A dracma perdida


 

Lc 15: 8 – 10 ” Ou  qual a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma dracma, não acende a candeia, e varre a casa, e busca com diligencia até a achar? E, achando-a, convoca as amigas e vizinhas, dizendo? Alegrai-vos comigo, porque já achei a dracma perdida. Assim vos digo que há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.

 

 Como sempre digo, a palavra do Senhor é Espírito e Vida, e sobre  este texto desejo  compartilhar com os leitores deste blog, a visão  a respeito desta pequena passagem. Há muitos pontos a serem analisados neste três pequenos versículos, vamos iniciar pelo verso oito:

 

“Ou qual é a mulher que…” O verso oito inicia falando de uma mulher, esta mulher  espiritualmente é  a igreja, mas não a igreja perfeita, mas é uma igreja que está a passar por uma dificuldade, pois esta mesma está enfrentando a perda de um bem precioso.

 

A sequência do verso diz: “tendo dez dracmas, se perder uma….” Estas dez dracmas, representavam um adorno utilizado como se fosse uma tiara, nesta, eram ostentados pela mulher dez moedas (dracmas) que significavam muito mais que o valor das dez moedas,  juntas elas significavam um conjunto de  virtudes   para esta mulher. Cada moeda (dracma) representava uma virtude especial.

 

Reparem que, pulando para o início do verso nove, o texto segue dizendo que depois de tê-la achado,  só então, a mulher convida suas amigas para dar uma festa. Por que não as chamou antes a fim de ajudá-la a procurar?

 

A dracma que ela havia perdido representava justamente a virtude da comunhão.

 

Caso fosse outra a virtude  perdida, não teria motivos para procurar sozinha. Hoje muitas igrejas estão com suas dracmas perdidas. Esta da parábola de Jesus, estava a procurar uma única dracma que desfalcava sua tiara, e que com isto, não lhe tornava plena. Era melhor não ter tiara nenhuma,  que ter uma sem as dez dracmas.

 

Após perceber que lhefaltava uma dracma, imediatamente pôs-se a procurar, e isto fez tomando alguns cuidados:

 

Acende a candeia…” A candeia representa  a luz do Espírito Santo, o fato desta mulher acender a candeia, é sinal de que sua candeia não estava acesa. Este acender da candeia, representa uma retomada com os cuidados  das coisas do Senhor. Acender a candeia, significa pedir ao Senhor que ilumine a escuridão em  que nos encontramos, com a luz do Espírito Santo. Quando estamos em trevas, não percebemos que estamos nesta condição. Lembro-me quando era menino e ficava a brincar até tarde na rua, enquanto brincava não percebia que o dia declinava, era tão boa a brincadeira que, não percebia que a luz do dia já faltava, até que de repente surgia minha mãe a porta e gritava para que eu entrasse a fim de jantar, quando isto acontecia e minha atenção se voltava para dentro de casa, percebia que lá dentro ela  já tinham luz das lãmpadas para fazer as rotinas. E só então, que eu me enxergava envolvido na escuridão. Assim é com nossa vida espiritual, não percebemos que estamos caminhando na escuridão, pois as trevas entram lentamente na vida espiritual de cada um de nós, e quando nos damos por achados, estamos envolvidos na escuridão do pecado.

 

A luz da candeia, ou seja , do Espírito  Santo, nos faz perceber a escuridão em que nos encontramos. Portanto, acender a luz da candeia, é o primeiro passo para retornarmos ao Senhor. E isto é feito através de leitura e meditação da palavra.

 

O segundo passo tomado pela mulher desta parábola, foi varrer a  casa. Varrer é uma ação que só depende de nós, a luz do Espírito nos revela onde está a sujeira, mas não a retira. Esta retirada tem de ser feita por cada um de nós, isto implica em renúncia de comodismos, conveniências, prazeres que não edificam, enfim, a luz nos mostra, e o que vemos muitas vezes nos assusta, há alguns que tentam enganar a sí mesmos dizendo que aquilo que estão a ver não  é tão ruin, está ali só para enfeitar, não produz mal nenhum… Eu lhe pergunto, quantas vezes aquele “enfeite” no seu coração, já lhe pôs a perder? isto é muito pessoal. Muito melindroso, mas muito sério.

 

O terceiro passo para achar a dracma perdida, foi ” procurar diligentemente“. Este procurar diligentemente implica em procurar com cuidado, ou seja, por onde procurarmos, seja no nosso coração, na nossa mente devemos ter um cuidado especial, a fim de que, não ocorra que ali onde não dou muita importância, seja exatamente, onde se encontra minha dracma perdida. quantos de nós já não procuraram algum papel importantíssimo e não teve jeito de achar? lá um belo dia , quando já não se precisa mais, o bendito papel aparece? Por que isto aconteceu? por que no momento da procura não foi empenhado diligência (cuidado devido). Nem sempre o que procuramos está a vista dos nossos olhos, muitas vezes está oculto por um outro objeto  tido por insignificante. Espiritualmente não é diferente, muitas vezes atribuimos inofensividades a coisas que possuem grande relevância em nosso viver.

 

Agora, torno a dizer, a dracma que esta mulher perdeu foi realmente a comunhão tanto com Deus, quanto com o restante da igreja. Em alguns momentos somos esta mulher, e precisamos aceitar isto, é melhor assim, do que acharmos que somos infalíveis e exemplares. Depois que a dracma foi achada, aí a mulher chamou as amigas e se alegrou com elas. Isto é a comunhão.

 

Comunhão é manifestação de compartilhamento de experiências em Cristo, de alegrias em Cristo, e  de esperanças em Cristo. Não se isole, Cristo está na comunhão tanto vertical ( com Deus), quanto na comunhão horizontal ( com os irmãos).

 

Se eu pudesse ser igreja sozinho, a palavra me recomendaria ser só, buscar a Cristo só, ser alegre em Cristo só, e a tomar a santa ceia só, enfim… mas não é isto o que vemos. Colossenses 3:16 diz:” Habite ricamente em vós a palavra de Cristo, instruí-vos e aconselhai-vos mutuamnte em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão em vosso coração”.

 

Precisamos uns dos outros, como vimos, no momento da perda a mulher não se pôs a gritar nem espernear, mas antes teve uma postura de restabelecer a condição perdida. Estar em comunhão não é estar lamentando a propria sorte, reclamando da vida. Estar em comunhão é falar de Cristo, respirar Cristo, andar em Cristo, é Cristo quem nos dá comunhão com Deus. Cristo era a dracma perdida desta parábola,  quando a igreja o encontrou novamente, se alegrou pois agora voltara a condição de plenitude.

 

Medite sobre esta dracma, será que não a temos perdido? Hoje é tempo de a reencontrarmos.

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Jacó, Raquel, Lia, Zilpa e Bila: A formação da Igreja


 

 

Neste artigo desejo compartilhar com os irmãos uma revelação sobre  a  formação da Igreja, como o Senhor já lá no passado,  concebeu a igreja.

 

O que desejo meditar com os irmãos, é como de fato é formada a igreja do Senhor. Vamos até o livro de Genesis 32: 22

                  ” Naquela  mesma noite Jacó se levantou, e tomou suas duas mulheres, suas duas servas, seus onze filhos, e passou o vau¹ de Jaboque²”.

                   1 – Vau = Parte do rio, onde se pode atravessar a pé.

                   2 – Jaboque = um rio (  Jaboque significa: aquele que corre ).

 

Jacó  é o tipo de Cristo. Através dele Deus formou seu povo.

 

Suas duas mulheres: Lia e Raquel, as judias.

                 Lia significa: vaca selvagem

                 Raquel significa: ovelha

 

Suas duas servas: Zilpa e Bila, as gentias.

                       Zilpa siginifica: Gota de mirra.

                       Bila significa: Sensível , modesta.

 

As duas mulheres de Jacó são Lia e Raquel, ambas eram filhas de Labão, irmão de Rebeca. Em Gen 29 :17,  nos fala das características físicas de Lia e Raquel.

 

                Lia tinha olhos fracos ( característica essa que hoje podemos associar ao fato de os judeus não enxergarem em Jesus, o salvador, o messias, o filho de Deus).

 

                Raquel  era formosa de semblante, formosa de porte ( característica de quem contempla a Cristo ).

 

Sabemos que desde o princípio, o projeto de Deus era formar a Igreja, O Senhor ama sua Igreja e a deseja para sí. Para tanto, Deus se vale destas duas mulheres e de suas servas.

 

Jacó nós sabemos, amou a Raquel.

Cristo ama sua Igreja.

Dizer portanto, que Raquel é a Igreja, é meia verdade.

 

Em Gen 29:18 a palavra nos fala que Jacó amava Raquel, neste mesmo capítulo no verso 9, nos dia que Raquel era pastora; além de formosa de porte e de semblante , era pastora.

Tanto Lia como Raquel, as mulheres; como Zilpa e Bila, as servas; formam a origem da Igreja. Delas nasceram os doze  filhos de Jacó, que por sua vez, deram origem ao povo de Israel.

Em Rute 4:11 diz: ” faça o Senhor a esta mulher, que entra natua casa, com a Raquel e como a Lia que Ambas edificaram a Casa de Israel…”

 

            Inclusive neste verso, primeiro é citado Raquel e tão somente Lia. Parece haver uma inversão de importância, mas o que creio é no reconhecimento da devida ordem, isto é , primeiro a amada depois a admitida.

 

Voltando ao texto, vemos que tanto Raquel  quanto Lia edificaram a Casa de Israel. Neste verso não vemos os nomes das duas servas sendo citados, mas o que ocorre é que seus nomes estão inclusos no contexto.

 

Raquel e Lia não tiveram os doze filhos de Jacó sozinhas, precisaram antes da ajuda de suas servas.

 

Jacó ( Cristo) quando chegou a Harã idealizou para sí uma mulher, essa mulher amada ( Gen 29:18) era Raquel. Raquel era o plano, e quem merecia o esforço de Jacó, e por ela propôs-se a trabalhar sete anos. O ideal de Jacó (Cristo) era Raquel (noiva). Antes de receber Raquel, jacó foi enganado por Labão, que tinha o mesmo caráter de Jacó ( enganador), Labão foi a cruz para Jacó ( cristo). Jacó teve de receber primeiro aquela que vinha pelo costume, pela tradição, pela lei daquele lugar. Jacó teve que receber primeiro a Lia ( povo de Deus, os judeus tradicionalistas, os da Lei, os regidos pelos costumes).

 

A palavra não diz que Jacó não amou a Lia, mas diz que ” amava mais a Raquel ( Gen 29;30). Cristo também ama os judeus, mas ama mais a noiva ( Raquel, ou seja a igreja).

 

Quando Jacó receheu a Raquel a quem ele amava mais, Deus começou a dar-lhe filhos. Lia teve quatro filhos, a saber: Rúbem , o primogenito; Simeão, o segundo; Levi o terceiro; e Judá o quarto filho.

 

Após  parir o quarto filho, Lia cessa de dar à luz. Aqui existe uma interrupção na história de Lia. A judia que era menos amada, mas que até então gerava filhos, pára de conceber. Então começa a participação do povo gentio na formação da Casa de Israel.

 

Raquel dá a Jacó sua serva Bila com quem tem dois filhos. A gentia Bila dá a luz ao primeiro filho que se chamou Dã,  e ao segundo filho que se chamou Naftali.

 

Lia percebendo a estratégia de Raquel, se coloca a usar o mesmo recurso, chama a sua serva Zilpa e lha dá a Jacó, para que este com ela tenha filhos. E a gentia Zilpa dá a Jacó dois filhos. O primeiro chamou-se Gade; e o outro chamou-se Aser.

 

Terminada a contribuição das gentias, Raquel ainda não deu à luz . Deus ainda precisaria trabalhar em sua vida um pouco mais. Raquel ainda era muito idólatra, nota-se isto por contra do episódio das mandrágoras ( Gen 30: 14 e 15).  Raquel não confiou no Senhor, antes enganou-se com crendices, e por isso Deus a puniu abrindo mais duas vezes a madre de Lia. Esta gera o seu quinto filho natural e lhe chama de Issacar ( este já é nono filho de Jacó); e depois o seu sexto filho e o décimo filho de Jacó se chama Zebulom.

 

Jacó já tem dez filhos, mas nenhum com Raquel. Deus agora vai se lembrar dela e ouve sua oração e abre a sua madre, Raquel tem um filho e seu nome é José. Apesar de reconhecer que sua façanha é por Deus, ela não dá graças a Deus, ela ainda está muito preocupada consigo mesma, ainda quer recuperar o tempo perdido, talvez pensasse em ter tantos filhos  quanto Lia, por isso não agradece a Deus mas diz: ” que  o Senhor me acrescente outro filho” ( Gen 30: 23 e 24 ).

 

Por conta deste descuido para com o poder, vontade e o plano de Deus, Raquel vai ser punida mais uma vez, ( Gen 35 16 a 19) ao parir seu segundo filho, o décimo segundo filho de Jacó, ela morre no parto e então Jacó o chama de Benjamim.

Lia sozinha teve seis filhos, isto representa 50% dos filhos de Jacó, desta nasceu Judá, de quem saiu Jesus o salvador. Os outros 50% dos filhos de Jacó são formados pelos filhos das gentias ( Bila e ZIlpa) mais os filhos da amada ( Raquel).

As servas Bila e Zilpa tiveram quatro filhos, estas servas não eram judias, elas representam os gentios na formação da casa de Israel.

 

Nesta formação da Casa de Israel, encontramos alguns desvios de caráter tais como as idolatrias vistas no caso das mandrágoras tanto por Lia quanto por Raquel, e também no roubo das imagens da casa de Labão , por parte de Raquel, mas apesar disto, é através destas quatro mulheres que a plenitude da casa de Israel é formada.

 

Nisto se cumpre a palavra de Lc 17:34 ” naquela noite estarão dois numa cama um será tomado e outro deixado” e também LC 17 : 35  ” Duas estarão juntas moendo uma será tomada e a outra deixada”  e Lc 17: 36 ” Dois estarão no campo, um será tomado e o outro deixado”.

 

Vemos que de duas, uma era tomada e outra deixada, ou seja, 50% era tomado e outro 50% era deixado, curioso é ver que os filhos de Jacó tenham também essa formação: 50% deles são os filhos de Lia, ou seja os judeus não crentes, os judeus que se afirmam na Lei, e os outros 50% são filhos de gentias e de outra judia, mas essa judia vem ser aquela que representa os judeus convertidos.

 

Enfim, o que desejo é que possamos nos encontrar nos 50% que serão tomados pelo Senhor no dia de Sua vinda. Seria muito triste sermos deixados porque nos enganamos toda uma vida, julgando-nos os tais, detentores da verdade suprema, achando-nos os únicos salvos, apontando falhas na vida de outros, julgando vidas, quando não tivemos o cuidado de a tudo o que recebemos do Senhor,  aplicarmos o amor,  pois em 1º Cor 13: 1  a palavra nos diz:”  Ainda qu eu falasse a língua dos homens e dos anjos, se não tiver amor serei como o bronze que soa ou como o sino que retine ² Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência, ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei….”

 

Tudo o que fizer, faça-o para o Senhor, procurando agradá-lo em todo o tempo, para que você possa ser achado naquele dia, entre os que estarão nos céus com o Senhor. Que Deus os ilumine e os abençõe grandemente, hoje e sempre. Amém.

O azeite da viúva


II Reis 4: 1 a 7

Interceda por outros irmãos, encha as vasilhas deles.

Interceda por outros irmãos, encha as vasilhas deles.

Desejo compartilhar com os irmãos esta rica e abençoada passagem de II Reis 4 :1 a 7, porém,  antes de iniciarmos, quero salientar que o que aqui for escrito, é apenas uma forma de como Deus me revelou esta palavra, em hipótese alguma, tenho a pretensão de ter a única verdade ou coisa do tipo, se você que lê este artigo porventura não testificar do que digo, não se ofenda, faça como diz a palavra de Deus: retenha o que é bom. Afinal o propósito deste blog é trazer aos seus leitores palavras de Espírito e Vida.

Vamos iniciar?

O  primeiro verso diz que havia uma mulher de um dos filhos dos profetas, perdera o seu marido, e que o credor de seu falecido marido, agora cobrava a dívida. Naqueles dias muitos se valiam do que a lei de Moisés permitia, ou seja, se permitia vender os filhos como servos ou escravos durante um certo período de tempo.

Vejam que esta mulher, provavelmente a viúva do profeta Obadias, perdera mais do que só o marido, perdeu também o provedor de seu lar, o mantenedor, o sustento, a proteção, a segurança, enfim, tudo o que pode um marido representar para uma família.  E como não bastasse agora, iria perder os filhos que este marido lhe deixou.

Vamos voltar nossa atenção para  o trecho do verso 1, no qual ela faz questão de lembar ao profeta Eliseu, que o seu servo, agora morto, era temente ao Senhor, ” Meu marido, teu servo,  morreu; e tu sabes que o teu servo temia ao Senhor …”, porque será que ela traz esta lembrança ao profeta Eliseu?  O que será que ela queria salientar?

Ela afirmou categoricamente que seu marido temia ao Senhor. E o que o temor do Senhor gera em nós?

Observando o Salmo 111:10  ” O temor do Senhor é o princípio da sabedoria; bom entendimento têm todos os que obedecem aos seus preceitos. o seu louvor permanece para sempre.”   e  Provérbios 14:26  ” No temor do Senhor há firme confiança, será um refúgio seguro para os seus filhos.”  Percebo duas palavras que chamam-me a atenção: Obediência e Confiança.

Estas duas qualidades são geradas naqueles que temem ao Senhor. E creio que isto é o que foi gerado espiritualmente nesta mulher, e também em nós desde que tenhamos em nós o Espirito de temor ao Senhor ( Isaías 11 :2 ” Repousará sobre ele o Espirito do Senhor, o Espirito de sabedoria e de inteligência, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor” ).

Espiritualmente esta mulher estava para perder seus dois filhos gerados do temor ao Senhor: Confiança e Obediência. O credor (satanás) procura tomar de cada servo do Senhor, justamente a confiança e a obediência ao Senhor.

Agora, voltemos ao relato bíblico conforme está escrito.

O verso 2 nos mostra a preocupação de Eliseu em resolver o problema desta mulher, ” que te hei de fazer? Dize-me o que tens em casa ? ”  A mulher lhe respondeu que só tinha uma botija de azeite,  e nada mais. Porque não tinha nada mais? Por certo que já havia feito de tudo o que estava ao seu alcance para sobreviver, ficando quase totalmente sem nada, a não ser por aquela botija de azeite.

Não digo que sejamos todos assim, mas via de regra, fazemos uso primeiro das demais coisas que estão ao nosso alcance, para somente depois buscarmos ao Senhor como último recurso. Talvez, a bíblia não diz, porém, leva a crer, que esta mulher já havia se desfeito de tudo o que posuía para  manter a sí própria e a seus dois filhos,  e para saldar suas dívidas também, o que não consiguiu de todo, pois agora o credor levaria seus dois filhos.

Creio que o Senhor está a nos ensinar neste verso que Ele não deve ser o último recurso, mas sim o primeiro. A pergunta de Eliseu foi:” o que tens em casa ? E a resposta dela foi primeiro dizer o que não tinha, para depois dizer que tinha  uma botija de azeite. A resposta dela foi como quem quisesse dizer: ” Olha eu já fiz tudo o que tinha para fazer, o que me sobrou foi isto aqui “.

Talvez muitos de nós nos encontremos assim, sem nada mais, sem mais recursos, sem mais esperanças, sem “marido” (  ou seja: a nossa forma de sustento natural, seja emprego, saúde, vigor e etc…. ) mas o Senhor hoje nos quer mostrar o seu poder para resolver os problemas que nos afligem, e mais uma vez nos mostrar que Ele é Deus. Assim como fez com Josafá, pode fazer conosco, conforme está escrito em II Reis 3 : 16 e 17 ” e disse: Assim diz o Senhor: Não vereis vento, nem vereis chuva, contudo este vale se encherá de água, e bebereis vós, o vosso gado e os vosos animais.  17  Ainda isto é pouco aos olhos do Senhor, entregará ele os moabitas não vossas mãos ….”  O Senhor usa de estratégias que não podemos imaginar.

Eliseu mandou a mulher pedir emprestadas vasilhas a todos os seus vizinhos, vasilhas vazias e não poucas.

Precisamos confiar e obedecer… quantos de nós no lugar desta mulher iríamos confiar nisto e obedecer?  Quantos não ficariam dizendo a si mesmos: ” isto não vai dar certo” , “depois tem que vender o azeite? eu não tenho dom para vender”, e coisas do tipo.

Os filhos dela ainda estavam com ela, será que espiritualmente temos ainda conosco ou em nós os filhos gerados pelo temor ao Senhor ? será que temos ainda Confiança e Obediência ?

Aquela mulher tinha.

E foi o que ela fez. Saiu de porta em porta pedindo emprestadas vasilhas emprestadas, tantas quantas seus vizinhos tivessem para lhe emprestar.

Uma coisa é importante salientarmos aqui. O azeite como se sabe significa o Espírito  Santo, as vasilhas  vazias emprestadas significam as pessoas as quais precisavam receber o azeite, ainda que elas mesmas teriam que pagar um preço para tê-lo, pois como se sabe o azeite da viúva teria de ser vendido. O  texto  diz que as vasilhas não pertenciam a ela, e mais do que isto, como ela poderia encher tantas vasilhas se ela mesma só tinha para  ela e era só o que lhe restava?

A palavra da cruz é loucura para os que perecem, mas nós que somos salvos é o poder de Deus ( I Cor 1:18),  é assim mesmo, o que nada  tem, é o que supre os que não têm. Foi isto que o Senhor fez com aquela mulher, a pôs para ser um canal de benção para muitos, com isto foi saciada sua necessidade de maneira que lhe sobrou para viver do resto.

Se você que lê esta mensagem se encontra assim, sem nada mais a oferecer, sem nada mais a acrescentar, sente-se sem mais esperanças, sem mais recursos, é certo  que o Senhor o levou a ler este artigo para lhe fazer entender que você precisa abençoar a todos os que te rodeiam para que só então depois de ter abençoado a muitos você mesmo tenha do Senhor tua vitória.

Creia que grandes coisas estão por vir, grandes coisas vão acontecer quando você experimentar abençoar a vida de outros que estão tão ou mais necessitados que você.

Leviatã um inimigo mais próximo do que imaginamos ( parte III)


 

Enfim chegamos a última parte desta série.

Tudo o que foi publicado  até aqui e neste artigo inclusive, não é de maneira nenhuma o tudo que se pode falar sobre este assunto, mas creio que o mais, o próprio Deus lhes revelará se cada um que lê este artigo, buscar em Deus.

Tenho percebido que quando se busca informação sobre o leviatã, no primeiro momento as informações desejadas  são aquelas que possam trazer a imagem do leviatã. Na verdade não há nada de errado com isto, o que me chama a atenção é que haja um saciar da curiosidade sobre este ser bíblico, simplesmente com a informação da imagem, não havendo preocupação com o que significa, o que implica,  o que atinge a vida de cada um,  poucos são os que estão se importando com o que Deus deseja dizer com tudo aquilo no capítulo 41 de Jó,  pois tudo o que esta escrito na bíblia, está escrito com uma intenção. E esta intenção de Deus é nos revelar quem Ele é,  e  quem  somos.

O leviatã é um ser que simboliza muitos comportamentos humanos.  O próprio leviatã é o tipo de Satanás, quando digo “tipo” , quero dizer: figura, imagem.

 

Seguindo estes princípios, vamos analisar como se comporta o leviatã, como ele vê as pessoas, como se relaciona com elas, e o que pretende com elas.

 Vamos seguir verso a verso aquilo que Deus nos tem revelado:

O verso 10  nos fala: ” Ninguém há tão feroz que  se atreva a despertá-lo. Quem pois é capaz de erguer-se contra mim ? ”  Este verso quando o li pela primeira vez , não o entendi, lutei muito para compreênde-lo, e pedi ao Senhor que me mostra-se do que Ele estava falando.

Foi quando o Senhor me mostrou um pouco do leviatã em mim mesmo.  É claro que quando nos confrontamos com nossa própria imagem negativa, inconscientemente nos tornamos resistentes a revelação que Deus está a nos mostrar. O verso 10 está a dizer que não há quem se levante contra o leviatã que está bem acomodado em nós, e contra ele não mechemos uma só palha, mas para nos levantar contra Deus, reclamarmos de sua justiça, de sua obra, dos líderes que temos, da Sua sabedoria, do seu plano … enfim, para reclamarmos de Deus, não nos falta motivos. Não quero dizer que fazemos isto constantemente, mas com certeza já fizemos alguma vez, se é que não estamos a fazer neste momento. Pois para  confrontar o leviatã não há voluntários, mas para se levantar contra Deus, sempre existem uns atrevidos.

Precisamos muito da misericórdia de Deus.  E glória a Deus  que sua  misericórdia ele nos concede todas as manhãs. ( Lm 3 : 23 – 24 ).

 

O verso 11 nos diz: ” Quem primeiro me deu para que eu tenha que retribuir-lhe ?  Tudo que está debaixo do céu é meu. ”  Isto apenas confirma  o verso 10 no que diz respeito a cobrança , a arrogância com que muitas vezes nos chegamos a Deus.  Deus não nos deve nada, nunca tivemos nada para dar-lhe que ele já  não o tivesse antes de termos nascido.

Mas a misericórdia de Deus é muito grande, no verso 12 ele por amor segue revelando a força do leviatã. Permitindo assim que nós hoje pudessemos compreender  a astúcia de Satanás e dela nos desviar. Se Deus não nos amasse, não nos revelaria nada, e deixaria que fôssemos destruídos por Satanás.

Os verso de 13 a 17 relatam um poderio tremendo deste ser.  A forma como o leviatã é revestido é realmente impressionante, muitas vezes não percebemos como Deus se esforça para penetrar em nós. Como Deus se esforça para romper a couraça que envolve nossa mente velha e caída, nosso coração duro e enganoso. Não percebemos mesmo que nos opomos a todos que Deus usa para nos falar, para contatar conosco, pois sempre achamos que não é conosco que Deus está a falar, e que ” é uma verdadeira “pena” que o irmão “fulano” não esteja ali conosco para ouvir o foi dito da parte de Deus ” , ” sim porque ,para nós não foi dito tudo o que doi dito” . Parece irônico, mas é  o que lamentávemente muitas vezes acontece.

 Os versos 15, 16 e 17 falam sobre o orgulho que o leviatã tem, instrasnponível, duro e impenetrável.

Os versos 18 a 21 falam de uma aparencia fantástica e sedutora. Pois muitos são os que ao verem se impresionam e veneram o poder que  o leviatã faz as pessoas sentirem, no primeiro instante, é um orgulho ser como, agir como, pensar como o Leviatã, pois sendo assim, as outras pessoas se curvam a nós. O leviatã dá esta imagem de poder e engana terrívelmente aos que ele assim seduz. Não se engane irmão, o fim do Leviatã é a destruição.

Não se engane meu irmão, ao ver alguém que pela sua arrogância e desprezo pelos outros, se mantem no poder e dele desfruta pisoteando os que estão a sua volta, esse tal expressa o leviatã em sua máxima totalidade.

 

O verso 22 fala que no seu pescoço reside a força, lembro-me daquela passagem em que Deus fala de seu povo os chamando de homens de dura cerviz ( de cervical  Atos 7 : 51 ) homems que não curvavam a cabeça, ou seja, que não se humilhavam. Este comportamento do leviatã desperta em todos o desespero, pois não há a menor possibilidade de negociação com o leviatã,  sua vontade e planos são intocáveis, fazendo com que as pessoas percebam que não há como conciliar qualquer coisa que seja.

 

O verso 23 fala da resistência , dureza de sua carne, ou seja, o leviatã  não é facilmente tocado pela dor. (emocional)

o verso 24 confirma o verso 23 , e salienta mais um ponto: O peito, este inegávelmente símbolo do orgulho, um peito duro é como muitas vezes ouvimos : ” peito estufado” ou seja, expressão usada para se referir a alguém que  é soberbo.

O  verso 25 fala do medo que ele impõe até mesmo nos mais corajosos. Uma coisa interessante que me chama a atenção é que parece um tanto contraditório que os valentes se debandem diante do leviatã, mas uma coisa é certa, quando Deus revela ao valente a imagem interior que este mesmo homem tem, não há quem resista, porque não há valente que resista a uma imagem interior que é dominada pelo leviatã. Este homem pode não temer nada nem ninguém, mas quando Deus revela ao homem  o  seu próprio interior, este homem se estremece.

 Os versos 26 a 29  falam  do deboche e desprezo que o leviatã tem pelos esforços humanos de combatê-lo. Não perca seu tempo tentando ajuda de psiquiatras, ou em livros de auto ajuda, ou correntes de orações intermináveis,  pois não é isto que liberta, o que liberta é a palavra de Deus, é ela quem revela o inimigo, é a palavra de Deus que cura, pois é a através da palavra que Deus me revela quem tenho sido, e consequentemente, confesso meu pecado e me arrependo. Não há outra forma de ser livre.

É pela confissão que sou perdoado. Mas como vou confessar algo que não conheço ?  Que não tenho a menor idéia de que exista dentro de mim ?

A palavra de Deus diz em Os 4 : 6  ” O meu povo é destruído porque lhe falta o conhecimento……” , e é nesta condição que o leviatã perdura, na falta de conhecimento. A medida que  somos iluminados pela palavra de Deus somos libertados do poder de Satanás.

 

O  verso 30 fala do poder de destruição que tem sobre aqueles a quem  já destruiu.  Debulhando-os como quem debulha milho, e deixando-os na lama, lama esta que simboliza a derrota de um pecador.

Os versos 31 e 32 falam do engano que ele provoca , ele faz parecer que as trevas são luz, e muitos são levados a crer neste engôdo que Satanás lança sobre os desavisados.

 

O verso 33 fala que o leviatã não tem medo. Ele é o próprio medo, a insegurança,  a dúvida,  a instabilidade.

E  por fim o verso 34 diz que ele despreza toda a altivez pois acima dele não pode haver ninguém, e que ele é rei sobre todos os orgulhosos. Se nosso orgulho tem nos posto acima dos outros, e nos feito pensar que somos melhores do que qualquer um, já estamos permitindo o leviatã se manifestar em nós.

 

Irmãos queridos espero que o Senhor possa lhes acrescentar muito mais do que pude compartilhar com vocês nesta série. Como disse no início, há muito mais ainda a ser dito, incentivo aos irmão que busquem no Senhor e que também possam acrescentar a mim, pois todos nós precisamos do Senhor para vencer o leviatã que teima em habitar em nós. Só Cristo pode vencê-lo .

 

Encorajo os irmãos com o verso que se encontra em Isaías 27 : 1 ” Naquele dia o Senhor castigará com sua espada, a sua grande e forte espada, o leviatã, a serpente deslizante, e matará o dragão que está no mar. ”  Glória a Deus, O Senhor seja louvado para todo sempre.

Leviatã, um inimigo mais próximo do que imaginamos (parte II)


 

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Como vimos na mensagem que deu abertura a esta série sobre o Leviatã,  no verso 1, Deus  nos mostra como somos presunçosos ao imaginarmos que temos alguma chance de vencer o leviatã com nossa própria força.

 

O verso 2 de igual modo nos dá uma continuidade da mesma idéia quando no diz: ” Podes pôr uma corda no seu nariz ou com um espinho furarás a sua queixada ? ”  . Reparem que a idéia citada por Deus de o homem pôr uma corda no nariz do leviatã, noslembra muito o domínio que o homem exerce sobre os bois, pois nestes o homem coloca aneis nas narinas e por cordas os puxa e os dirige para onde bem entender. Mas sobre o  leviatã, o homem não consegue exercer o mesmo domínio.

A continuação do verso 2 torna-se mais clara no início do verso 3.   O verso 2 termina dizendo: ” ou com um espinho furarás  a sua queixada ? ” ,  seria possível ao homem submetê-lo através de força ?  O veso 3 nos diz : ” Porventura multiplicará  as suas suplicações para contigo? ou brandamente te falará ? ” . Fica muito claro que não há intimidação nem recuo do leviatã quando ele começa a agir na vida de um homem. Ele não se intimida pela força, nem muda seu falar, não é humilde, nem educado, sua força é desproporcional ao adversário.

 

Reparem no que diz o verso 4 : ” Fará ele concertos contigo, ou o tomarás tu por escravo para sempre ?  A palavra de Deus está a nos revelar mais um pouco do caráter deste leviatã, ele não aceita diálogos nem faz concessões ao homem, mas infelizmente o homem não se convence que não possui o domínio sobre este inimigo, vejam o que diz o verso 5:

 

” Brincarás com ele, como se fora um passarinho ou o prenderás para tuas meninas ? “

Aos passarinhos propriamente ditos, alimentamos ou damos de beber, e também para nosso prazer os temos para simplesmente contemplá-los, no verso 5 Deus nos leva a meditar se, não ocorre lá no nosso íntimo uma satisfação de termos esse leviatã em nós, pois para nosso proveito ele nos é útil algumas vezes, pois com poucas palavras matamos alguns “inimigos”  da nossa carne, esses inimigos na verdade eram nossos irmãos em Cristo. As vezes alimetamos o leviatã dentro de nós para  o liberarmos em momentos convenientes, pois já vi muitos dizerem : ” eu sou muito bom, mas não me tirem do sério, porque comigo ninguém se cria….” .

 

Parece engraçado, mas é mais sério do que se imagina, nos enganamos a nós mesmos quando insistimos em conviver  amistosamente com este espírito destruídor de vidas, porque não só destrói o próximo quanto destrói a nós mesmos. Há ainda quem o admire deixando ” as meninas ” o contemplarem, estas “meninas” são nossos olhos, as meninas de nossos olhos, nós somos aquilo que contemplamos, se olhamos para o pecado, nos tornamos pecadores, se olhamos para a Vida que é Cristo, tornamo-nos viificados por Cristo Jesus.

 

Para concluirmos  a segunda parte desta série, quero compartilhar o verso 6:

” Os teus companheiros farão dele um banquete, ou o repartirão entre os negociantes ? “

 

Quem são os teus companheiros ?  que banquete é este ?  e quem são os negociantes ?

Para responder a estas perguntas não fique pensando com quem você anda, porque não é sobre estes que a Palavra de Deus a está a questionar, mas sim, sobre os nossos companheiros internos. Mas quem são estes ?  Estes são aqueles companheiros que estão conosco o tempo inteiro, independente de hora ou lugar, ou seja, nossa vontade, nossa mente, e nossas emoções.

 

São estes que nos acompanham em todos os lugares, em todas as horas, e sobre  estes Deus nos pergunta: ” Os teus companheiros farão dele um banquete ? “, ou seja, é de leviatã que nossa alma quer fazer um banquete ? é dele que nossa alma quer se deliciar ? pois Mente , vontade e emoções nada mais são que nossa alma.

 

Banquete é como sabemos uma rica e diversificada mesa repleta de saborosos alimentos, onde nos alegramos não só com nosso paladar mas com nossos olhos. Assim é para a nossa alma, se ela não estiver submissa a Cristo, um grande e farto motivo de alimento, pois senão tivermos consciência de quem é Leviatã, seremos enganados facilmente por ele, e nos alimentaremos fartamente de Satanás, e não de Cristo.

 

Por fim, os negociantes: estes sim, são os demônios enviados por Satanás a fim de barganhar conosco, são negociantes que enganosamente nos oferecem coisas das quais em tempo breve nosarrependeremos e verificaremos que fomos enganados, pois os negócios de Satanás são sujos e visam a destruição do  homem.

 

Nesta oportunidade o Senhor Jesus nos permitiu compartilhar até o verso 6, em breve continuaremos a nos aprofundar mais nos versos que ainda restam a fim de que nada na Palavra de Deus nos seja oculto.

Quero dizer-lhes que estou buscando e orando para que o Senhor Jesus nos dê a realidade de sua palavra, e que você que lê estas mensagens, possa receber e testificar de Cristo, a verdade desta palavra.

 

Continua… aguardem a parte III.

Leviatã, um inimigo mais próximo do que imaginamos.


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Muitas são as vezes que já lemos o Livro de Jó no capítulo  41 a respeito das indagações que Deus fizera a Jó com relação ao monstro denominado Leviatã, porém, em muitas, senão todas as vezes, somos tomados pela incompreensão da  nossa mente. Diante de tão rica e complexa poesia, ficamos sem saber do que a Bíblia está a falar, e também nem nos arriscamos a questionar, pois na maioria das vezes, quando resolvemos pesquisar ou indagar alguém acerca deste relato bíblico, ouvimos respostas vagas ou na maioria das vezes, respostas pobres que banalizam a Palavra de Deus.

Por isto quero convidá-los neste artigo, a meditar nesta tão rica e reveladora passagem bíblica. Importante  ressaltar: Não esperem encontrar aqui fatos científicos, arqueológicos, mitológicos ou coisas do tipo. O que desejo compartilhar é o texto bíblico no sentido que importa, ou seja, o espiritual.

Quero antes de começar, incentivá-los a terem junto a sí suas Bíblias, pois não quero que aceitem o que digo simplesmente porque o digo, mas que confiram na Palavra da Deus se há testificação do Espírito de Deus naquilo que lerem. Este artigo pode ser longo, dividido em várias partes até, mas o que realmente importa é que você exerça uma perseverança em ler até o fim  o que aqui for postado e os próximos posts que darão continuidade a este compartilhar.

Vamos ao texto: Jó 41: 1 ” Podes pescar com o anzol o leviatã ou ligar a sua língua com uma corda? “

Neste verso Deus pergunta a Jó se ele seria capaz de fazer tais coisas. Para entendermos melhor, é necessário que ao ler estes versos você leia as perguntas dirijidas a você mesmo.

O que será que Deus está a dizer com este primeiro verso?

Pescar é o ato de se apropriar do peixe que, ou servirá de alimento próprio, ou servirá de fonte de riqueza se for comercializado.

É necessário também citarmos o significado do anzol:

O anzol nada mais é que um engôdo, uma forma de enganar o peixe, dando-lhe a idéia de que se alimentará, quando na verdade ao tentar fazê-lo ,será capturado, sendo perfurado seu maxilar ou mesmo perfurada a sua língua.

Quero que você entenda …esse leviatã está dentro de cada um de nós.

Toda a descrição que este capítulo faz, por mais horrenda e fantástica que venha a lhe parecer, está na verdade querendo nos revelar que toda esta força descomunal relatada neste capítulo, pode se manifestar em nós, caso queiramos dominar o “leviatã” que há dentro de nós por nossa própria força. Não se prenda em tentar negar que existe dentro de cada um de nós um leviatã, pois se nos sentirmos  prejudicados pela injustiça contra nós ou nossos protegidos, liberamos um leviatã forte e poderoso que nem sabíamos que tínhamos, seja ele verbalizado ou  até mesmo revelado por nossos atos.

Era isto que Deus estava a falar e mostrar para Jó, pois Jó se julgava capaz de vencer  o inimigo de nossas almas com sua própria força, com seu censo de justiça, com sua própria sabedoria, e isto bem sabemos que é impossível, e também  o era para Jó, ainda que ele mesmo não estivesse suficientemente convencido, pois quando julgamos ter de Deus recebido alguma coisa, nos achamos capazes de atingir níveis, limites, e distâncias jamais alcançadas por homem algum.

Quando um homem chega nesse ponto de Jó,  sua altivez rompe as fronteiras da dependência de  Deus. Este capítulo fala exaustivamente ao longo da descrição de força e resistência do Leviatã, sobre como é um homem que se deixa levar pelo orgulho, observe o último verso:

verso 34 ” Ele olha com desprezo tudo que é altivo; é rei sobre todos os orgulhosos”.

Perceba outra coisa: Deus não estava falando com um homem que não conhecia Deus, mas muito pelo contrário, estava a falar com um homem que no início deste livro é dito sobre ele  que não havia homem na terra como Jó, homem  reto e temente a Deus  e que se desviava do mal ( Jó 2: 3 ).

Muitas vezes queremos pregar o evangelho para os ímpios, mas muitas são vezes que as mensagens de  Deus se dirijem a seus filhos, a fim de aperfeiçoá-los, assim como fez com Jó.

Porém como a Bíblia mesmo diz:  Hebreus 12:11 “Na verdade , nenhuma correção parece motivo de gozo, mas de tristeza. Contudo, depois produz um fruto pacífico de justiça nosque pór elatêm sido exercitados.

Como vemos é grande a esplanação deste capítulo, pois um único verso já é o suficiente para percebermos o quão rico é esta passagem.

Para concluirmos sobre o verso 1:  Não pense que é capaz de enganar  com pequenos truques a esse leviatã que existe dentro de nós, nem que, com sua própria força será apto a atar a língua do leviatã, pois a base de nossa própria força o leviatã seguirá usando de sua língua para destruir a tudo e a todos.

Para vencê-lo é necessário estarmos à luz de Palavra de Deus, pois é ela quem revela o encoberto e o oculto ( Mt 10:26 ). E uma vez este leviatã revelado em nós através da Palavra de Deus, de nada lhe valerá toda a sua força, pois já estará dominado pelo Espírito de Deus que estará de maneira sobrepujante manifesto em nós.

Este artigo segue no próximo post…  lembrem-se, nós compartilhamos apenas o verso 1, há ainda outros 33.  Aguarde!

O machado emprestado


II Reis 6 : 1-7

 

 

 

 

O seu machado é emprestado?

  

machado flutuando

 

  

Mas de que machado estou falando? Vamos analizar na palavra que machado é este.

 

Os filhos dos profetas habitavam em um lugar onde estavam de contínuo diante de Eliseu, e isto era para eles sufocante, pois sempre estavam a sombra de Eliseu, o fato de desejarem ter um lugar somente para sí, onde pudessem ter oportunidade de se expressarem, mostrava uma insatisfação na habitação em comum que tinham com Eliseu.

 

A fim de edificarem sua casa, desceram até o  rio Jordão, fazendo questão da companhia de Eliseu para que não se caracteriza-se uma rebelião, pelo fato de estarem se apartando da habitação de Eliseu.

 

Ali chegando, tomaram os machados e começaram a cortar as toras, e de repente o ferro do machado se desprendeu do cabo e foi parar dentro do rio( vs 5 ). O desespero foi grande pois o machado não pertencia a quem o impunhava. Ali naquela hora eles perceberam que precisavam de Eliseu. E aprenderam que o machado tem que ser pessoal.

 

O machado representa a palavra, em Mateus 3:10 diz ” e também agora, o machado está posto a raiz das árvores; toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada no fogo.”

Neste trecho de Mateus , bem como no trecho de II Reis 6 , o machado é o mesmo, ou seja, Cristo é o machado, nele está o poder de cortar, em João 15 há também a passagem do agricultor que também tinha a função de podar ou cortar fora os ramos que não produzissem bons frutos. Então podemos dizer que o machado é também a palavra.

 

Naqueles dias o machado era uma ferramenta de um certo valor, não era qualquer pessoa que dispunha de tal ferramenta, portanto era algo difícil de se obter, eis porque o machado era emprestado.

 


Hoje muitas pessoas querem edificar, construir, realizar grandes projetos e sonhos, mas sem irem a Cristo. Desejam que outros o façam por elas, porém, não querem fazer coisas em que sejam tomadas em desobediência, ou em pecado, diante de Deus, para tanto, tomam a palavra , ou seja, o machado  emprestado.

 

Tomar emprestado a palavra é não ter a propriedade da palavra, é não ter o direito, ou ainda, a intimidade com Cristo. Outra passagem que vemos algo parecido, está em Atos 19 : 13-16 , onde os filhos de Ceva tentavam ganhar notoriedade expulsando espíritos demoníacos usando o nome de Cristo a quem Paulo pregava. Normalmente vemos o fim de histórias como as dos filhos de Ceva, terminarem como terminou a destes sete rapazes que queriam se apropriar de algo que não tinham direito nem sorte. A palavra é algo que precisa de busca, de intimidade, de fé, de vivência ou experiência, a fim de tê-la como parte de nós. Diferente do que alguns pensam que pagando um preço em dinheiro como o fez Simão, o encantador, em Atos 8 : 18, não é este o preço que se paga para para ter Cristo manifesto em nossas vidas. Mas sim um preço de abnegação do nosso viver em favor do viver de Cristo.

 

Só assim é que pode-se experimentar a Cristo de uma forma genuína, autêntica e verdadeiramente eficaz, sem os receios de perder aquilo que não é meu.

 

Por que ao lançar a madeira sobre o rio o machado flutuou ? O que tinha de tão especial aquele pedaço de madeira ? O que significa este ato de Eliseu ?

 

Quando Eliseu lança a madeira sobre o local onde o ferro do machado afundou, ele na verdade está lançando ali o “tipo” de Cristo crucificado. O pedaço de madeira lançado por Eliseu representa a Cristo; isto se dá da seguinte forma: O que Eliseu na verdade fez foi representar o sacrificio de Cristo, Eliseu ofereceu o sacrificio de Cristo na cruz ali naquele lugar onde se havia perdido o bem precioso para aquele homem. Ele ofertou a Cristo em lugar do bem perdido, tal como o fez Deus oferecendo a Cristo em nosso lugar ali na Cruz. O sacrifício de Cristo nos fez emergir das trevas onde nos encontravamos perdidos.

Encontramos no Velho Testamento muitos anúncios do que Cristo faria por nós, basta lermos trechos como este, com os olhos querendo ver Cristo. Peça ao Senhor que Ele lhe dê olhos para ver o Senhor Jesus em todos os caminhos. Garanto a você que de maneira nenhuma seu “machado” será emprestado, mas pelo contrário, será seu com propriedade.

Se aposse deste rico e valioso instrumento que é a palavra de Deus o quanto antes. Ele está a sua disposição.