosso irmão, e acha perfeitamente justificável o próprio pecado?

 

Estas e muitas outras perguntas podemos nos fazer, e analizando as respostas que encontraremos poderemos ver bem qual é a direção que temos tomado em relação a Jerusalém. Nem sequer foi perguntado sobre questões espirituais, que diremos quando chegarmos a este ponto?

 

Havia em Cristo uma intrépida resolução em ir a Jerusalém, isto era notório a vista de todos que o contemplavam, muitas vezes não declaramos a ninguém e  sobretudo fazemos questão  de não revelar de onde somos e para onde vamos. Lembro-me agora enquanto escrevo este artigo, da carta de Judas no verso 3, onde Judas diz que intentava escrever a respeito da salvação comum, mas impelido pelo Espírito foi levado a escrever sobre o batalhar pela permanência na fé, ali nesta passagem é o próprio Espírito de Deus que está a falar e escrever, por que a mudança de assunto da carta? já se perguntaram sobre isto? a carta não tinha este assunto na sua origem, mas foi mudada assim que Judas pôs-se a escrever. O fato era que muitos naquele instante da vida da igreja estavam recuando, se escondendo, mudando de direção, o momento talvez não fosse nada fácil para a igreja daqueles dias, mas se fazia necessário que o Espírito transmitisse naquela hora um alerta a fim de que a dispersão (Dispersão: Tg 1:1) não fosse além da natural, também a espiritual. É válido dizer que a dispersão  geográfica daqueles dias interessava ao Espírito de Deus, pois assim a palavra seria mais difundida, mas não uma dispersão espiritual que nos leva a um afastamento de Deus, que infelizmente,  parece ser a dispersão mais comum em nossos dias.

 

Nos é necessário perceber como estamos agindo, como estamos falando, e mais do que isto, o que temos no nosso coração, e isto só será possível ver quando perguntarmos ao Senhor, somente Ele pode nos revelar, de outra forma é inútil nos debatermos procurando analizar nosso coração, pois a palavra nos diz declaradamente em Jeremias 17:9,10 ” Enganoso é o coração do homem, quem o poderá o entender? Eu o Senhor esquadrinho a mente e provo o coração…”

 

O momento nos pede uma reflexão à luz da palavra de Deus, em oração. Busque ao Senhor a respeito destas coisas e Ele lhe revelará  qual é o teu aspecto, se é de quem vai a Jerusalém ou se afasta dela.

Você tem o aspecto de quem vai para Jerusalém ?

 

Lucas 9:51-53

 

“E aconteceu que, ao se completarem os dias em que devia ele ser assunto ao céu, manifestou no semblante a intrépida resolução de ir para Jerusalém. E enviou mensageiros que o antecedessem. Indo eles, entraram numa aldeia de samaritanos para lhe preparar pousada. Mas não o receberam porque tinha o aspecto de quem ia decisivamente para Jerusalém”.

 

 

Quantas vezes já lemos estes versículos e não notamos estas palavras: “aspecto”, “de quem”, “ia para Jerusalém”, e se já notamos, será que já nos perguntamos se temos este aspecto?

 

Para meditarmos sobre isto, temos primeiramente que considerar o significado da palavra “aspecto”.

 

Aspecto= aparência, características  visíveis, formato de algo, transparência de intenção…

 

Uma vez que já entendemos o que significa ‘aspecto’, podemos entender o que aqueles samaritanos viram em Jesus e em seus discípulos naquele dia. Eles perceberam claramente em todos os movimentos e atitudes que Jesus e seus discípulos não estavam ali a passeio e nem estavam ali por admirar o lugar ou as pessoas que ali viviam. O que eles viram foi um homem diferenciado e determinado, que não se contaminava com o ambiente externo, um homem que pela sua simples presença podia discernir e conhecer quem eram cada habitante daquele lugar pelo simples olhar.  A palavra de Deus diz em I Corintios 2:15 “Mas o que é espiritual discerne bem a tudo e ele de ninguém é discernido”.Para aqueles samaritanos não era nada agradável a idéia de serem desnudados por Jesus através de um simples co-habitar nem que fosse por apenas alguns instantes.

 

Imaginem se Jesus falasse com algum deles e lhes revelasse os enganos, os erros, as injustiças que cometiam, o mundanismo em que viviam, a idolatria, os julgamentos e tudo mais que os afastava da Luz que estava ali diante deles pedindo-lhes pouso?

Compreendem agora porque nós muitas vezes não recebemos a Jesus em nossa ‘pousada’(coração) naqueles dias ou naqueles assuntos nos quais Jesus pode nos desvendar para nós mesmos o que ou quem verdadeiramente somos?

 

 

Dizer que aceitamos a Jesus, que o servimos e tudo mais, não quer dizer que deixamos ele entrar em todas as ‘pousadas’ do nosso coração. Há muitas portas que ainda não admitimos abrir, e se você que lê este artigo, pensa diferente, entende que seu coração está totalmente aberto para Cristo, o Senhor lhe ‘baterá’ em uma das muitas portas de teu coração qualquer hora dessas para lhe provar ou simplesmente para lhe revelar que ainda precisamos receber a Cristo em muitas áreas de nossa vida.

 

 

Será que nós temos o aspecto de quem vai para Jerusalém espiritual?

 

Em verdade só iremos para Jerusalém espiritual quando abrirmos todas as portas que Cristo bater. Apocalipse 3:20 diz “Eis que estou a porta e bato, se alguém ouvir a minha voz e abrira porta entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo”.

 

 

Receba a Cristo diariamente e você estará mudando o seu aspecto de quem foge de Jerusalém para quem decisivamente vai para Jerusalém.

 

 

Este receber a Cristo diariamente a que me refiro é aceitar as “provas” a que  somos submetidos todos os dias, a fim de transformar nosso aspecto, não só externamente, mas também nos nossos sentimentos e pensamentos, e todas as coisas que permitem transparecer a quem verdadeiramente pertencemos.

 

 continua……

 

 

 

 

Chamar-te-ão reparador de brechas ( parte III )

Chamar-te-ão reparador de brechas ( parte III )

 

Quando perguntei  na parte dois destes artigo, se você tem o” Reparador de brechas” em você, quis trazer  não só a você mas a mim também o meditar de como temos agido diante das necessidades do nosso próximo. Temos tratado as questões deles como um repórter que após conhecer o caso sai divulgando o problema para todos que não tem nada que ver com o problema alheio ? ou temos agido como um Reparador de brechas?

A continuação do  verso 7 do capítulo 58 de Isaías, trata disto: ” …e recolhas em casa os pobres desterrados? E vendo o nu , o cubras , e não te escondas do teu próximo? “  Quero dizer sem hipocrisias que todos nós em algum tempo de nossas vidas, já tratamos do nosso próximo daquela forma como diz uma certa frase:” ver o circo pegar fogo nunca foi atração de circo, mas que é um belo espetáculo isto é ” o que quero dizer é que muitas vezes ao invés de cobrimos o nosso irmão, muitas vezes o deixamos exposto para que todos vejam sua nudez. Porque ele estava nu? não foi porque em algum tempo deixou criar uma brecha para que o inimigo de sua alma entrasse e lhe provocasse todo aquele estrago que agora passa?  Por certo que sim. E eu e você porque não reparamos a brecha, cobrindo a “nudez” dele? Talvez até nem tivéssemos ainda um temor ou até mesmo realidade do que é a vontade de Deus. Mas hoje por ocasião de estar lendo este artigo,  o Senhor começa a revelar nossos erros, tratando inicialmente conosco e depois poderá nos usar para  sermos um ” reparador de brechas, e não mais seremos vistos como parte de um ” respeitável público” ( como dizem os apresentadores circo) que só está ali para assistir o circo pegar fogo.

 

Neste mesmo verso ainda a palavra diz :” e recolhas em casa os pobres desterrados?” Casa somos nós mesmos, e recolhê-los em nós significa dar do Cristo que temos em nosso coração, como alimento, proteção, e filiação, fazendo-o sentir-se parte desta grande família a que pertencemos em Cristo.

 

O verso 8 e o 9 são promessas para os que agirem conforme a orientação do Senhor, no final do verso 9 há um porém :” … Se tirares do meio de ti o jugo, o entender do dedo, e o falar iniquamente.”  Este jugo  nada mais é do que os preconceitos que aprendemos com nossos pais e os que adquirimos com a sociedade na qual vivemos. Observe a frase que se segue: “… o estender do dedo e o falar iniquamente”. Só estendemos o dedo quando acusamos ou advertimos alguém segundo os nossos conceitos de certo ou errado, e isto , bem sabemos que se trata da famosa Árvore do Conhecimento do bem e do mal, querendo mais uma vez ganhar notoriedade entre os que se chamam pelo nome do Senhor. Amado irmão em Cristo, esta palavra não é para o ímpio, mas para os que já estão em Cristo e novas criaturas são. Ainda temos um “falar iníquo”, que precisa ser conhecido e reconhecido por quem dele faz uso. Mas o que é “falar iniquamente”? Vamos analisar o que é isto.

 

Falar iniquamente é falar de uma forma que não se reconhece o direito do próximo. O caráter de quem é iníquo compreende essa particularidade, a pessoa que tem este caráter age, pensa, e fala não reconhecendo o direito daquele a quem se refere, isto é a iniqüidade.

 

No verso 10 continua a condição para que as bênçãos do Senhor fluam sobre o seu servo: “ e se abrires a tua alma ao faminto, e fartares a alma aflita…” Abrir a tua alma ao aflito é o falar de Cristo de forma aberta e abundante, desta forma também sacia o aflito e as bênçãos do Senhor seguem fluindo sobre o reparador de brechas. Agora leia o restante do verso 10 até terminar o verso 12. Estas são as bênçãos e o reconhecimento do Senhor aos seus servos.

 

Seja a partir de hoje não só um reparador de brechas, mas também um restaurador de veredas com moradias.

 

 

 

Chamar-te-ão reparador de brechas ( parte II )

Pio= aquele que tem um viver santo.

 

Partindo deste conceito, podemos até mesmo entender a título de curiosidade, o porquê de alguns papas terem escolhido para sí mesmos o nome de “Pio”, o que eles queriam dizer é que eram o Papa de “viver santo” I, II, III e etc…

 

Voltando ao que nos interessa: aquele que vive na impiedade, logo, não tem um viver santo, e se é assim, vive em pecado. Quando a palavra nos diz ” que soltes a ligadura da impiedade”, está a nos dizer que: soltemo-nos das coisas que nos prendem ao pecado. Todos nós sabemos que pecamos, e mais ainda, sabemos onde e no que pecamos, a palavra  nos diz no verso 6 de Isaias 58, que ” desfaças as ataduras do jugo, e que deixes livres os quebrantados, e despedaces todo jugo.” A partir deste trecho começamos a perceber o caráter do ‘ Reparador de brechas ‘, ele não só concerta o seu próprio viver, como também começa a suprir, prover, restaurar os caminhos àqueles que caíram ou estão prestes a cair.

 

Os atributos do reparador de brechas seguem no verso 7 “Não é tambem que repartas o teu pão com o faminto…” repartir o pão com o faminto é somente matarmos a fome do nosso próximo ? Será que era só isso que Deus estava se referindo neste verso ? e se não era isso, era o que mais então ?

 

Repartir o pão é dividir com o próximo, o alimento que ele não tem tido, ou seja, a instrução da palavra de Deus, isto alimenta o ” faminto “, dá descanço a alma, pois o que mais angustia as pessoas hoje , é o fato de não terem uma visão, uma esperança, uma certeza de que há alguém trabalhando em favor delas. O que sabem apenas, e disso têm certeza, é que as ” brechas ” estão abertas.

 

Estamos falando de Reparador de brechas, mas que brechas são essas?  Brechas são aquelas fendas, pequenos espaços, por onde entram ou saem aos poucos, mas de forma contínua, coisas que não deveriam sair ou não deveriam entrar, na verdade estas ” brechas ” são as falhas que temos em nosso viver. É em nós que elas estão, como diz a palavra nós somos o vaso ( II Cor 4:7 ), e quando estamos com nosso coração ferido ou angustiado, podemos percebe que por estas feridas ou angústias (brechas) entram sentimentos que em nada somam para nossa cura, e saem de nós aquilo que tínhamos de bom. Como podemos constatar ” brechas ” não são positivas, mas pelo contrário, são totalmente negativas, pois por elas perdemos a Vida que é Cristo, pois acabamos esquecendo  o que Dele aprendemos, e por estas brechas também o inimigo de nossas almas encontra oportunidade para penetrar e provocar toda espécie de destruição que se possa imaginar.

 

E onde estará alguém que tem em sí o Reparador de brechas para apresentar a este necessitado de ” reparo”. Ser um “reparador de brechas” compreende ter o Reparador de Brechas ( Cristo ) em sí mesmo. Pois não há outro Reparador senão o próprio Cristo. Ele está em você ?

 

( continua)

Chamar-te-ão reparador de brechas

Chamar-te-ão reparador de brechas

Isaías 58

Quero convidá-los a ler este pequeno capítulo de Isaías 58 antes de meditar juntamente comigo em alguns de seus versos.

 

A propósito de meditar, gostaria de dizer-lhes que para fazê-lo é necessário que se entenda ao menos o que diz o texto no sentido natural, conhecendo o significado das palavras e procurando descobrir o porquê de determinados costumes, ou procedimentos que para  nós , na nossa cultura, talvez não faça sentido, mas na cultura daqueles povos aos quais a Bíblia se refere faz todo o sentido.

 

Muitos querem meditar, mas não querem procurar o significado de uma palavra diferente do que estamos acostumados a ouvir, ou pesquisar a razão de algum acontecimento, por isto temos muitos irmãos que lêem a Bíblia por pouco tempo e depois frustrados por nada entenderem, desistem de se alimentar de Cristo.

 

Meditar requer um ‘buscar’,  depois que entendemos a história, aí o Senhor se encarrega de nos revelar o sentido espiritual de cada  passagem bíblica.

 

As vezes ouvimos: ” irmão você tem que meditar na palavra, você tem que buscar ao Senhor “. Aí você pergunta: ” mas como se faz isto? “. Agora você já sabe como fazê-lo. Conversar e compartilhar com os irmãos que já praticam o meditar da palavra também ajuda muito. Experimente você também.

 

Vamos meditar?

Este capítulo começa falando de um povo que tem prazer em procurar a Deus, tendo o cuidado de fazer conforme os cuidados do Senhor, apesar disto , percebiam que por muitas vezes não eram atendidos pelo Senhor ( vs 2 e 3  ), e apartir do verso 4 o Senhor começa  a revelar o que havia no interior do coração e o que motivava  cada um deles a servir o Senhor, reparem o texto do verso 4 : 

 

” Para contenda e debates jejuais, e para ferirdes com punho iníquo…”

 

Os motivos que os levavam a jejuar eram puramente para se degladiarem em debates, se acusarem mutuamente, desfazendo assim o propósito do Senhor em ser o alvo da adoração.

 

O jejum ao Senhor deve ser um momento exclusivo de adoração a Deus, onde nada pode ser ocasião para distração. O fato de não comer durante o período do jejum, não é o ponto alto do jejum, privar o corpo de alimentação não é onde mora o prazer de Deus em nos ver em jejum. Precisamos entender que, a privação de alimentação, serve tão somente para não permitir ao corpo o distrair da nossa atenção de Deus.

 

Muitos fazem do jejum um culto a carne, ou melhor dizendo, um anti-culto a carne, onde o ponto alto é alcançar tantas horas ou dias sem comer, nesses casos, passam grande parte dessas horas dormindo, quando isto para Deus não tem o menor valor, pois Deus não foi o único ponto de adoração daquele período de abstinência alimentar. Não comer, não traz poder, nem purifica, nem santifica, junto a isto deve-se ter exclusiva adoração a Deus. Abstinência alimentar é o que muitos fazem dizendo que jejuaram , que buscaram poder, que jejuaram por esta ou aquela causa  a fim de receber vitória nessas questões.

 

 Se ficar sem comer nos trouxesse bençãos,  então todos que fossem pobres, desfavorecidos, sem condição de proporcionar alimentação para sí e sua família, iam ser  os mais abençoados, ricos, cheios de poder,  e mais  felizes de toda face do planeta. Se ficar dormindo durante o tempo do jejum, também trouxesse vitória, todos os desocupados do país também seriam uma benção. O que digo, é que não reside aí, no não comer ou no matar o tempo dormindo para não sentir a fome, que Deus tem prazer em ver seu povo jejuando.

 

Entenda o que digo: não estou desfazendo do jejum, estou dizendo que o jejum só terá valor, se além de abster-se da comida, também houver exclusiva adoração a Deus. Não se ponha a pedir isto ou aquilo durante o período do jejum. Esse período serve apenas para você se encher do Espírito de Deus, usando unicamente de adoração a Deus, e quando você estiver diante das necessidades pelas quais te motivaram a buscar a Deus através de jejum, o Espírito do Senhor se manifestará por você em graça, lhe trazendo a vitória de que tanto necessita.

 

 Ainda que você conheça alguém que durante este período destinado ao jejum passe orando e clamando ao Senhor, para que Deus lhe dê isto ou aquilo , mesmo assim, essa pessoa ocupou o período do jejum de forma errônea.

 

 Alguém vai lembrar de Ester e dizer: ” mas Ester jejuou por uma causa, por causa do seu povo, e Deus lhe deu vitória “, sim isto aconteceu, mas o alvo de Ester era que ela estivesse cheia de graça, quando se apresentasse diante do rei, ela não deu ordem para pedirem isto ou aquilo, nem mesmo ela se pôs a pedir livramento ou outra coisa qualquer, mas o que ela sabia era que tinha de ser achada em graça diante dos olhos do rei quando este a visse.

 

Não existe outra forma de termos vitòria diante das lutas se o Espírito de Deus não estiver se movendo em nós.

 

Vejamos o verso 6: “Não é este o jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade….”

 

Este verso descreve o jejum que Deus quer de uma forma mais profunda, Deus nos mostra aqui o sentido espiritual do jejum. o que de verdade Deus espera quando subtemos nossa carne ao jejum. Espiritualmente falando, Deus quer ver o moer de nossa carne suportando as contrariedades que nossa alma não quer ver ou sentir.

 

Soltar as ligaduras da impiedade… Isto quer dizer: romper com as coisas que nos ligam a uma vida ímpia.

 

Mas o que é impiedade? 

 

Para entendermos isto, precisamos conhecer o que significa a palavra PIO.

PIO = Aquele que possui um viver santo.

 

( continua )

O machado emprestado

II Reis 6 : 1-7

 

O seu machado é emprestado?

 

machado flutuando

 

Mas de que machado estou falando? Vamos analizar na palavra que machado é este.

 

 

Os filhos dos profetas habitavam em um lugar onde estavam de contínuo diante de Eliseu, e isto era para eles sufocante, pois sempre estavam a sombra de Eliseu, o fato de desejarem ter um lugar somente para sí, onde pudessem ter oportunidade de se expressarem, mostrava uma insatisfação na habitação em comum que tinham com Eliseu.

A fim de edificarem sua casa, desceram até o  rio Jordão, fazendo questão da companhia de Eliseu para que não se caracteriza-se uma rebelião, pelo fato de estarem se apartando da habitação de Eliseu.

Ali chegando, tomaram os machados e começaram a cortar as toras, e de repente o ferro do machado se desprendeu do cabo e foi parar dentro do rio( vs 5 ). O desespero foi grande pois o machado não pertencia a quem o impunhava. Ali naquela hora eles perceberam que precisavam de Eliseu. E aprenderam que o machado tem que ser pessoal.

O machado representa a palavra, em Mateus 3:10 diz ” e também agora, o machado está posto a raiz das árvores; toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada no fogo.”

Neste trecho de Mateus , bem como no trecho de II Reis 6 , o machado é o mesmo, ou seja, Cristo é o machado, nele está o poder de cortar, em João 15 há também a passagem do agricultor que também tinha a função de podar ou cortar fora os ramos que não produzissem bons frutos. Então podemos dizer que o machado é também a palavra.

Naqueles dias o machado era uma ferramenta de um certo valor, não era qualquer pessoa que dispunha de tal ferramenta, portanto era algo difícil de se obter, eis porque o machado era emprestado.


Hoje muitas pessoas querem edificar, construir, realizar grandes projetos e sonhos, mas sem irem a Cristo. Desejam que outros o façam por elas, porém, não querem fazer coisas em que sejam tomadas em desobediência, ou em pecado, diante de Deus, para tanto, tomam a palavra , ou seja, o machado  emprestado.

Tomar emprestado a palavra é não ter a propriedade da palavra, é não ter o direito, ou ainda, a intimidade com Cristo. Outra passagem que vemos algo parecido, está em Atos 19 : 13-16 , onde os filhos de Ceva tentavam ganhar notoriedade expulsando espíritos demoníacos usando o nome de Cristo a quem Paulo pregava. Normalmente vemos o fim de histórias como as dos filhos de Ceva, terminarem como terminou a destes sete rapazes que queriam se apropriar de algo que não tinham direito nem sorte. A palavra é algo que precisa de busca, de intimidade, de fé, de vivência ou experiência, a fim de tê-la como parte de nós. Diferente do que alguns pensam que pagando um preço em dinheiro como o fez Simão, o encantador, em Atos 8 : 18, não é este o preço que se paga para para ter Cristo manifesto em nosss vidas. Mas sim um preço de abnegação do nosso viver em favor do viver de Cristo.

Só assim é que pode-se experimentar a Cristo de uma forma genuína, autêntica e verdadeiramente eficaz, sem os receios de perder aquilo que não é meu.

Por que ao lançar a madeira sobre o rio o machado flutuou ? O que tinha de tão especial aquele pedaço de madeira ? O que significa este ato de Eliseu ?

Quando Eliseu lança a madeira sobre o local onde o ferro do machado afundou, ele na verdade está lançando ali o “tipo” de Cristo crucificado. O pedaço de madeira lançado por Eliseu representa a Cristo; isto se dá da seguinte forma: O que Eliseu na verdade fez foi representar o sacrificio de Cristo, Eliseu ofereceu o sacrificio de Cristo na cruz ali naquele lugar onde se havia perdido o bem precioso para aquele homem. Ele ofertou a Cristo em lugar do bem perdido, tal como o fez Deus oferecendo a Cristo em nosso lugar ali na Cruz. O sacrifício de Cristo nos fez emergir das trevas onde nos encontravamos perdidos.

Encontramos no Velho Testamento muitos anúncios do que Cristo faria por nós, basta lermos trechos como este, com os olhos querendo ver Cristo. Peça ao Senhor que Ele lhe dê olhos para ver o Senhor Jesus em todos os caminhos. Garanto a você que de maneira nenhuma seu “machado” será emprestado, mas pelo contrário, será seu com propriedade.

Se aposse deste rico e valioso instrumento que é a palavra de Deus o quanto antes. Ele está a sua disposição.