A liberação do Espírito


Precisamos entender o que significa a liberação do Espírito.

 

Um dos grandes impedimentos para liberarmos o Espírito é  confundir o conhecimento exterior com o conhecimento interior. Se não liberarmos o Espírito a obra não pode ser feita, é por isso que temos na vida da Igreja grandes problemas com submissão, disciplina, e relacionamento.

 

Esses pontos são os mais difíceis. Liberar o Espírito enquanto pregamos é mais fácil, enquanto oramos, profetizamos também. Isto porque não precisamos fazer nada, não nos é cobrado nada, basta crer e tudo está feito (Mt 10:19).

Mas quando nos é exigido liberar o Espírito perdoando o irmão que  nos afrontou, ou  aquele que  nos deve, aí o Espírito não se libera, tudo é bloqueado, porque agora tenho de prejudicar um pedaço da minha alma, aí tudo fica mais difícil.

 

Por que ?  porque agora eu tenho de cooperar com Deus, e meu homem exterior não o quer (Rm 7: 15-20).

As coisas que eu não tenho que fazer nada, Deus me usa sem problemas, como liberar uma mensagem, orar por alguém , profetizar, operar sinais e etc…

Só tem um porém, a liberação de dons de ação nós chamamos de sinais, estes sinais não cooperam para a edificação da igreja em nada, eles só nos maravilham, nos fascinam, quando eles acontecem, o que mais eles fazem é atrair gentios para dentro da igreja, pessoas interessadas apenas em milagres e não na edificaçâo do corpo. Isso não edifica a igreja do Senhor Jesus, podemos até dizer que colabora para um temor na igreja, mas não para a edificação.

 

Vamos supor que um irmão no contato diário nos libera uma palavra áspera e não reagimos na mesma intensidade ou até ficamos tristes e abatidos. Esse irmão não manifestou a liberação do Espírito e nem nós quando permitimos sentimentos de mágoa, ira , ou rancor. O que se passou foi que liberamos,  tanto um quanto o outro, o homem exterior.

 

Nesse momento é que tínhamos de liberar o Espírito ,sendo gentis com nosso irmão, conpreensiveis, longânimos, temperantes. Aqui nos foi exigido algo, isto é, os frutos do Espírito.

 

Aí  então, eu não permito liberar o Espírito, eu sei que devo amar o próximo (Rm 12:10), só que não quero me humilhar nem ser manso, não quero perdoar apesar de ( Mt 6:15) e (Ef 4:32) me dizerem que devo perdoar.

 

Então entendemos que quando não nos é exigido nada, absolutamente nada , liberamos o Espírito, mas quando precisamos cooperar com Deus, usamos o nosso livre arbítrio e não fazemos nada .

 

O que precisamos entender é que o liberar o Espírito está sendo está atrelado ao quanto eu ingiro da palavra, se não, como fico fraco e reaquítico, não tenho forças para manter-me de pé, que dirá lutar contra um inimigo que tem minha idade e muito mais força do que eu.

 

É assim a  luta do homem interior contra o ego. Eu nasci agora para as coisas do Espírito, sou ainda bebê e infantil e meu ego tem a minha idade  e força, calçada nas fortalezas construídas durante todos esses anos.

 

É como um lutador de boxe profissional desafiando um lactante ( I Cor 3:2), vamos ver como é fácil liberar o Espírito quando não nos é cobrado nada, e como é difícil quando temos que nos contrariar, renegar nos valores, direitos e porquês ( Fl 1-25).

 

Agora se eu aplico a palavra do Senhor no meu íntimo, tenho  uma experiência com o Senhor. Quando obedecemos a palavra no Espírito, temos que fazer uma escolha, ou agimos com o homem exterior ou agimos com o homem interior. As vezes damos vazão ao homem exterior, nos fechando demais, alegres demais, falando alto demais, e etc. Todo o exagero não procede do caráter do Cristo. Quem libera o Espírito não procede assim.

 

Vamos meditar em Sl 46:4.

 

” Há um rio cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo.”

Nós somos a casa de Deus, cidade de Deus.

O rio é o Espírito.

O rio tem corrente, ele não para , corre para fora de você.

Isto chama-se liberação do Espírito.

 

De Deus nasce o rio.  A nascente é Deus, Ele está dentro de nós. Este rio corre e alegra o próprio homem, se você não tem tido alegria, está com um problema de corrente. Alegria é como a corrente do rio constante, se você está  duas horas alegre, e duas horas triste, então você está em um açúde, que não consegue correr, açúde não tem corrente, só tem altos e baixos, no açúde temos que nos preocupar com nível da água dele.

 

Quero convidá-lo a transformar esses açúdes em rio.

 

Quando decidimos conhecer Jesus, Deus que controla o nível do açude, começa a abrir a torneira e o açúde começa a encher e logo irá tranbordar e sairá correndo e nada mais o poderá impedir. A correnteza vai levando para fora toda morte de dentro de você.

 

A corrente das águas é o obedecer da palavra.

Você vive a palavra , você é o rio.

Você rejeita a palavra , você é um  açúde.

Jesus nos diz em João 7:38 “Quem crê em mim, como diz a escritura, do seu interior fluirão  rios de água viva.”

 

Deixe esses rios de águas vivas fluirem de você, liberando o Espírito.

                                                                                                                                                                                     

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Órfãos e viúvas


Órfão :  Aquele que perdeu os pais, ou um deles; perdeu um protetor, um provedor; e o exemplo a seguir.

Viúva: Aquela que perdeu o marido, perdeu o protetor, o provedor. 

Jo 14 : 18  diz  “Não vos deixarei órfãos; virei  para vós”.

 

Cristo ao falar estas palavras, estava dando a certeza  aos discípulos de que Ele não os estava deixando como órfãos, isto é , por ocasião de sua morte , alguns poderiam pensar: ”  Cristo nos deixou” , mas Cristo jamais abandonou a nenhum deles, em todo o tempo mostrou-se como um pai ofertando proteção, suprimento e formação. Quando diz “virei para vós”, estava dizendo que após sua morte estaria se dispensando como pai para cada um que o aceitasse. Isso o faria e fez em Espírito no coração de cada um de nós.

 

Tg 1: 27 diz:  ” A religião pura e imaculada para com nossos Deus e Pai é esta: visitar os órfãos, e as viúvas nas suas aflições, e guardar-se incontaminado do mundo.”

 

“Religião” quer dizer : religar o homem a Deus.

 

“Pura e imaculada” quer dizer: sem mistura nem mancha;

 

“Para com nosso Deus e Pai” : é interessante observar aqui que nossa visão a respeito de Deus muitas vezes não tem a conotação de Pai, nos esquecemos disto, negligênciamos este atributo de Deus, o tomamos por Deus todo poderoso, mas não o tomamos como pai; esquecemos de considerar nossa relação com Deus, como sendo Pai e filho, somos filhos desde o dia que recebemos a Jesus como nosso salvador ( Jo 1:12 ), receber a Jesus como nosso salvador nos deu o direito de sermos chamados filhos de Deus.

 

Outra coisa que me chama a atenção neste texto de Tg 1 : 27 , é a visita, o texto menciona uma visita feita a duas classes de pessoas: o órfão e a viúva. Esta visita é o próprio conceito da  religião pura e imaculada para com Deus como diz o versículo, só que, uma coisa é importante salientar, a visita é feita no momento das aflições, aonde a necessidade se manifestava, porém, havia um alerta: “e guardar-se incontaminado do mundo”. Quando alguém passa por esta experiência de tornar-se viúva ou órfão, pode manifestar alguma inconformidade quanto ao fato ocorrido, liberando palavras e sentimentos de insatisfação e revolta, é disso que precisamos nos manter incontaminados, incontaminados desses sentimentos de revoltas e inconformidades contra a vontade do próprio Deus. 

 

Mas como posso entender este verso espiritualmente nos dias de hoje?

 

O órfão é todo aquele que não tem a Deus como Pai, ou se o tem, deseja não ter.

 

Viúva é toda aquela que não tem mais a Cristo Jesus como marido, ou ainda tendo, não vê a hora de não ter mais.

 

Em Lc 15:11-32 ,há a parábola do filho pródigo, onde um filho por opção, decide se tornar órfão, pois ao pedir sua herança ao pai ainda vivo, em outras palavras  diz  a   este     pai: ” você para mim morreu”, pois todo filho que toma herança, só a toma porque seu pai morreu, ninguém toma herança sendo que o Testador ainda esteja vivo ( Hb 9: 16,17 ). Este filho tornou-se órfão porque decidiu sair de debaixo da proteção e provisão do pai. Assim como este, hoje espiritualmente, existem muitos órfãos espirituais, pessoas que estão dentro da igreja mas não querem olhar para Deus como sendo seu Pai, se por acaso ainda disserem que querem Deus como Pai, o querem como provedor de suas necessidades, mas não como um pai que os corrija.

 

As viúvas por sua vez, são todas aquelas pessoas, independentemente de ser do  sexo masculino ou feminino, que se afastam de Cristo, e se comportam como se fossem desamparadas.

 

 O que quero salientar é que espiritualmente, podemos entender que a orfandade e a viuvez, são  um estado de espírito, diga-se de passagem que, por opção, pois Deus o Pai nunca morre, nem Cristo o marido tornará a morrer.

 

Já repararam que, o mesmo órfão também pode ser a própria viúva?

 

Você já parou para pensar se em algum tempo já não agiu desta forma?

 

Nossas inconformidades, revoltas e insatisfações, geram afastamento da nossa relação com Deus e Cristo Jesus. Por que haveria neste verso de Tiago 1 : 27 , esta recomendação de manter-se incontaminado das coisas do mundo? se ao nos aproximarmos destes órfãos e viúvas, deles não ouviríamos todo tipo de murmuração e contenda. Deus é sábio, e ao nos mandar visitá-los recomenda-nos que também não sejamos contaminados por este tipo de estado de espírito.

 

Muitos ignoram que Deus é Pai. Lêem nas escrituras , concordam nas ministrações, mas na hora de se comportarem como filhos, sendo corrigidos por Deus (Hb 12:6-11) esquecen-se de tudo e se comportam como órfãos, ” não tenho pai, não tenho quem me sustente, não tenho proteção, não tenho quem me dê abrigo….” só para a vara não os apanhar”.

 

Tanto o órfão como a viúva, apenas precisam de serem reconduzidos a posição de filhos e de espôsa, por isso se faz necessária a visita. Esta visita deve ter o objetivo de reconduzir  o órfão e/ou viúva a Cristo Jesus.

 

O orfão é alguém que precisa de amor ( Dt 26:12)

O órfão é alguém que precisa de ajuda (Is 1:17).

O órfão precisa de ser suprido (Dt 10:18).

O órfão tem um pai que é Deus (Sl 68:5).

o órfão tem um pai que zela por ele (Êx 22:22 e Dt 24:17).

 

 

 

 

 

Você lembra como foi sua última páscoa ? (continuação)


Antes de prosseguirmos, quero que você não se esqueça da pergunta que fiz no início deste artigo: “Você lembra como foi a sua última páscoa ?” A medida que  formos desenvolvendo este assunto, você verá que a pergunta é bastante procedente.

 

Vs 11 ” Assim comereis: Os vossos lombos cingidos”

 

cingidos = vestidos

 

Mas que vestes? quando a Bíblia menciona vestes, na maioria das vezes está se referindo aos nossos atos, pois para Deus isto sim é que representa vestimentas. Como eu me visto no natural , para Deus não tem importância, pois se me visto de maneira escândalosa, só o faço porque o meu coração é escândaloso, porque o que intento é escandalizar; o meu desejo no agir é produzir algum estrago. E é esse interior que Deus vê. Minhas vestes de verdade, são os meus atos, é por eles que sou contemplado por Deus. Quero ainda colocar que, se o que faço, faço para que os homens me contemplem, minhas vestes já são inadequadas. Em Apocalipse 19 : 8 diz: “Foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, resplandecente e puro. O linho fino são os atos de justiça dos santos”. Será  que nossas vestes têm sido de linho fino? 

 

Vs 11 “… os vossos sapatos nos pés…”

 

Sapatos – representam  os cuidados que temos com nossos pés nos caminhos por onde andamos, portanto, sapatos vêm a ser os cuidados que temos com as decisões que tomamos, pois uma vez que decidimos isto ou aquilo, escolhemos um caminho a seguir.

 

Vs 11 “…e o vosso cajado na mão”.

 

Cajado – representa a vara do pastor, que com a mesma mostra a direção que as ovelhas devem tomar. O cajado, portanto, vem a ser as direções e intenções que queremos dar aos nossos caminhos. Tome cuidado para que teu cajado seja a palavra do Senhor, e não o nosso coração, pois ele é enganoso (Jr 17 : 9).

 

 

Agora leia dos versos 12 a 14 deste capítulo 12 de Êxodo.

 

Quando a palavra diz que: “naquela noite passarei sobre a terra do Egito e ferirei todos os primogenitos na terra do Egito”, está a nos dizer algo tremendo. Lembram quando no artigo sobre a origem dos samaritanos eu lhes disse que tínhamos em nós uma Samaria também? pois bem, quero também lhes dizer que enquanto não estivermos totalmente livres das influências do mundo, também teremos um Egito  dentro de nós. E ele, o Egito, tem seus primogênitos também, que são os nossos primeiros interesses, aquilo que está em primeiro lugar em nossas vidas. O Espírito do Senhor quer ‘pascôar’ sobre o ‘ nosso ‘ Egito e ferir estes primogenitos interesses que nos impedem de ver a Cristo em primeiro lugar.

 

É isto que tem  derrubado a muitos, pois ignoram Mt 6:33 “Mas buscai primeiro o reino de Deus e  a sua justiça , e as todas estas coisas vos serão acrescentadas.” . os primogênitos do “Egito” têm nos desviado das prioridades do Reino de Cristo. Temos olhado muito para estes interesses que não são de Cristo e esquecido de passar o sangue do “cordeiro” (Jesus) sobre nossas “ombreiras e vergas”

 

Aqueles em que o sangue do cordeiro havia sido passado tiveram livramento, quero lhes dizer quer quando você expõe seus interesses a Cristo, eles passam a ser reavaliados pela ótica do Espírito, já não mais será segundo a nossa vontade, mas segundo a vontade do Deus, e aí, só a partir daí, é que nossos interesses passam a ser interesses de Deus.

 

O verso 14 diz ” Este dia vos será por memorial e celebrá-lo-eis por festa ao Senhor… por estatuto perpétuo.” Vimos que a páscoa de Deus é portanto um livramento, uma passagem de um estado para outro, ou seja, de um estado de escravidão para o estado de libertos, e isto deveria ser comemorado por estatuto perpétuo.

 

Agora torno a pergunta que lancei no início deste artigo: Você lembra como foi a sua última páscoa?

 

Vou fazer a pergunta  de novo: Você lembra como foi o seu último livramento ?

 

A pergunta é a mesma, só foi esclarecido o sentido dela. Muitos ao lerem o título deste artigo pensaram na cesta de ovos de chocolate que ganharam ou deram a alguém no ano passado. Se isto aconteceu é porque ainda estamos celebrando a páscoa do “senhor coelho”. Mas se você entendeu, você está glorificando a Jesus pelo último livramento que ele deu a sua vida, tenha ocorrido uns meses atrás ou ontem ou hoje mesmo.

 

Aprenda a celebrar esta páscoa: A páscoa de Deus, pois esta pode acontecer a qualquer momento, a qualquer hora você pode estar sendo livre da morte, livre de  um enredo qualquer, livre do engano, livre das amarras que tem te prendido no ” Egito”  do teu coração.

 

Espero que Deus possa iluminá-los com esta mensagem, a respeito do que é de verdade a páscoa que Deus nos proporciona a cada dia. 

Você lembra como foi a sua última páscoa?


Êx 12:1-36

Entendo que diante de um belo ovo de chocolate e alguns bombons, ninguém se importa como ou da onde veio a páscoa. Mas hoje gostaria de compartilhar com voces o sentido espiritual da páscoa,  e garanto a voces que não irei explicar porque o coelho não bota ovos, muito menos, por que os ovos são de chocolates, mas sim, como a páscoa é algo mais presente em nossas vidas do que apenas uma vez por ano; como experimentamos várias páscoas em um só ano e não celebramos nenhuma delas.

Comece a acompanhar comigo, verso a verso do capítulo 12 de Êxodo, a partir do verso 2.

” Este mês será para vós o primeiro mês, o primeiro mês do ano”.

 A palavra ‘páscoa’ tem sua origem no termo hebreu ‘Pessach’ , que significa “passagem”, em Êxodo 12 , Deus dá ordenanças ao seu povo, para que se procedam daquele dia em diante conforme suas instruções.

Todos sabemos que a páscoa se dá entre os meses de março e abril, e que nenhum desses é o primeiro mês de um ano. Mas Deus disse que a partir dali seria….” e agora? tenho que mudar meu calendário para o calendário judáico?” Claro que não. Insisto em lembrar-lhes que a palavra de Deus é espírito e vida(Jo 6:63), portanto, temos que entender o seu sentido espiritual.

Hoje para nós, a páscoa tem o mesmo sentido que tem para o judeu, isto é, a páscoa representa um recomeço de vida, uma renovação de esperanças, uma passagem da escravidão para a libertação. A cada dia que o Espírito de Deus ‘pascôa’ sobre nós, temos um recomeço de vida, é como se fôssemos novamente habilitados a viver. Por isso no verso 2 de Êxodo 12 , o Senhor nos ensina que a páscoa do Senhor é um marco de uma nova vida, pois a cada ano que se inicia em nossas vidas, temos renovadas experanças a respeito dos nossos interesses, e com Deus não é diferente, cada vez que ele ‘pascôa’ seu Espírito sobre nós, dá-nos renovação de vida, fazendo com que passemos da morte para a vida; da luz para as trevas, da ignorância para o conhecimento.

Eis aí o porque que quando você experimenta uma páscoa, você experimenta uma nova etapa em sua vida.

Verso 3  “…tome cada homem um cordeiro para a sua família, um cordeiro para cada casa”.

cordeiro=Cristo;

família= a igreja;

cada casa=cada pessoa;

Vale dizer: cada homem tome a Cristo para a sua família ( cada homem é o pastor da sua pequena igreja [família] ).Na Bíblia, o homem quando mencionado em relação a sua família, se refere ao homem como chefe de sua família, o provedor de suprimentos, o apascentador das almas que lhe foram confiadas (mulher e filhos),o homem, portanto, precisa ser aquele que leva Cristo para sua família, como suprimento de vida.

Porém há um detalhe importante a salientar: o mesmo verso que estamos falando diz:”…um cordeiro para cada casa”. Apesar do homem levar  Cristo para os seus, cada um deve tomar Cristo para sí mesmo, individualmente. Não é porque o chefe da família tem a Cristo que todos os demais também o tem. É necessário que cada um da família, também  tome  a Cristo por livre e espontânea vontade .

 

Verso 4: “…fareis a conta para o cordeiro”.

 

Cristo não deve ser desperdiçado, mas pelo contrário, tem de ser compartilhado, desfrutado ao máximo.

 

Verso 7: “…e o  porão em ambas ombreiras e na verga da porta…”

 

É preciso para entender este verso que você visualize o contorno de uma porta ” ┌─┐”, agora imagine assim:

as laterais da porta = ombreiras;

a parte superior da porta=verga;

Agora que você já viu isso, imagine o mesmo contorno sobre a sua cabeça.

As ombreiras são os nossos ouvidos.

a verga são os nossos olhos e a nossa mente.

Sobre isso deveria se passar o sangue do cordeiro, ou seja, o sangue de Cristo de estar sobre nossos olhos e ouvidos e mente, a fim de que a morte quando passar não tenha como chegar. É assim que precisamos nos encontrar, tendo nossos olhos e mente e ouvidos guardados em Cristo quando nos relacionamos com as pessoas que ainda não possuem Cristo com fonte de vida.

 

****{ aguardem continuação}****

Você tem a cabeça coberta ou descoberta?


I Cor 11:4

” Todo homem que ora ou profetiza, tendo a cabeça coberta, desonra a sua própria cabeça.”

Quero compartilhar com vocês este texto, analisando-o frase a frase. Peço a atenção de vocês, pois o que nesse verso há, é algo que requer um coração aberto para receber, se você estiver preso a conceitos ou doutrinas de homens terá dificuldade em compreender o que o Espírito nos traz neste verso.

” Todo homem…”

Neste verso, a palavra de Deus se refere ao homem não como o homem macho, do sexo maxculino, mas sim o SER CRIADO por Deus, tanto no gênero masculino quanto no gênero feminino, ambos, homem e mulher, macho e fêmea estão incluidos nessa citação. Em Genesis 1:27 o Senhor diz: ” Assim Criou Deus o homem à sua imagem ; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou”.

Apesar de no verso 5 de I Cor. 11 , a palavra se referir a mulher, ali também ocorre  o mesmo, não se trata  da mulher do sexo feminino mas da mulher corporativa, a mulher ‘ Igreja ‘ . Portanto quando a palavra se refere ao homem, no verso 4 , temos ali todos  os indivíduos da igreja.

“…que ora ou profetiza…”

Analisando primeiramente aquele que profetiza, vamos encontrar a definição: Aquele que traz a mensagem de Deus; aquele que é porta-voz das ordens de Deus. Assim sendo temos no profeta um instrumento de Deus que é utilizado pelo Senhor quando bem Ele, o Senhor, quer. As mensagens  proféticas tinham e tem até hoje caráter de orientação; de ordenança; de livramento; e de renovação de fé e esperança, todos esses sentidos jamais foram usados em benefício do profeta, mas pelo profeta àquele a quem o senhor ordenou.

Assim sendo o profeta não serve a sí mesmo, mas àqueles a quem ele é enviado.

Voltando ao verso 4, observamos ali as palavras: ” que ora ou prefetiza…”,  já sabemos que, o que profetiza não o faz para sí mesmo mas para outrem, a conjunção alternativa “ou” coloca aquele que ora na mesma condição daquele que profetiza, ou seja, também quando ora , não o faz por sí mesmo, mas intercede por outra pessoa. Tanto  o que ora quanto o que profetiza, aqui neste verso, são aqueles que o fazem pelos outros e não por sí mesmos. Estes que intercedem a Deus, de  Deus trazem a direção a ser seguida pelos outros.

“.. tendo a cabeça coberta…”

Em Jr 14:3  diz: ” Os seus mais nobres mandam os seus servos buscar água; vêm as cisternas mas não acham água.Voltam com os seus cântaros vazios; envergonhados e desesperados, cobrem a cabeça”.

Os servos tinham ganho uma ordem de irem buscar água, indo eles, até conseguiram ver os poços mas não viram a água; de cântaros vazios, voltaram decepcionados por não terem tido sucesso no cumprimento da ordem recebida; como sinal de que não honraram a missão recebida pelos seus senhores, cobriram a cabeça.

 

Cântaro vazio = vida sem Cristo.

 

O cobrir a cabeça que a Bíblia nos fala, era um sinal de incapacidade, de frustração e de desonra. Quando os servos voltaram com os cântaros vazios. sabiam que suas imagens e conceitos perante os seus senhores caíriam em descrédito.

Em II Samuel 15:30, também vemos o rei Davi, triste, chorando e de cabeça coberta. Espiritualmente hoje, as pessoas vão buscar água da vida, mas chegando elas as cisternas ( igreja) não conseguem ver a água (Cristo) que há lá, mas antes distraem seus corações e sua visão olhando para outros pontos que cercam  as cisternas e não conseguem ver Cristo. Aí confusos e atrapalhados, desistem e voltam sem a ação da palavra de Deus em suas vidas espirituais. Se esses estão com suas vidas espirituais vazias, como poderão orar ou profetizar?

O Senhor toma para sí  vasos de honra. Em II Tim 2:21 diz: ” De sorte que se alguém se purificar dessas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor e preparado para toda a boa obra”. O cântaro é a vida espiritual de cada servo, se nele não estiver a água da vida que é Cristo Jesus, nele não haverá honra, pois é através de Cristo que somos honrados. Em Jo 12:26  diz: “Aquele que me serve deve seguir-me, e onde eu estiver, ali estará também o meu servo. E se alguém me servir, meu Pai o honrará”.

“…desonra a sua própria cabeça”.

aquele que está com  o seu cântaro vazio, está com a cabeça coberta. Essa informação é espiritual, não despreze isto, naquele em quem não estiver a palavra da vida, a vida de  cristo; então tudo o que fizer, mesmo que seja para a obra de Cristo, não terá Dele aprovação; pelo o que este orar, Deus não o ouvirá; e  o que este profetizar será como falsa profecia.

Portanto ter a cabeça coberta, é ter algo do que se envergonhar, na verdade, são aquelas coisas que falamos , fazemos, pensamos , em que nelas de forma nenhuma há a expressão de Cristo. Analise seu coração hoje e peça ao Espírito do Senhor para revelar o que ainda está oculto ao teus olhos sobre coisas que podem te envergonhar e que você ainda não percebeu.

A origem dos samaritanos


II Reis 17: 24 – 41

 

Sempre que lia  a respeito dos samaritanos e dos judeus, chamava-me a atenção o fato de eles não se relacionarem pacíficamente, porém não entendia porque era assim, até que me propus  buscar os motivos desta animosidade entre estes povos, uma vez que, apesar de não terem uma comunhão, ocupam o mesmo território.

 

Israel, naqueles dias, vinha pecando conforme o rei Jeroboão os havia ensinado, e de seus ensinamentos em nada se desviavam ( II Reis 17: 22 ), até que o Senhor  tirou Israel de suas terras e os enviou deportados para a Assíria , e de lá da Assíria trouxe gente da Babilônia, de Cuta, de Ava, de Hamate e de Sefarvain e os fez habitar em Samaria no lugar de Israel.

 

Estes povos temiam ao Senhor como o Deus que poderia eliminá-los quando bem quisesse, mas não temiam ao Senhor para serví-lo. Diz o verso 33 que : ” temiam ao Senhor mas também serviam a seus próprios deuses, segundo o costume das nações dentre as quais tinhas sido transportados.”

 

Hoje em nossos dias podemos perceber perfeitamente esta situação ocorrendo dentro da ” Samaria” que temos dentro de  cada um de nós individualmente. Espiritualmente ocorre isto todos os dias, na verdade não queríamos, mas infelizmente o fazemos em nosso coração ( Rm 7 : 18 ).

 

Deixamos os nossos ” deuses “, ou seja, os nossos interesses, interferirem em nossa relação com Deus. Toda vez que deixamos de termos um tempo de  comunhão com o Senhor para em lugar desse tempo, tratarmos de nossos interesses, praticamos o mesmo modo de agir destes povos que ocuparam a Samaria, ou seja, sabemos que Deus é Deus, mas temos mais o que fazer. Deixamos de lado inclusive a ocupação de conhecermos mais ao Senhor, de ouvi-lo, de aprender aquilo que agrada o Seu coração.

 

Conhecendo estas coisas, não fica difícil de entender porque existe uma inimizade entre Samaritanos e Judeus. Primeiro: os Samaritanos não são da terra dos judeus. Segundo: os religiosos judeus jamais aceitariam os samaritanos  pagãos ocupando o território que Deus lhes havia dado e sobretudo cultuando a deuses estranhos.

 

Olhando para nós nos dias de hoje, é como se vivessemos esta passagem na sua íntegra. Alguém poderá dizer:” eu não, comigo é diferente, sirvo o Senhor em tempo integral”, até pode ser que seja verdade, mas o Senhor que sonda os nossos corações e nos prova, sabe até que ponto somos judeus, e a partir da onde somos samaritanos. A verdade é que ainda temos estas “nações” estranhas co-habitando dentro de nós, por mais que queiramos dizer o contrário, estamos ainda em processo de libertação. Por mais justos que venhamos a ser, ainda assim, os ” samaritanos “estão ativos em nossos corações.

 

A prova disto é que ao sermos provados por Deus, revelamos um comportamento inexperado, trazendo à tona valores e “cultos”  à nossa razão. Quem é que ao ouvir algum comentário reprovador a  respeito de seu filho, não explode em ataque  ao ” ofensor ” ? o que a palavra diz é que : ” O Senhor pelejará por vós, e vós calareis ” ( Êx  14 :14 ). Quem é que ao ser ” fechado ” no trânsito enquanto dirije, não explode em ofensas ao motorista imprudente  ?   O que a palavra diz é que:” Na verdade já é realmente uma falta entre vós terdes demandas uns contra os outros. Por que não sofreis antes a injustiça ? Por que não sofreis antes o dano ? ” (I Cor 6 : 7 ). Quem é que ao cometer um erro passivo de punição, e tendo a oportunidade de ocultar o erro para não sofrer o prejuízo, se declara culpado ? O que a palvra diz é que: ” Não sabeis vós que os injustos não hão e herdar o reino de Deus ? Não erreis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarenteos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores heradarão o reino de Deus.” ( I Cor 6: 9, 10 ).

 

Como vemos, muitas são as manifestações ” samaritanas ” em nós. O senhor ao seu tempo corrijirá a todos nós segundo as nossas fraquezas.

Em que exército você está?


II Reis 3

Ao ler ler todos os versículos deste capítulo, o Senhor inquietou meu coração, e me fez refletir em qual exército estou.
Esta  passagem nos fala de três reis, cada um com um significado, cada um simbolizando um exército espiritual.

O primeiro rei, o rei Jorão, rei  de Israel, simboliza o exército da alma, reparem que quando ele soube que o rei dos Moabitas por ocasião da morte de Acabe não daria mais tributos a Israel, decidiu passar o seu exército em revista  para  ir  à  guerra  contra  Messa,  rei  dos moabitas. Percebendo  que sozinho não poderia obter vitoria contra os moabitas, pediu a Josafá, rei de Judá, que o acompanhasse àquela guerra.

Em nosso viver, todos os dias, fazemos igual ao que o rei Jorão fez. Nós em nossa alma, quando percebemos que a  luta  que  temos  de  travar  contra  o  nosso  inimigo  é  desigual, isto é, sozinhos  não consiguiremos vitória, lembramos imediatamente do Senhor, e vamos até a ele convidá-lo  para ir a guerra conosco…precisamos sim do Senhor, mas  o  que  percebo  que  está  errado, é  que, quando não estamos em guerra também não queremos comunhão com o Senhor… quando que deveríamos ser e estar em Seu exército.

Sim, o rei Josafá, rei de Judá, simboliza o exército do Espírito, observe que no verso 14, o profeta só recebeu a Jorão porque este estava  acompanhado  de Josafá, se  assim não fosse, nem olharia para Jorão… assim também somos… não  seríamos  recebidos  diante  de  Deus  se  não fosse o Espirito de Deus habitando dentro de nós… como vemos, a  alma não  consegue  lutar  e vencer  contra  o inimigo sem que ela tenha a ajuda de Espírito do Senhor.

E o terceiro rei? o rei de Edon… quem ele representa?
Este rei de Edon é o exército da carne. Na passagem   que  lemos, este  rei  era  vassalo  do  rei   Josafá, neste episódio, a palavra não diz como ele foi parar lá  junto  a Josafá e Jorão… não mostra um diálogo, ou um convite que seja da parte de  Josafá  para  o  rei  de Edon, mas  apenas o mostra indo a batalha junto, sem querer, nem opinião. Como vassalo que era, tinha que obedecer, sem questionar… assim é quando nós conseguimos subjugar nossa carne ao Espírito, o Espírito manda e a carne obedece…sem revoltas, sem porquês… isto comprova bem a diferença entre o rei Jorão ( alma) , e  o rei  Josafá (Espírito), o  primeiro  não  teve domínio sobre seu vassalo e acabou guerreando  contra ele, já o segundo , o rei  Josafá, tinha domínio  total e  completo sobre seu vassalo; vassalo quer dizer subordinado,submisso, que cumpre ordens do seu senhor, é este o rei de Edon, o exército da carne subordinado ao Espírito, sem fazer questionamentos. Precisamos muito disto,  isto faz parte do projeto de restauração do Senhor para nós, O  Senhor  deseja  que  dominemos  a força da carne, tornando-a submissa aos interesses do espírito.
Eis aí  os  três  exércitos… em  qual  você  se enquadra ? No espiritual? que domina a carne, ou no almático que enfrenta   problemas  o tempo  inteiro  com  aqueles  que  deveriam  estar  ajudando  mas  só  fazem  atrasar  o crescimento, o avanço em Cristo?