A cura do cego de Betsaida


 

Marcos 8:22: ” Chegaram a Betsaida, e lhe trouxeram um cego, rogando-lhe que o tocasse.

Ele tomou o cego pela mão, levou-o para fora da aldeia e, cuspindo-lhe nos olhos, e impondo-lhe as mãos, perguntou: Vês alguma coisa?

O cego levantando os olhos respondeu: Vejo as pessoas como árvores que andam.

Tornou Jesus a pôr-lhe as mãos nos olhos e ele, olhando firmemente, ficou restabelecido, e já via ao longe e distintamente a todos.

Mandou-o Jesus para casa, dizendo; Não entres na aldeia.

 

Muitas vezes já li este texto, e outras tantas já ouvi pregações sobre este cego de Betsaida, mas certo dia deparei-me com algumas questões pertinentes e que muitas vezes nos passam desapercebidas. Nunca tinha analisado com cuidado as frases e atitudes de Jesus nesta passagem com a percepção que me ocorreu nesta última vez.

E a primeira coisa que chamou-me a atenção foi que ao ser abordado pela multidão, e solicitado por eles a cura do cego, Jesus toma-o pela mão e sai da Aldeia.

Porque não o curou ali mesmo?

Depois Jesus pergunta ao cego: Vês alguma coisa? E o mais impressionante, o cego diz: Vejo as pessoas com árvores que andam.

Como poderia este cego comparar as pessoas a árvores?  Provavelmente não fora cego a vida inteira, porque se o fosse não poderia estabelecer comparações.

Porque Jesus usou do expediente de cuspir nos olhos do cego? Não bastaria uma simples imposição de mãos?

Ao mandar o cego para casa, Jesus disse; Não entres na aldeia. Provavelmente este cego não morava lá.

Com estes questionamentos comecei a orar e pedir ao Senhor que  me revelasse esta palavra. E agora compartilho com voces irmãos em Cristo.

 

Betsaida era uma localidade de grande incredulidade, resistências ao Senhor, idolatria e muita obstinação. Estas caracteristicas podem ser vistas pela palavra em Mateus 11:21;  Marcos 6:45 e 49,  e João: 1:44 e 46. Com estes versículos, podemos entender que espirito predominava naquele lugar  manifestando-se no comportamento das pessoas que lá moravam.

Ao solicitarem a cura do cego, Jesus percebe imediatamente que o problema de cegueira daquele homem,  era justamente por frequentar aquela  aldeia. Por esta razão, Jesus o leva para fora da aldeia.  Lá fora  ocorre o milagre, porém, num primeiro instante, de forma parcial. Por que não o curou de uma só vez ? Porque ele ( o cego) precisava entender que era por influência do meio onde convivia que ele estava cego. Ao impor a segunda vez as  mãos e cuspindo-lhe nos olhos, o cego é totalmente curado. Porque Jesus cuspiu em seus olhos?

Cuspi é saliva, sem saliva a boca fica seca e nenhuma palavra é pronunciada, e Jesus não fez diferente com este cego, pôs-lhe a saliva nos olhos para lhe fazer entender  a necessidade de fluência da palavra e Deus em nossa vida.

Como sempre, insisto que a palavra é Espírito e vida, e se é Espírito é porque é espiritual, e se é vida, é porque é viva. o que quero compartilhar é o seguinte:

Será que não  estamos vivendo em alguma Betsaida espiritual?  Será que não estamos sofrendo influência do meio onde estamos vivendo e com isto nos afastando da essência de Cristo?

Quantos de nós já fomos mais espirituais do que somos hoje? Será que este decaimento de nossa visão espiritual não é fruto da influência de onde estamos vivendo? É claro que não estou falando de lugares físicos, mas sim da convivência com as pessoas. Será que ao invés de nós as contagiarmos com o carater de Cristo, não estamos sendo contagiadas com o carater de satanás?

 

Entendam irmãos, Aquele cego de Betsaida, não foi cego a vida toda, ele não nasceu cego, pois ao ser parcialmente curado, Jesus perguntou o que ele via, e ele respondeu que via os homens com que árvores que andavam, isto prova que ele não fora cego a vida toda, pois se o tivesse sido, seria incapaz de fazer qualquer comparação. Como compararia homens com árvores se jamais teria visto nem um nem outro? Ao estabelecer a comparação prova que em um dado momento de sua vida tivera visão.

 

E isto é o que acontece conosco espiritualmente, em um dado momento da vida cristã, tivemos visão, mas ao entrarmos em “aldeias”  nos deixamos influenciar e perdemos a visão de Cristo.

 

Aquele cego nem sequer morava lá, e isto é notório porque ao ser curado Jesus lhe ordena: vá para casa, e não entres na aldeia.

 

Como  não ir para casa, se ele morasse na aldeia? é claro que isto não era assim. Jesus sabia que aquele homem não morava lá por isto ordenou: “não entres na aldeia”, esta ordenança é como aquela que Jesus disse a mulher adúltera: “vá e não peques mais”, precisamos entender que o meio pode ser agente determinante de mudança de carater, basta não estarmos com os olhos fixos em Jesus.

 

Esta palavra é tremenda.

Como não vamos nos achar inclusos nela? 

Temos que vigiar muito para não deixarmos o meio onde vivemos influênciar nossa visão espiritual. As Betsaidas estão em todo o lugar, são elas: a escola, o trabalho, os amigos, as vezes os próprios parentes, ou mesmo um namorado ou namorada,( os jovens necessitam de muita atenção, pois o modelo de namoro do mundo pode prejudicar muito a vida de nossos adolecentes), se não estivermos verdadeiramente em Cristo, até pequenas causas na vida da igreja influenciam a visão espiritual das “ovelhas”. não se deixem enganar, Satanás é astuto, e pode trabalhar para destruir-nos mesmo dentro das muitas atividades na igreja, não são poucos os irmãos que se afastam da comunhão por desavenças entre si mesmos. Precisamos vigiar.

 

O homem da mão ressequida


Marcos 3: 1 – 5

“De novo, entrou Jesus na sinagoga e estava ali um homem que tinha ressequida uma das mãos. E estavam observando a Jesus para ver se o curaria em dia de sábado, a fim de o acusarem, E disse Jesus ao homem da mão ressequida: Vem para o meio! Então, lhes perguntou; É lícito nos sábados fazer o bem ou fazer o mal? Salvar a vida ou tirá-la? Mas eles ficaram em silêncio. Olhando-os ao redor, indignado e condoído com a dureza do seu coração, disse ao homem: Estende a mão. Entendeu-a, e a mão lhe foi restaurada sã como a outra.

Olhando para este texto, chamou-me a atenção as duas frases que Jesus proferiu para aquele homem: “Vem para o meio” e “Estende a mão”. Ainda me detendo no texto, perguntei-me o que era ter a mão ressequida? O que isto implicava? Naturalmente, estou questionando o que era a anomalia física, pois não há como entendermos espiritualmente os relatos bíblicos sem enterdermos os relatos no mundo natural.

Ter uma das mãos ressequidas, ou até mesmo as duas, é um problema normalmente associado a má formação congenita. O termo “ressequida”  é como nos tempos de Jesus se chamava este problema, porém, hoje conhecemos  por síndrome de Gordon, e outros casos específicos conhecemos por braquidatilia tipo C, e outras tantas nomenclaturas que especificam este tipo de anomalia.  Ao certo, não sabemos qual era exatamente a especificidade do caso do  homem da mão “ressequida”, mas o importante é sabermos que se trata de uma deformação das mãos, que dificulta em muito o trabalhar das pessoas portadoras desta anomalia.

 

Não desejo falar aqui, sobre curas físicas, quero sim falar de curas espirituais, e sendo assim, quero destacar que você que lê este artigo, perceba que podemos nos encontrar em alguma área de nossa vida, com uma de nossas mãos ressequidas.

Podemos até termos nascido perfeitos, mas se em alguma área de nossa vida não conseguimos edificar, é por que temos ao menos uma de nossas “mãos” espirituais ressequidas.

Como? Consideremos alguém que esteja vivendo um desentendimento familiar, seja com seu pai, ou mãe , ou mesmo irmãos, e este desentendimento seja de tal intensidade, que este alguém não fale mais com seu familiar. Aqui se caracteriza espiritualmente alguém com uma das mãos “ressequidas”, pois,  estando de relações cortadas, não edifica o Cristo para com  aquele ou aqueles com os quais não fala mais. Fomos criados para expressar o Cristo, e nos esquecemos disto, deixamos que interesses menores tomem conta do nosso viver, e assim, não edificamos nada, porque passamos a ter um comportamento de quem tem uma das mãos ressequidas. Alguém poderá retrucar dizendo: (“Você diz: interesses menores, porque não sabe o que ele me fez”), seja lá o que alguém tenha dito ou feito a você, espiritualmente isto é menor em relação a nossa paz e comunhão com Cristo.

É nesse momento que Cristo nos chama  para o MEIO. O que significa vir para o meio? Vir para o meio, é ir ao encontro de Jesus, como fez aquele homem da mão ressequida,  ele saiu do meio da multidão e veio para onde estava Jesus, vir ao encontro de Jesus, é pôr o problema diante de Jesus, lembram o que Jesus disse a este homem? ESTENDE A MÂO. Vir para o meio é vir para as coisas do Espírito, pois, é no centro que Deus opera, a obra de Deus é feita de dentro para fora, primeiro Deus opera no interior do homem, depois conquista o exterior. A propósito disto, é que vemos muitas pessoas abandonando a Cristo, quando que, muitas destas pessoas pareciam tão firmes em Jesus, e agora se mostram tão longe, porque isto acontece? Porque sua conversão se deu de fora para dentro e não de dentro para fora, isto é, sujeitaram sua aparência e não o seu coração, por isto não permaneceram.  Muitos dão maior importância para o exterior e esquecem que a verdadeira obra deDeus se dá no interior do homem, isto é, no MEIO, no espírito humano, quando aí ocorre conversão, está é duradoura. Precisamos vir para o MEIO.        .

Estender a mão é reconciliação. Estender a mão é liberar perdão, tendo este sido pedido ou não. Estender a mão é expressar Jesus àquele com quem temos algum problema, ou para quem tem um problema em relação a nós. Não importa a origem do problema, precisamos nos humilhar e expressarmos Cristo, e quando digo expressar Cristo, não é ir até as pessoas e pregar para elas, acusando-as ou intimidando-as. É sim, mostrando amor.

 

Com “mãos” perfeitas edificamos, se  alguma delas estiver ressequida, já estamos a sofrer, e fazendo outros sofrer junto conosco. Não importa se temos as duas mãos físicas ou não, o que verdadeiramente importa é termos nossas “mãos espirituais” aptas para edificar a Cristo onde formos.

 

Imaginem quantas mãos ressequidas existem hoje nas mais diversas áreas de nossas vidas. Maridos e esposas que não se falam mais, a não ser para se ofenderem; irmãos que se evitam diariamente, e muitas vezes moram no mesmo edificio, ou terreno; pessoas congregando na mesma igreja e não dirigem a palavra um ao outro; vizinhos que nem podem se olhar; ex-amigos ou ex-namorados que não podem mais um ouvir o nome do outro; colegas de empresa que não trocam palavras mais do que as necessárias para o trabalho fluir; pessoas com divergências com o seu pastor ou irmão na igreja. Enfim, como vimos, existem muitos exemplos de pessoas que podem estar longe de Cristo em uma ou várias situações.

 

Precisamos urgente de ir para o MEIO, isto é, onde Cristo está,  e apartir dali, ESTENDERMOS a mão para sermos curados e Cristo glorificado em nossa vida e na vida do nosso próximo.

 


 

Tá faltando fé? leia o artigo abaixo

O que é fé?  Antes de meditarmos sobre este assunto vamos ler a seguinte passagem:

 João 10 :1 ” Em verdade, em verdade vos digo que aquele que não entra pela porta no aprisco das ovelhas, mas sobe por outra parte, é ladrão e assaltante”.

O porquê de o Senhor dizer: ” Em verdade, em verdade…” ?

 

o que é cada uma dessas “verdades” ?

 

A primeira verdade fala de conhecimento a nível de alma, ou seja, tomamos o conhecimento na mente. Essa verdade é o que chamamos de ‘”logos”. Importante esclarecer aqui que  a expressão “logos”  diz respeito ao conhecimento adquirido no transcorrer de nosso viver.

 

A segunda verdade fala da realidade, que recebemos no Espírito, essa é a “Rhema”, ou seja, a  Vida, a prática do Espírito, ou ainda, é ter Cristo no comando de nosso coração.

 

Quem tem experiência somente na primeita verdade, por exemplo, sabe que deve perdoar, mas não consegue aplicar esta verdade em seu viver, consequentemente, não perdoa, apesar de saber que devia fazê-lo.

 

O saber na mente,  é muito importante, mas também é incompleto, porém, quem tem a experiência na segunda verdade consegue cumprir, executar o conhecimento depositado na mente. E com isto consegue expressar a primeira verdade.

 

Torno então a pergunta: O que é fé? Fé então é conseguir cumprir pela segunda verdade a primeira verdade.

 

A segunda verdade é a experiência de cruz.

 

O jovem rico ( Lc 18:18-30) sabia o “logos” ( 1ª verdade), mas não quis a “Rhema” (2ª verdade), quando Cristo citou  cinco mandamentos “logos”, o jovem prontamente replicou que todos aqueles mandamentos ele já observava, porém ao ouvir a proposta  de Cristo sobre se desfazer de tudo que tinha e depois seguí-Lo,  o jovem travou na sua mente o fluir da “Rhema”, ele não conseguiu ver  naquelas palavras de Cristo um falar espiritual, novamente, viu tudo de forma natural, terrena e limitada no “logos”.

 

A fé está no Espírito do homem desde o momento que o Espírito de Deus se fundiu, se mesclou, ao espírito do homem, mas só isto não é tudo, a fé precisa  se expandir, precisa locomover-se do espírito para a alma. A fé precisa expressar-se, e isso só ocorre quando ela domina a alma do homem.

 

João 4:24 diz: “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade”.

 Leia este próximo parágrafo com atenção:

Deus fez o homem para ser um adorador de Deus. O homem que não tem fè na alma não adora a Deus. Se vivermos somente o conhecimento na alma, Deus não recebe adoração do intelecto do homem. O intecto humano não consegue fazer uma adoração em espírito e em verdade ao Senhor Deus. Nosso “eu” está incapacitado de adorar a Deus, se não estivermos em Cristo e Cristo em nós, tudo o que fizermos para o Senhor não terá valor, pois muitos foram aqueles que curaram enfermos , libertaram possessos, e fizeram muitos milagres, e o Senhor disse não conhecê-los ( Mateus  7 : 21-23). Por que o Senhor os tratou assim? Pelo simples fato de que não tinham a Vida neles mesmos, eram movidos apenas pelo “logos”, realidade de Vida não havia neles, o que  comprova que apenas em nossa própria força e boa vontade não conseguimos adorar a Deus.

 

Só existe uma forma de verdadeiramente adorar ao Senhor: é ter Cristo como Vida dentro de nós, veja bem, ter aceito a Jesus como seu salvador, não adianta nada se você não tornar  O Senhor Jesus uma realidade em seu novo modo de vida, e não falo isto me referindo ao nosso exterior, mas sim ao nosso interior, nele tem de haver um novo Homem, Jesus o Senhor, somente assim adoraremos ao Senhor em espírito e em verdade.

 

Hebreus 11 :1  diz: “Ora, a é a certeza das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se vêem”. Esta é sem dúvida  a maior  definição de fé que poderíamos ter, porém, ninguém que esta apenas no seu conhecimento “logos”, ou seja, no homem natural, pode ter certeza do que não vê, nem mesmo enxergar a prova das coisas que não se vêem. A palavra “prova” significa que o objeto da fé existe. Quando alguém é acusado de algo, é necessário provas para  consolidar o que se diz, da mesma maneira, temos  na fé a prova, ou confirmação de que há,  de que existe o objeto de nossa fé. Somente quem estiver no espírito poderá experienciar a fé da qual a Bíblia fala.

 

Corriqueiramente vemos alguns confundirem fé com crença. Já me perguntei algumas vezes qual a diferença entre fé e crer, e hoje posso dizer que é possível voce crer em Jesus como o Salvador,mas não ter fé nele. “Crer” compreende “receber”, mas fé compreende “viver” . Quando voce aceita a Jesus como salvador, você O recebe com tal, mas ter fé compreende “viver” Cristo, isto é, ver, entender, esperar as coisas pelo espírito 

Então sem fé é impossível adorar a Deus. Hebreus 11:6, ou seja sem Cristo é impossível adorar a Deus.

 

Convido a você que leu este artigo, a opinar sobre ele, compartilhe aqui o que de Deus você tem recebido sobre a fé. Deus o abençõe. 

 

O vale de baca


O Salmo 84 : 6 diz: ” O qual passando pelo vale de Baca, faz dele uma fonte; a chuva também enche os tanques.”

 

O Senhor dará graça e glória; não negará bem algum aos que andam na retidão

O que significa este vale de Baca ?

 

 

Baca é um tipo de planta de bálsamo que sobrevive em condições de seca. Provavelmente o vale de Baca seja o mesmo vale dos Refains mencionado em ( 2 Sm 5: 22 – 24)

 

O vale de Baca é um lugar árido onde as condições de sobrevivência são bastante escassas, há poucos recursos, na verdade este “vale” nos possibilita ver que não somos nada. O Senhor permite a todos os seus filhos passar por este “vale” em algum tempo de suas vidas para que possam perceber o quanto necessitam do Senhor.

 

Espiritualmente falando, este vale de Baca é o ” deserto” onde aprendemos que só Jesus é o nosso sustento, nosso pão e nossa água. No vale de Baca só existe baca ( vegetação rasteira que não precisa de água para sobreviver ), nós necessitamos de água para sobrevivermos, o vale de Baca não é nosso lugar, temos que passar por lá em algum tempo de nossa vida e lá experimentarmos o Senhor Jesus como nossa fonte de água viva.

O verso 6 deste salmo 84 está em função do verso 5 onde diz “Bem aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração estão os caminhos aplanados,” aí entra o verso 6 começando da seguinte maneira: ” o qual, passando pelo vale de Baca…” Este ” o qual” se refere ao homem cuja força está no Senhor, mencionado no verso 5, este homem que possui sua força no Senhor é o homem habilitado para fazer do vale de Baca uma fonte. Este vale de Baca é também conhecido por vale Àrido.

Muitas são as vezes em que passamos por vales àridos em nossas vidas, sobre isto não há nada de anormal, o que temos de ter nessas horas é nossa força focada no Senhor, somente assim, estas horas de adversidade em nossas vidas, poderão ser transformadas em fontes de vida. Alguém poderá dizer enquanto lê este artigo, que não são horas de adversidades que enfrenta, mas que já são anos de adversidades, já são anos em que vagam pelo vale de Baca também conhecido por vale Àrido, e que já estão fartos de tanta aridez em suas vidas. O que quero ressaltar é que o propósito do Senhor de alguma forma ainda não foi concluído e por isto, se arrasta esta adversidade, seja qual for. E este propósito não foi concluído ainda não por morosidade do Senhor mas por nossas próprias resistências, pois escolhemos a intensidade de dor que queremos passar, escolhemos o que adimitimos perder, escolhemos que cruz queremos levar…. enfim, de alguma maneira estamos a dizer ao Senhor como queremos sofrer, Jesus até disse ao Pai em Mateus 26:39 “Meu Pai , se é possível passa de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres”.

 

Nossa passagem pelo vale de Baca poderia ser bem mais breve se não obstruíssemos os planos do Senhor, aquilo que o Senhor tem a realizar em nossas vidas, o Senhor realizará mais cedo ou mais tarde.

Para encerrar este artigo quero mencionar o trecho que se encontra em Ezequiel 18 : 29 a 32 ” Contudo, diz a casa de Israel: O caminho do Senhor não é direito. Não são os meus caminhos direito, ó casa de Israel? E não são os vossos caminhos torcidos? Portanto, eu vos julgarei, a cada um conforme os seus caminhos, ó casa de israel, diz o Senhor Jeová; vinde e convertei-vos de todas as vossas transgressões, e a iniquidade não vos servirá de tropeço.. Lançai de vós todas as vossas trangressões com que trangredistes e criai em vós um coração novo e um espírito novo; pois por que razão morreríeis, ó casa de Israel? Porque não tomo prazer na morte do que morre, diz o Senhor Jeová; converetei-vos, pois, e vivei.

Que Deus os abençõe ricamente e vos fortaleçam a todos os que estiverem passando pelo vale de Baca.
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Amor, o princípio para a consagração


Buscando consagração

Buscando consagração

O que é consagração?  Consagração é separar-se do mundo, deixar de fazer o que quero e gosto para fazer o que Deus  gosta e quer. Consagração é realizar um serviço incondicional a Deus, estar ao seu dispor constantemente.

 

Hoje nós veremos a consagração pelo ângulo do princípio, do alicerce, por onde começa essa devoção incondicional.

Nós precisamos ter em nós a revelação do que é o amor de Deus, talvez até mesmo já tenhamos ouvido sobre esse amor, mas nós nunca o tocamos, precisamos saber o quanto ele  é real. palpável e profundo.

Saber  que ele existe não é difícil, a palavra diz que ele existe, mas torná-lo “substância” é diferente, precisamos tocá-lo, sentí-lo, desfrutá-lo para então podermos consagrar-nos.

Consagrar-se não é coisa para um dia, mas para uma vida. Vejamos como a palavra no latim nos traduz esse falto.

 

Sacro –  ( imortalizar, ou seja não tem fim ) Por esse significado vemos que consagração não é coisa para uma manhã ou tarde ou um dia, mas algo para a eternidade. Consagração é SACRRIFÍCIO, é doar-se inteiramente, sem reservas.

1º Crônicas 29 1 a 5

Quais são os teus tesouros particulares que moram no teu íntimo e hoje tu ofertas ao Senhor voluntariamente? No latim, SACRIFÍCIO tem um sentido interessante. Vamos ver.

 

Sacri = Santo

Of – ficium= Dever, ocupação. função, emprego.

Logo SACRIFÍCIO é um dever santo, uma ocupação santa. Algo louvável e não depreciativo ou indesejável  como se costumar conotar.

Agora como tornar real isso tudo na minha vida se sei dessas coisas apenas na mente? Não tenho realidade do amor de Deus.

Uma consagração nessas condições está fadada a não durar, por que é a mesma coisa que construir uma casa sem alicerces, essas casa em breve racha e cai. Não há como suportar uma vida de consagração sem a realidade do amor de Deus, não se suporta a privação, a perseguição,  a humilhação, e etc… Estas coisas colocarão abaixo minha disposição ao Senhor, a menos que o amor de Deus me seja revelado.

 

Deus na verdade já nos revelou essse amor, nós  é que não conseguimos ver e crer nesse amor. Deus nos ama incondicionalmente. Rm 5 : 8 ” Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores”.

E Efésios 2 : 5  ” E estando nós ainda mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo _ pela graça sois salvos”.

 

Não importa como tenhamos vivido, quem nós fomos, Deus nos amou quando nós éramos ainda desagradáveis a Ele. O amor de Deus não tem fim . Jr 31 : 3 ” De longe se me deixou ver o Senhor, dizendo:” Com amor ETERNO eu te amei; por isso, com benignidade te atraí”.

 

O amor de Deus é intenso: Jo 3 : 16 ” Porque Deus amou o mundo de tal maneira , que deu seu filho unigênito para todo aquele que crer, não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Deus nos mostra seu amor: Deut 7 : 8 ” mas porque o Senhor vos amava, e para guardar o juramento que fizera a vosssos pais, o Senhor vos tirou com mão poderosa e vos resgatou da casa da servidão do poder de Faraó, rei do Egito.

1ª João 3
; 1 Vede que GRANDE amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus, e de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão o mundo não nos conhece, por quanto não conhece  a ele mesmo.”

1ª João 4: 9 e 10 ” Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu filho unigênito  ao mundo, para vivermos por meio dele.  Nisto consiste o amor; não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu filho como propiciação  pelos nossos pecados”.

 

A consagração passa pelo viver e compartilhar o que de Deus recebemos.

Agora vamos para a vida.

Nós vimos agora a pouco que Deus nos amou estando nós mortos em nossos delitos. Como vou agora me consagrar ou me dizer em consagração se não tenho o mesmo sentimento pelo meu próximo, como Deus teve para comigo?

Se meu próximo é alguém, que tem o falar caído, alguém  que me aborrece, que me entristece, que me frustra, que me é penoso, e em função disto eu o rechaço…. aí percebo que não consegui entender o que é consagração. Preciso ser ainda aperfeiçoado.

Quando Deus me amou e me transformou em alguém agradável para Ele, foi muito bom, agora que preciso amar e interceder para que meu irmão  chegue na mesma condição de dar fruto, aí a coisa torna-se pesada, logo sentencio-o: “ele é duro de coração, nunca vai se entregar”.

Não…. duro de coração sou eu. Quem não quer se entregar sou eu. O serviço vai ser dobrado, vou ter que orar por mim e pelo meu próximo. lembram da parábola do credor incompassivo? ( Mateus 18: 23 35 ).

Somos assim como ele, recebemos o perdão e não hora de manifestar a mesma graça alcançada, sufoco meu irmão até ele não mais poder suportar. Infelizmente isto muitas vezes acontece, mas isto tem que mudar, alguém que é consagrado não age assim.

Tiago 1 : 22 a 24 nos diz para não esquecermos nossa imagem quando diante do espenho nos afastamos, ou seja, diante de Deus: Santidade; diante dos irmãos: só para que merece santidade. Isso não pode ser assim, o amor de Deus ainda não é dominante no nosso ser. E para ser consagrado é preciso esse amor existir.

Do que estou falando…?

Do amor.

 O que a palavra diz?

1ª João 4 ; 7 ” Amados amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus, e todo aquele que ama, é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor”.

1ª João 4 : 20 “se alguém disser: Amo a Deus e odiar a seu irmã, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê”.

É necessário  para nos consagrar amar verdadeiramente. Romanos 12: 9 ” O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-vos ao bem. Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fratenal, preferindo-vos em honra e uns aos outros”.

 

Mas você pode dizer: ” Eu não consigo “. Então confesse ao Senhor e leia Mateus 7 : 8 ” Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e a quem bate abrir-se-lhe-á”.

Mas você pode ainda dizer: ” Mas eu não tenho a revelação do amor de Deus” Peça a Deus e busque em oração.

 

Cristo é a realidade do amor de Deus. Nele  Deus mostrou ao mundo o seu amor por nós me todos os sentido. Se você diz que não conhece o amor de Deus então você não conhece a Cristo ainda com a devida profundidade.

Busque conhecer e viver a Cristo, e você terá o alicerce, o princípio para a consagração.

Naás, o amonita. I Samuel 11:1 – 15


I Samuel  11 :1 – 15

Observando esta leitura, pus-me  a meditar no que o Senhor desejava falar. Reparem que no verso um, há a palavra “sitiou”, sitiar é pôr cerco militar ou seja,  forças militares armadas ao redor de algum lugar. Meditando sobre isto, trouxe-me o Senhor o entendimento de que muitas vezes somos nós que estamos no lugar sitiado.

 

O lugar sitiado em que estamos pode ser qualquer um, pode ser o nosso emprego, nossa vida financeira, nossa saúde, nosso casamento, nosso patrimônio, nossos filhos, nosso cônjuge, ou qualquer ente querido, pode ser até mesmo nossa vida espiritual. O fato é que muitas são as vezes em que nos sentimos cercados, sem saída. O importante é que  em qualquer  um destes  ” lugares” sitiados,  não se faça alianças com o inimigo, tal como fizeram os homens de Jabes Gileade.

 

Toda e qualquer aliança com o inimigo nos tira a capacidade de ver o Senhor.

 

Toda e qualquer aliança com o inimigo, nos faz seus servos (escravos).

 

Notem que uma aliança é uma troca de benefícios entre duas partes, uma oferece algo, e a outra se propõe com outra coisa, de maneira que as duas, pelo menos no primeiro instante, saiam beneficiadas.

” Faze aliança conosco e te serviremos”, a proposta de fazer uma aliança com Naás, era tão somente para não ter que lutar, evitando assim um desgate bélico. Na verdade estavam tomados de covardia e comodismo, pensavam que poderiam acalmar as coisas sem ter que se incomodarem. Quantos de nós já não fizemos alianças deste tipo? Alguém poderá dizer  ” eu nunca fiz, sou nova criatura em Jesus, e jamais faria tal coisa”.  Infelizmente fazemos alianças deste tipo quando nos comportamos tal como o mundo exige, a fim de não nos incomodarmos ou no indispôrmos com ninguém.

 

Como? Imagine no seu trabalho, os colegas falando com linguajar inadequado, piadas sujas, palavrões, comentários de mal gôsto, perseguições a um ou outro colega a fim de ridicularizá-los. E você ali vendo que se não aderir àquele tipo de comportamento, na melhor das hípóteses não será aceito no meio do grupo, se ainda, não for você mesmo o próximo a ser vítima dos colegas maldosos. Para passar bem, no mínimo você começa a participar da roda das piadas sujas, dos comentários maldosos sobre um colega ou outro. Quando seu próprio falar não passa a sofrer modificações por influência do meio em que você passa a maior parte de seu dia. Isto é uma aliança com “Naás”, não o amonita, mas o “perseguidor” .

 

Outro exemplo ?  Imagine você e sua vida financeira. Confiando que depois você pagará, passa a comprar tudo o que pensa precisar, passa a não deixar para mais tarde aqueles passeios dispendiosos, e os cheques não param mais de sair de seu talão,  seus cartões não param de passar nas máquinas de credito ou débito, e tudo será pago depois ” sem problemas”. Aí perdemos o controle e todo nosso dinheiro, pois no banco, nosso salário é todo descontado em função das dívidas, não sobrando para as despesas do mês. Assim então é nos proposto a aliança com “Naás”, não o amonita, mas o banqueiro. E passamos então a serví-l0 praticamente  em caráter de escravidão, pois tudo o que ganhamos não paga o que ele nos emprestou e a dívida com os bancos ou financeiras só aumentam. É duro sairmos desta escravidão.

 

 A fim de ilustrar, cito por alto, mais um exemplo:  O nosso casamento. independente se um dos cônjuges, ou se dos dois, surgem constantes atritos, a fim de um não ceder para o outro, inicia-se uma guerra de vaidades entre o casal para ver quem manda mais. Aliançados com “Naás” , não o amonita, mas o “destruidor de famílias”, passam a ouvir seus conselhos e combater um ao outro, até que seja insustentável a convivência, e a separação inevitável.

 

Agora notem o verso 2. Naás, o amonita, acenou com a possibilidade de fazer a aliança com os homens de Jabes Gileade, se os mesmos concordassem em ter seus olhos direitos vazados.  Porque Naás pediu isto?

 

Naqueles dias, os homens quando iam a guerrra, carregavam em seu braço esquerdo o escudo, e não era um escudinho qualquer, o escudo tinha um tamanho considerável, fazendo com que a visão do olho esquerdo ficasse atráz do escudo, tendo até mesmo a visão periférica deste olho esquerdo prejudicada. Com o olho direito vazado e o esquerdo atraz de um enorme escudo, não haveria homem em Israel capaz de lutar em combate nenhum, o que Naás o amonita queria na verdade era tirar de combate os homens de Israel, fazendo-os inúteis à batalha. É este o objetivo de Naás (SataNaás), tornar  o homem incapaz de lutar contra ele.

 

Outro aspecto interessante, podemos ver em Salmos 16 : 8  ” O Senhor, o tenho sempre à minha presença; estando ele a minha direita, não serei abalado.

Repare que o Senhor está à direita do salmista, assim como está à nossa direita também, precisamos sobretudo de nosso olho direito, é imprescindível que na luta vejamos o Senhor, sem Ele não poderemos vencer, sempre que você estiver lutando, tenha o Senhor á sua vista, lembrando que o escudo( fé) à  mão esquerda e a espada(palavra) à mão direita.

 

Para encerrar, gostaria ainda de referir I Samuel 11 :  7  , no seu final, onde diz ” …Então caiu o temor do Senhor sobre o povo, e saíram como um só homem”. Tomados do temor do Senhor, tiveram neles unanimidade na disposição de lutar contra Naás. O que nos leva então a concluir, que em muitas vezes quando estamos acovardados,  acomodados ou negligentes com respeito as lutas, é porque está a nos faltar temor do Senhor.

É difícil aceitarmos tais realidades em nossas vidas, não gostamos de admitir que em algum tempo fizemos alianças desta ordem, ou que as estamos fazendo ainda. Mas admitir que pecamos e nos arrepender é o princípio de nossa vitória.

 

Que Deus ilumine a todos que lêem este blog, e os acrescente de sua graça a cada dia. Amém.

 

Leviatã, um inimigo mais próximo do que imaginamos (parte II)


 

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Como vimos na mensagem que deu abertura a esta série sobre o Leviatã,  no verso 1, Deus  nos mostra como somos presunçosos ao imaginarmos que temos alguma chance de vencer o leviatã com nossa própria força.

 

O verso 2 de igual modo nos dá uma continuidade da mesma idéia quando no diz: ” Podes pôr uma corda no seu nariz ou com um espinho furarás a sua queixada ? ”  . Reparem que a idéia citada por Deus de o homem pôr uma corda no nariz do leviatã, noslembra muito o domínio que o homem exerce sobre os bois, pois nestes o homem coloca aneis nas narinas e por cordas os puxa e os dirige para onde bem entender. Mas sobre o  leviatã, o homem não consegue exercer o mesmo domínio.

A continuação do verso 2 torna-se mais clara no início do verso 3.   O verso 2 termina dizendo: ” ou com um espinho furarás  a sua queixada ? ” ,  seria possível ao homem submetê-lo através de força ?  O veso 3 nos diz : ” Porventura multiplicará  as suas suplicações para contigo? ou brandamente te falará ? ” . Fica muito claro que não há intimidação nem recuo do leviatã quando ele começa a agir na vida de um homem. Ele não se intimida pela força, nem muda seu falar, não é humilde, nem educado, sua força é desproporcional ao adversário.

 

Reparem no que diz o verso 4 : ” Fará ele concertos contigo, ou o tomarás tu por escravo para sempre ?  A palavra de Deus está a nos revelar mais um pouco do caráter deste leviatã, ele não aceita diálogos nem faz concessões ao homem, mas infelizmente o homem não se convence que não possui o domínio sobre este inimigo, vejam o que diz o verso 5:

 

” Brincarás com ele, como se fora um passarinho ou o prenderás para tuas meninas ? “

Aos passarinhos propriamente ditos, alimentamos ou damos de beber, e também para nosso prazer os temos para simplesmente contemplá-los, no verso 5 Deus nos leva a meditar se, não ocorre lá no nosso íntimo uma satisfação de termos esse leviatã em nós, pois para nosso proveito ele nos é útil algumas vezes, pois com poucas palavras matamos alguns “inimigos”  da nossa carne, esses inimigos na verdade eram nossos irmãos em Cristo. As vezes alimetamos o leviatã dentro de nós para  o liberarmos em momentos convenientes, pois já vi muitos dizerem : ” eu sou muito bom, mas não me tirem do sério, porque comigo ninguém se cria….” .

 

Parece engraçado, mas é mais sério do que se imagina, nos enganamos a nós mesmos quando insistimos em conviver  amistosamente com este espírito destruídor de vidas, porque não só destrói o próximo quanto destrói a nós mesmos. Há ainda quem o admire deixando ” as meninas ” o contemplarem, estas “meninas” são nossos olhos, as meninas de nossos olhos, nós somos aquilo que contemplamos, se olhamos para o pecado, nos tornamos pecadores, se olhamos para a Vida que é Cristo, tornamo-nos viificados por Cristo Jesus.

 

Para concluirmos  a segunda parte desta série, quero compartilhar o verso 6:

” Os teus companheiros farão dele um banquete, ou o repartirão entre os negociantes ? “

 

Quem são os teus companheiros ?  que banquete é este ?  e quem são os negociantes ?

Para responder a estas perguntas não fique pensando com quem você anda, porque não é sobre estes que a Palavra de Deus a está a questionar, mas sim, sobre os nossos companheiros internos. Mas quem são estes ?  Estes são aqueles companheiros que estão conosco o tempo inteiro, independente de hora ou lugar, ou seja, nossa vontade, nossa mente, e nossas emoções.

 

São estes que nos acompanham em todos os lugares, em todas as horas, e sobre  estes Deus nos pergunta: ” Os teus companheiros farão dele um banquete ? “, ou seja, é de leviatã que nossa alma quer fazer um banquete ? é dele que nossa alma quer se deliciar ? pois Mente , vontade e emoções nada mais são que nossa alma.

 

Banquete é como sabemos uma rica e diversificada mesa repleta de saborosos alimentos, onde nos alegramos não só com nosso paladar mas com nossos olhos. Assim é para a nossa alma, se ela não estiver submissa a Cristo, um grande e farto motivo de alimento, pois senão tivermos consciência de quem é Leviatã, seremos enganados facilmente por ele, e nos alimentaremos fartamente de Satanás, e não de Cristo.

 

Por fim, os negociantes: estes sim, são os demônios enviados por Satanás a fim de barganhar conosco, são negociantes que enganosamente nos oferecem coisas das quais em tempo breve nosarrependeremos e verificaremos que fomos enganados, pois os negócios de Satanás são sujos e visam a destruição do  homem.

 

Nesta oportunidade o Senhor Jesus nos permitiu compartilhar até o verso 6, em breve continuaremos a nos aprofundar mais nos versos que ainda restam a fim de que nada na Palavra de Deus nos seja oculto.

Quero dizer-lhes que estou buscando e orando para que o Senhor Jesus nos dê a realidade de sua palavra, e que você que lê estas mensagens, possa receber e testificar de Cristo, a verdade desta palavra.

 

Continua… aguardem a parte III.