Naás, o amonita. I Samuel 11:1 – 15


I Samuel  11 :1 – 15

Observando esta leitura, pus-me  a meditar no que o Senhor desejava falar. Reparem que no verso um, há a palavra “sitiou”, sitiar é pôr cerco militar ou seja,  forças militares armadas ao redor de algum lugar. Meditando sobre isto, trouxe-me o Senhor o entendimento de que muitas vezes somos nós que estamos no lugar sitiado.

 

O lugar sitiado em que estamos pode ser qualquer um, pode ser o nosso emprego, nossa vida financeira, nossa saúde, nosso casamento, nosso patrimônio, nossos filhos, nosso cônjuge, ou qualquer ente querido, pode ser até mesmo nossa vida espiritual. O fato é que muitas são as vezes em que nos sentimos cercados, sem saída. O importante é que  em qualquer  um destes  ” lugares” sitiados,  não se faça alianças com o inimigo, tal como fizeram os homens de Jabes Gileade.

 

Toda e qualquer aliança com o inimigo nos tira a capacidade de ver o Senhor.

 

Toda e qualquer aliança com o inimigo, nos faz seus servos (escravos).

 

Notem que uma aliança é uma troca de benefícios entre duas partes, uma oferece algo, e a outra se propõe com outra coisa, de maneira que as duas, pelo menos no primeiro instante, saiam beneficiadas.

” Faze aliança conosco e te serviremos”, a proposta de fazer uma aliança com Naás, era tão somente para não ter que lutar, evitando assim um desgate bélico. Na verdade estavam tomados de covardia e comodismo, pensavam que poderiam acalmar as coisas sem ter que se incomodarem. Quantos de nós já não fizemos alianças deste tipo? Alguém poderá dizer  ” eu nunca fiz, sou nova criatura em Jesus, e jamais faria tal coisa”.  Infelizmente fazemos alianças deste tipo quando nos comportamos tal como o mundo exige, a fim de não nos incomodarmos ou no indispôrmos com ninguém.

 

Como? Imagine no seu trabalho, os colegas falando com linguajar inadequado, piadas sujas, palavrões, comentários de mal gôsto, perseguições a um ou outro colega a fim de ridicularizá-los. E você ali vendo que se não aderir àquele tipo de comportamento, na melhor das hípóteses não será aceito no meio do grupo, se ainda, não for você mesmo o próximo a ser vítima dos colegas maldosos. Para passar bem, no mínimo você começa a participar da roda das piadas sujas, dos comentários maldosos sobre um colega ou outro. Quando seu próprio falar não passa a sofrer modificações por influência do meio em que você passa a maior parte de seu dia. Isto é uma aliança com “Naás”, não o amonita, mas o “perseguidor” .

 

Outro exemplo ?  Imagine você e sua vida financeira. Confiando que depois você pagará, passa a comprar tudo o que pensa precisar, passa a não deixar para mais tarde aqueles passeios dispendiosos, e os cheques não param mais de sair de seu talão,  seus cartões não param de passar nas máquinas de credito ou débito, e tudo será pago depois ” sem problemas”. Aí perdemos o controle e todo nosso dinheiro, pois no banco, nosso salário é todo descontado em função das dívidas, não sobrando para as despesas do mês. Assim então é nos proposto a aliança com “Naás”, não o amonita, mas o banqueiro. E passamos então a serví-l0 praticamente  em caráter de escravidão, pois tudo o que ganhamos não paga o que ele nos emprestou e a dívida com os bancos ou financeiras só aumentam. É duro sairmos desta escravidão.

 

 A fim de ilustrar, cito por alto, mais um exemplo:  O nosso casamento. independente se um dos cônjuges, ou se dos dois, surgem constantes atritos, a fim de um não ceder para o outro, inicia-se uma guerra de vaidades entre o casal para ver quem manda mais. Aliançados com “Naás” , não o amonita, mas o “destruidor de famílias”, passam a ouvir seus conselhos e combater um ao outro, até que seja insustentável a convivência, e a separação inevitável.

 

Agora notem o verso 2. Naás, o amonita, acenou com a possibilidade de fazer a aliança com os homens de Jabes Gileade, se os mesmos concordassem em ter seus olhos direitos vazados.  Porque Naás pediu isto?

 

Naqueles dias, os homens quando iam a guerrra, carregavam em seu braço esquerdo o escudo, e não era um escudinho qualquer, o escudo tinha um tamanho considerável, fazendo com que a visão do olho esquerdo ficasse atráz do escudo, tendo até mesmo a visão periférica deste olho esquerdo prejudicada. Com o olho direito vazado e o esquerdo atraz de um enorme escudo, não haveria homem em Israel capaz de lutar em combate nenhum, o que Naás o amonita queria na verdade era tirar de combate os homens de Israel, fazendo-os inúteis à batalha. É este o objetivo de Naás (SataNaás), tornar  o homem incapaz de lutar contra ele.

 

Outro aspecto interessante, podemos ver em Salmos 16 : 8  ” O Senhor, o tenho sempre à minha presença; estando ele a minha direita, não serei abalado.

Repare que o Senhor está à direita do salmista, assim como está à nossa direita também, precisamos sobretudo de nosso olho direito, é imprescindível que na luta vejamos o Senhor, sem Ele não poderemos vencer, sempre que você estiver lutando, tenha o Senhor á sua vista, lembrando que o escudo( fé) à  mão esquerda e a espada(palavra) à mão direita.

 

Para encerrar, gostaria ainda de referir I Samuel 11 :  7  , no seu final, onde diz ” …Então caiu o temor do Senhor sobre o povo, e saíram como um só homem”. Tomados do temor do Senhor, tiveram neles unanimidade na disposição de lutar contra Naás. O que nos leva então a concluir, que em muitas vezes quando estamos acovardados,  acomodados ou negligentes com respeito as lutas, é porque está a nos faltar temor do Senhor.

É difícil aceitarmos tais realidades em nossas vidas, não gostamos de admitir que em algum tempo fizemos alianças desta ordem, ou que as estamos fazendo ainda. Mas admitir que pecamos e nos arrepender é o princípio de nossa vitória.

 

Que Deus ilumine a todos que lêem este blog, e os acrescente de sua graça a cada dia. Amém.