A dracma perdida


 

Lc 15: 8 – 10 ” Ou  qual a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma dracma, não acende a candeia, e varre a casa, e busca com diligencia até a achar? E, achando-a, convoca as amigas e vizinhas, dizendo? Alegrai-vos comigo, porque já achei a dracma perdida. Assim vos digo que há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.

 

 Como sempre digo, a palavra do Senhor é Espírito e Vida, e sobre  este texto desejo  compartilhar com os leitores deste blog, a visão  a respeito desta pequena passagem. Há muitos pontos a serem analisados neste três pequenos versículos, vamos iniciar pelo verso oito:

 

“Ou qual é a mulher que…” O verso oito inicia falando de uma mulher, esta mulher  espiritualmente é  a igreja, mas não a igreja perfeita, mas é uma igreja que está a passar por uma dificuldade, pois esta mesma está enfrentando a perda de um bem precioso.

 

A sequência do verso diz: “tendo dez dracmas, se perder uma….” Estas dez dracmas, representavam um adorno utilizado como se fosse uma tiara, nesta, eram ostentados pela mulher dez moedas (dracmas) que significavam muito mais que o valor das dez moedas,  juntas elas significavam um conjunto de  virtudes   para esta mulher. Cada moeda (dracma) representava uma virtude especial.

 

Reparem que, pulando para o início do verso nove, o texto segue dizendo que depois de tê-la achado,  só então, a mulher convida suas amigas para dar uma festa. Por que não as chamou antes a fim de ajudá-la a procurar?

 

A dracma que ela havia perdido representava justamente a virtude da comunhão.

 

Caso fosse outra a virtude  perdida, não teria motivos para procurar sozinha. Hoje muitas igrejas estão com suas dracmas perdidas. Esta da parábola de Jesus, estava a procurar uma única dracma que desfalcava sua tiara, e que com isto, não lhe tornava plena. Era melhor não ter tiara nenhuma,  que ter uma sem as dez dracmas.

 

Após perceber que lhefaltava uma dracma, imediatamente pôs-se a procurar, e isto fez tomando alguns cuidados:

 

Acende a candeia…” A candeia representa  a luz do Espírito Santo, o fato desta mulher acender a candeia, é sinal de que sua candeia não estava acesa. Este acender da candeia, representa uma retomada com os cuidados  das coisas do Senhor. Acender a candeia, significa pedir ao Senhor que ilumine a escuridão em  que nos encontramos, com a luz do Espírito Santo. Quando estamos em trevas, não percebemos que estamos nesta condição. Lembro-me quando era menino e ficava a brincar até tarde na rua, enquanto brincava não percebia que o dia declinava, era tão boa a brincadeira que, não percebia que a luz do dia já faltava, até que de repente surgia minha mãe a porta e gritava para que eu entrasse a fim de jantar, quando isto acontecia e minha atenção se voltava para dentro de casa, percebia que lá dentro ela  já tinham luz das lãmpadas para fazer as rotinas. E só então, que eu me enxergava envolvido na escuridão. Assim é com nossa vida espiritual, não percebemos que estamos caminhando na escuridão, pois as trevas entram lentamente na vida espiritual de cada um de nós, e quando nos damos por achados, estamos envolvidos na escuridão do pecado.

 

A luz da candeia, ou seja , do Espírito  Santo, nos faz perceber a escuridão em que nos encontramos. Portanto, acender a luz da candeia, é o primeiro passo para retornarmos ao Senhor. E isto é feito através de leitura e meditação da palavra.

 

O segundo passo tomado pela mulher desta parábola, foi varrer a  casa. Varrer é uma ação que só depende de nós, a luz do Espírito nos revela onde está a sujeira, mas não a retira. Esta retirada tem de ser feita por cada um de nós, isto implica em renúncia de comodismos, conveniências, prazeres que não edificam, enfim, a luz nos mostra, e o que vemos muitas vezes nos assusta, há alguns que tentam enganar a sí mesmos dizendo que aquilo que estão a ver não  é tão ruin, está ali só para enfeitar, não produz mal nenhum… Eu lhe pergunto, quantas vezes aquele “enfeite” no seu coração, já lhe pôs a perder? isto é muito pessoal. Muito melindroso, mas muito sério.

 

O terceiro passo para achar a dracma perdida, foi ” procurar diligentemente“. Este procurar diligentemente implica em procurar com cuidado, ou seja, por onde procurarmos, seja no nosso coração, na nossa mente devemos ter um cuidado especial, a fim de que, não ocorra que ali onde não dou muita importância, seja exatamente, onde se encontra minha dracma perdida. quantos de nós já não procuraram algum papel importantíssimo e não teve jeito de achar? lá um belo dia , quando já não se precisa mais, o bendito papel aparece? Por que isto aconteceu? por que no momento da procura não foi empenhado diligência (cuidado devido). Nem sempre o que procuramos está a vista dos nossos olhos, muitas vezes está oculto por um outro objeto  tido por insignificante. Espiritualmente não é diferente, muitas vezes atribuimos inofensividades a coisas que possuem grande relevância em nosso viver.

 

Agora, torno a dizer, a dracma que esta mulher perdeu foi realmente a comunhão tanto com Deus, quanto com o restante da igreja. Em alguns momentos somos esta mulher, e precisamos aceitar isto, é melhor assim, do que acharmos que somos infalíveis e exemplares. Depois que a dracma foi achada, aí a mulher chamou as amigas e se alegrou com elas. Isto é a comunhão.

 

Comunhão é manifestação de compartilhamento de experiências em Cristo, de alegrias em Cristo, e  de esperanças em Cristo. Não se isole, Cristo está na comunhão tanto vertical ( com Deus), quanto na comunhão horizontal ( com os irmãos).

 

Se eu pudesse ser igreja sozinho, a palavra me recomendaria ser só, buscar a Cristo só, ser alegre em Cristo só, e a tomar a santa ceia só, enfim… mas não é isto o que vemos. Colossenses 3:16 diz:” Habite ricamente em vós a palavra de Cristo, instruí-vos e aconselhai-vos mutuamnte em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão em vosso coração”.

 

Precisamos uns dos outros, como vimos, no momento da perda a mulher não se pôs a gritar nem espernear, mas antes teve uma postura de restabelecer a condição perdida. Estar em comunhão não é estar lamentando a propria sorte, reclamando da vida. Estar em comunhão é falar de Cristo, respirar Cristo, andar em Cristo, é Cristo quem nos dá comunhão com Deus. Cristo era a dracma perdida desta parábola,  quando a igreja o encontrou novamente, se alegrou pois agora voltara a condição de plenitude.

 

Medite sobre esta dracma, será que não a temos perdido? Hoje é tempo de a reencontrarmos.


 

Tá faltando fé? leia o artigo abaixo

O que é fé?  Antes de meditarmos sobre este assunto vamos ler a seguinte passagem:

 João 10 :1 ” Em verdade, em verdade vos digo que aquele que não entra pela porta no aprisco das ovelhas, mas sobe por outra parte, é ladrão e assaltante”.

O porquê de o Senhor dizer: ” Em verdade, em verdade…” ?

 

o que é cada uma dessas “verdades” ?

 

A primeira verdade fala de conhecimento a nível de alma, ou seja, tomamos o conhecimento na mente. Essa verdade é o que chamamos de ‘”logos”. Importante esclarecer aqui que  a expressão “logos”  diz respeito ao conhecimento adquirido no transcorrer de nosso viver.

 

A segunda verdade fala da realidade, que recebemos no Espírito, essa é a “Rhema”, ou seja, a  Vida, a prática do Espírito, ou ainda, é ter Cristo no comando de nosso coração.

 

Quem tem experiência somente na primeita verdade, por exemplo, sabe que deve perdoar, mas não consegue aplicar esta verdade em seu viver, consequentemente, não perdoa, apesar de saber que devia fazê-lo.

 

O saber na mente,  é muito importante, mas também é incompleto, porém, quem tem a experiência na segunda verdade consegue cumprir, executar o conhecimento depositado na mente. E com isto consegue expressar a primeira verdade.

 

Torno então a pergunta: O que é fé? Fé então é conseguir cumprir pela segunda verdade a primeira verdade.

 

A segunda verdade é a experiência de cruz.

 

O jovem rico ( Lc 18:18-30) sabia o “logos” ( 1ª verdade), mas não quis a “Rhema” (2ª verdade), quando Cristo citou  cinco mandamentos “logos”, o jovem prontamente replicou que todos aqueles mandamentos ele já observava, porém ao ouvir a proposta  de Cristo sobre se desfazer de tudo que tinha e depois seguí-Lo,  o jovem travou na sua mente o fluir da “Rhema”, ele não conseguiu ver  naquelas palavras de Cristo um falar espiritual, novamente, viu tudo de forma natural, terrena e limitada no “logos”.

 

A fé está no Espírito do homem desde o momento que o Espírito de Deus se fundiu, se mesclou, ao espírito do homem, mas só isto não é tudo, a fé precisa  se expandir, precisa locomover-se do espírito para a alma. A fé precisa expressar-se, e isso só ocorre quando ela domina a alma do homem.

 

João 4:24 diz: “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade”.

 Leia este próximo parágrafo com atenção:

Deus fez o homem para ser um adorador de Deus. O homem que não tem fè na alma não adora a Deus. Se vivermos somente o conhecimento na alma, Deus não recebe adoração do intelecto do homem. O intecto humano não consegue fazer uma adoração em espírito e em verdade ao Senhor Deus. Nosso “eu” está incapacitado de adorar a Deus, se não estivermos em Cristo e Cristo em nós, tudo o que fizermos para o Senhor não terá valor, pois muitos foram aqueles que curaram enfermos , libertaram possessos, e fizeram muitos milagres, e o Senhor disse não conhecê-los ( Mateus  7 : 21-23). Por que o Senhor os tratou assim? Pelo simples fato de que não tinham a Vida neles mesmos, eram movidos apenas pelo “logos”, realidade de Vida não havia neles, o que  comprova que apenas em nossa própria força e boa vontade não conseguimos adorar a Deus.

 

Só existe uma forma de verdadeiramente adorar ao Senhor: é ter Cristo como Vida dentro de nós, veja bem, ter aceito a Jesus como seu salvador, não adianta nada se você não tornar  O Senhor Jesus uma realidade em seu novo modo de vida, e não falo isto me referindo ao nosso exterior, mas sim ao nosso interior, nele tem de haver um novo Homem, Jesus o Senhor, somente assim adoraremos ao Senhor em espírito e em verdade.

 

Hebreus 11 :1  diz: “Ora, a é a certeza das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se vêem”. Esta é sem dúvida  a maior  definição de fé que poderíamos ter, porém, ninguém que esta apenas no seu conhecimento “logos”, ou seja, no homem natural, pode ter certeza do que não vê, nem mesmo enxergar a prova das coisas que não se vêem. A palavra “prova” significa que o objeto da fé existe. Quando alguém é acusado de algo, é necessário provas para  consolidar o que se diz, da mesma maneira, temos  na fé a prova, ou confirmação de que há,  de que existe o objeto de nossa fé. Somente quem estiver no espírito poderá experienciar a fé da qual a Bíblia fala.

 

Corriqueiramente vemos alguns confundirem fé com crença. Já me perguntei algumas vezes qual a diferença entre fé e crer, e hoje posso dizer que é possível voce crer em Jesus como o Salvador,mas não ter fé nele. “Crer” compreende “receber”, mas fé compreende “viver” . Quando voce aceita a Jesus como salvador, você O recebe com tal, mas ter fé compreende “viver” Cristo, isto é, ver, entender, esperar as coisas pelo espírito 

Então sem fé é impossível adorar a Deus. Hebreus 11:6, ou seja sem Cristo é impossível adorar a Deus.

 

Convido a você que leu este artigo, a opinar sobre ele, compartilhe aqui o que de Deus você tem recebido sobre a fé. Deus o abençõe. 

 

O vale de baca


O Salmo 84 : 6 diz: ” O qual passando pelo vale de Baca, faz dele uma fonte; a chuva também enche os tanques.”

 

O Senhor dará graça e glória; não negará bem algum aos que andam na retidão

O que significa este vale de Baca ?

 

 

Baca é um tipo de planta de bálsamo que sobrevive em condições de seca. Provavelmente o vale de Baca seja o mesmo vale dos Refains mencionado em ( 2 Sm 5: 22 – 24)

 

O vale de Baca é um lugar árido onde as condições de sobrevivência são bastante escassas, há poucos recursos, na verdade este “vale” nos possibilita ver que não somos nada. O Senhor permite a todos os seus filhos passar por este “vale” em algum tempo de suas vidas para que possam perceber o quanto necessitam do Senhor.

 

Espiritualmente falando, este vale de Baca é o ” deserto” onde aprendemos que só Jesus é o nosso sustento, nosso pão e nossa água. No vale de Baca só existe baca ( vegetação rasteira que não precisa de água para sobreviver ), nós necessitamos de água para sobrevivermos, o vale de Baca não é nosso lugar, temos que passar por lá em algum tempo de nossa vida e lá experimentarmos o Senhor Jesus como nossa fonte de água viva.

O verso 6 deste salmo 84 está em função do verso 5 onde diz “Bem aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração estão os caminhos aplanados,” aí entra o verso 6 começando da seguinte maneira: ” o qual, passando pelo vale de Baca…” Este ” o qual” se refere ao homem cuja força está no Senhor, mencionado no verso 5, este homem que possui sua força no Senhor é o homem habilitado para fazer do vale de Baca uma fonte. Este vale de Baca é também conhecido por vale Àrido.

Muitas são as vezes em que passamos por vales àridos em nossas vidas, sobre isto não há nada de anormal, o que temos de ter nessas horas é nossa força focada no Senhor, somente assim, estas horas de adversidade em nossas vidas, poderão ser transformadas em fontes de vida. Alguém poderá dizer enquanto lê este artigo, que não são horas de adversidades que enfrenta, mas que já são anos de adversidades, já são anos em que vagam pelo vale de Baca também conhecido por vale Àrido, e que já estão fartos de tanta aridez em suas vidas. O que quero ressaltar é que o propósito do Senhor de alguma forma ainda não foi concluído e por isto, se arrasta esta adversidade, seja qual for. E este propósito não foi concluído ainda não por morosidade do Senhor mas por nossas próprias resistências, pois escolhemos a intensidade de dor que queremos passar, escolhemos o que adimitimos perder, escolhemos que cruz queremos levar…. enfim, de alguma maneira estamos a dizer ao Senhor como queremos sofrer, Jesus até disse ao Pai em Mateus 26:39 “Meu Pai , se é possível passa de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres”.

 

Nossa passagem pelo vale de Baca poderia ser bem mais breve se não obstruíssemos os planos do Senhor, aquilo que o Senhor tem a realizar em nossas vidas, o Senhor realizará mais cedo ou mais tarde.

Para encerrar este artigo quero mencionar o trecho que se encontra em Ezequiel 18 : 29 a 32 ” Contudo, diz a casa de Israel: O caminho do Senhor não é direito. Não são os meus caminhos direito, ó casa de Israel? E não são os vossos caminhos torcidos? Portanto, eu vos julgarei, a cada um conforme os seus caminhos, ó casa de israel, diz o Senhor Jeová; vinde e convertei-vos de todas as vossas transgressões, e a iniquidade não vos servirá de tropeço.. Lançai de vós todas as vossas trangressões com que trangredistes e criai em vós um coração novo e um espírito novo; pois por que razão morreríeis, ó casa de Israel? Porque não tomo prazer na morte do que morre, diz o Senhor Jeová; converetei-vos, pois, e vivei.

Que Deus os abençõe ricamente e vos fortaleçam a todos os que estiverem passando pelo vale de Baca.
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Amor, o princípio para a consagração


Buscando consagração

Buscando consagração

O que é consagração?  Consagração é separar-se do mundo, deixar de fazer o que quero e gosto para fazer o que Deus  gosta e quer. Consagração é realizar um serviço incondicional a Deus, estar ao seu dispor constantemente.

 

Hoje nós veremos a consagração pelo ângulo do princípio, do alicerce, por onde começa essa devoção incondicional.

Nós precisamos ter em nós a revelação do que é o amor de Deus, talvez até mesmo já tenhamos ouvido sobre esse amor, mas nós nunca o tocamos, precisamos saber o quanto ele  é real. palpável e profundo.

Saber  que ele existe não é difícil, a palavra diz que ele existe, mas torná-lo “substância” é diferente, precisamos tocá-lo, sentí-lo, desfrutá-lo para então podermos consagrar-nos.

Consagrar-se não é coisa para um dia, mas para uma vida. Vejamos como a palavra no latim nos traduz esse falto.

 

Sacro –  ( imortalizar, ou seja não tem fim ) Por esse significado vemos que consagração não é coisa para uma manhã ou tarde ou um dia, mas algo para a eternidade. Consagração é SACRRIFÍCIO, é doar-se inteiramente, sem reservas.

1º Crônicas 29 1 a 5

Quais são os teus tesouros particulares que moram no teu íntimo e hoje tu ofertas ao Senhor voluntariamente? No latim, SACRIFÍCIO tem um sentido interessante. Vamos ver.

 

Sacri = Santo

Of – ficium= Dever, ocupação. função, emprego.

Logo SACRIFÍCIO é um dever santo, uma ocupação santa. Algo louvável e não depreciativo ou indesejável  como se costumar conotar.

Agora como tornar real isso tudo na minha vida se sei dessas coisas apenas na mente? Não tenho realidade do amor de Deus.

Uma consagração nessas condições está fadada a não durar, por que é a mesma coisa que construir uma casa sem alicerces, essas casa em breve racha e cai. Não há como suportar uma vida de consagração sem a realidade do amor de Deus, não se suporta a privação, a perseguição,  a humilhação, e etc… Estas coisas colocarão abaixo minha disposição ao Senhor, a menos que o amor de Deus me seja revelado.

 

Deus na verdade já nos revelou essse amor, nós  é que não conseguimos ver e crer nesse amor. Deus nos ama incondicionalmente. Rm 5 : 8 ” Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores”.

E Efésios 2 : 5  ” E estando nós ainda mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo _ pela graça sois salvos”.

 

Não importa como tenhamos vivido, quem nós fomos, Deus nos amou quando nós éramos ainda desagradáveis a Ele. O amor de Deus não tem fim . Jr 31 : 3 ” De longe se me deixou ver o Senhor, dizendo:” Com amor ETERNO eu te amei; por isso, com benignidade te atraí”.

 

O amor de Deus é intenso: Jo 3 : 16 ” Porque Deus amou o mundo de tal maneira , que deu seu filho unigênito para todo aquele que crer, não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Deus nos mostra seu amor: Deut 7 : 8 ” mas porque o Senhor vos amava, e para guardar o juramento que fizera a vosssos pais, o Senhor vos tirou com mão poderosa e vos resgatou da casa da servidão do poder de Faraó, rei do Egito.

1ª João 3
; 1 Vede que GRANDE amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus, e de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão o mundo não nos conhece, por quanto não conhece  a ele mesmo.”

1ª João 4: 9 e 10 ” Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu filho unigênito  ao mundo, para vivermos por meio dele.  Nisto consiste o amor; não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu filho como propiciação  pelos nossos pecados”.

 

A consagração passa pelo viver e compartilhar o que de Deus recebemos.

Agora vamos para a vida.

Nós vimos agora a pouco que Deus nos amou estando nós mortos em nossos delitos. Como vou agora me consagrar ou me dizer em consagração se não tenho o mesmo sentimento pelo meu próximo, como Deus teve para comigo?

Se meu próximo é alguém, que tem o falar caído, alguém  que me aborrece, que me entristece, que me frustra, que me é penoso, e em função disto eu o rechaço…. aí percebo que não consegui entender o que é consagração. Preciso ser ainda aperfeiçoado.

Quando Deus me amou e me transformou em alguém agradável para Ele, foi muito bom, agora que preciso amar e interceder para que meu irmão  chegue na mesma condição de dar fruto, aí a coisa torna-se pesada, logo sentencio-o: “ele é duro de coração, nunca vai se entregar”.

Não…. duro de coração sou eu. Quem não quer se entregar sou eu. O serviço vai ser dobrado, vou ter que orar por mim e pelo meu próximo. lembram da parábola do credor incompassivo? ( Mateus 18: 23 35 ).

Somos assim como ele, recebemos o perdão e não hora de manifestar a mesma graça alcançada, sufoco meu irmão até ele não mais poder suportar. Infelizmente isto muitas vezes acontece, mas isto tem que mudar, alguém que é consagrado não age assim.

Tiago 1 : 22 a 24 nos diz para não esquecermos nossa imagem quando diante do espenho nos afastamos, ou seja, diante de Deus: Santidade; diante dos irmãos: só para que merece santidade. Isso não pode ser assim, o amor de Deus ainda não é dominante no nosso ser. E para ser consagrado é preciso esse amor existir.

Do que estou falando…?

Do amor.

 O que a palavra diz?

1ª João 4 ; 7 ” Amados amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus, e todo aquele que ama, é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor”.

1ª João 4 : 20 “se alguém disser: Amo a Deus e odiar a seu irmã, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê”.

É necessário  para nos consagrar amar verdadeiramente. Romanos 12: 9 ” O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-vos ao bem. Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fratenal, preferindo-vos em honra e uns aos outros”.

 

Mas você pode dizer: ” Eu não consigo “. Então confesse ao Senhor e leia Mateus 7 : 8 ” Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e a quem bate abrir-se-lhe-á”.

Mas você pode ainda dizer: ” Mas eu não tenho a revelação do amor de Deus” Peça a Deus e busque em oração.

 

Cristo é a realidade do amor de Deus. Nele  Deus mostrou ao mundo o seu amor por nós me todos os sentido. Se você diz que não conhece o amor de Deus então você não conhece a Cristo ainda com a devida profundidade.

Busque conhecer e viver a Cristo, e você terá o alicerce, o princípio para a consagração.

Jacó, Raquel, Lia, Zilpa e Bila: A formação da Igreja


 

 

Neste artigo desejo compartilhar com os irmãos uma revelação sobre  a  formação da Igreja, como o Senhor já lá no passado,  concebeu a igreja.

 

O que desejo meditar com os irmãos, é como de fato é formada a igreja do Senhor. Vamos até o livro de Genesis 32: 22

                  ” Naquela  mesma noite Jacó se levantou, e tomou suas duas mulheres, suas duas servas, seus onze filhos, e passou o vau¹ de Jaboque²”.

                   1 – Vau = Parte do rio, onde se pode atravessar a pé.

                   2 – Jaboque = um rio (  Jaboque significa: aquele que corre ).

 

Jacó  é o tipo de Cristo. Através dele Deus formou seu povo.

 

Suas duas mulheres: Lia e Raquel, as judias.

                 Lia significa: vaca selvagem

                 Raquel significa: ovelha

 

Suas duas servas: Zilpa e Bila, as gentias.

                       Zilpa siginifica: Gota de mirra.

                       Bila significa: Sensível , modesta.

 

As duas mulheres de Jacó são Lia e Raquel, ambas eram filhas de Labão, irmão de Rebeca. Em Gen 29 :17,  nos fala das características físicas de Lia e Raquel.

 

                Lia tinha olhos fracos ( característica essa que hoje podemos associar ao fato de os judeus não enxergarem em Jesus, o salvador, o messias, o filho de Deus).

 

                Raquel  era formosa de semblante, formosa de porte ( característica de quem contempla a Cristo ).

 

Sabemos que desde o princípio, o projeto de Deus era formar a Igreja, O Senhor ama sua Igreja e a deseja para sí. Para tanto, Deus se vale destas duas mulheres e de suas servas.

 

Jacó nós sabemos, amou a Raquel.

Cristo ama sua Igreja.

Dizer portanto, que Raquel é a Igreja, é meia verdade.

 

Em Gen 29:18 a palavra nos fala que Jacó amava Raquel, neste mesmo capítulo no verso 9, nos dia que Raquel era pastora; além de formosa de porte e de semblante , era pastora.

Tanto Lia como Raquel, as mulheres; como Zilpa e Bila, as servas; formam a origem da Igreja. Delas nasceram os doze  filhos de Jacó, que por sua vez, deram origem ao povo de Israel.

Em Rute 4:11 diz: ” faça o Senhor a esta mulher, que entra natua casa, com a Raquel e como a Lia que Ambas edificaram a Casa de Israel…”

 

            Inclusive neste verso, primeiro é citado Raquel e tão somente Lia. Parece haver uma inversão de importância, mas o que creio é no reconhecimento da devida ordem, isto é , primeiro a amada depois a admitida.

 

Voltando ao texto, vemos que tanto Raquel  quanto Lia edificaram a Casa de Israel. Neste verso não vemos os nomes das duas servas sendo citados, mas o que ocorre é que seus nomes estão inclusos no contexto.

 

Raquel e Lia não tiveram os doze filhos de Jacó sozinhas, precisaram antes da ajuda de suas servas.

 

Jacó ( Cristo) quando chegou a Harã idealizou para sí uma mulher, essa mulher amada ( Gen 29:18) era Raquel. Raquel era o plano, e quem merecia o esforço de Jacó, e por ela propôs-se a trabalhar sete anos. O ideal de Jacó (Cristo) era Raquel (noiva). Antes de receber Raquel, jacó foi enganado por Labão, que tinha o mesmo caráter de Jacó ( enganador), Labão foi a cruz para Jacó ( cristo). Jacó teve de receber primeiro aquela que vinha pelo costume, pela tradição, pela lei daquele lugar. Jacó teve que receber primeiro a Lia ( povo de Deus, os judeus tradicionalistas, os da Lei, os regidos pelos costumes).

 

A palavra não diz que Jacó não amou a Lia, mas diz que ” amava mais a Raquel ( Gen 29;30). Cristo também ama os judeus, mas ama mais a noiva ( Raquel, ou seja a igreja).

 

Quando Jacó receheu a Raquel a quem ele amava mais, Deus começou a dar-lhe filhos. Lia teve quatro filhos, a saber: Rúbem , o primogenito; Simeão, o segundo; Levi o terceiro; e Judá o quarto filho.

 

Após  parir o quarto filho, Lia cessa de dar à luz. Aqui existe uma interrupção na história de Lia. A judia que era menos amada, mas que até então gerava filhos, pára de conceber. Então começa a participação do povo gentio na formação da Casa de Israel.

 

Raquel dá a Jacó sua serva Bila com quem tem dois filhos. A gentia Bila dá a luz ao primeiro filho que se chamou Dã,  e ao segundo filho que se chamou Naftali.

 

Lia percebendo a estratégia de Raquel, se coloca a usar o mesmo recurso, chama a sua serva Zilpa e lha dá a Jacó, para que este com ela tenha filhos. E a gentia Zilpa dá a Jacó dois filhos. O primeiro chamou-se Gade; e o outro chamou-se Aser.

 

Terminada a contribuição das gentias, Raquel ainda não deu à luz . Deus ainda precisaria trabalhar em sua vida um pouco mais. Raquel ainda era muito idólatra, nota-se isto por contra do episódio das mandrágoras ( Gen 30: 14 e 15).  Raquel não confiou no Senhor, antes enganou-se com crendices, e por isso Deus a puniu abrindo mais duas vezes a madre de Lia. Esta gera o seu quinto filho natural e lhe chama de Issacar ( este já é nono filho de Jacó); e depois o seu sexto filho e o décimo filho de Jacó se chama Zebulom.

 

Jacó já tem dez filhos, mas nenhum com Raquel. Deus agora vai se lembrar dela e ouve sua oração e abre a sua madre, Raquel tem um filho e seu nome é José. Apesar de reconhecer que sua façanha é por Deus, ela não dá graças a Deus, ela ainda está muito preocupada consigo mesma, ainda quer recuperar o tempo perdido, talvez pensasse em ter tantos filhos  quanto Lia, por isso não agradece a Deus mas diz: ” que  o Senhor me acrescente outro filho” ( Gen 30: 23 e 24 ).

 

Por conta deste descuido para com o poder, vontade e o plano de Deus, Raquel vai ser punida mais uma vez, ( Gen 35 16 a 19) ao parir seu segundo filho, o décimo segundo filho de Jacó, ela morre no parto e então Jacó o chama de Benjamim.

Lia sozinha teve seis filhos, isto representa 50% dos filhos de Jacó, desta nasceu Judá, de quem saiu Jesus o salvador. Os outros 50% dos filhos de Jacó são formados pelos filhos das gentias ( Bila e ZIlpa) mais os filhos da amada ( Raquel).

As servas Bila e Zilpa tiveram quatro filhos, estas servas não eram judias, elas representam os gentios na formação da casa de Israel.

 

Nesta formação da Casa de Israel, encontramos alguns desvios de caráter tais como as idolatrias vistas no caso das mandrágoras tanto por Lia quanto por Raquel, e também no roubo das imagens da casa de Labão , por parte de Raquel, mas apesar disto, é através destas quatro mulheres que a plenitude da casa de Israel é formada.

 

Nisto se cumpre a palavra de Lc 17:34 ” naquela noite estarão dois numa cama um será tomado e outro deixado” e também LC 17 : 35  ” Duas estarão juntas moendo uma será tomada e a outra deixada”  e Lc 17: 36 ” Dois estarão no campo, um será tomado e o outro deixado”.

 

Vemos que de duas, uma era tomada e outra deixada, ou seja, 50% era tomado e outro 50% era deixado, curioso é ver que os filhos de Jacó tenham também essa formação: 50% deles são os filhos de Lia, ou seja os judeus não crentes, os judeus que se afirmam na Lei, e os outros 50% são filhos de gentias e de outra judia, mas essa judia vem ser aquela que representa os judeus convertidos.

 

Enfim, o que desejo é que possamos nos encontrar nos 50% que serão tomados pelo Senhor no dia de Sua vinda. Seria muito triste sermos deixados porque nos enganamos toda uma vida, julgando-nos os tais, detentores da verdade suprema, achando-nos os únicos salvos, apontando falhas na vida de outros, julgando vidas, quando não tivemos o cuidado de a tudo o que recebemos do Senhor,  aplicarmos o amor,  pois em 1º Cor 13: 1  a palavra nos diz:”  Ainda qu eu falasse a língua dos homens e dos anjos, se não tiver amor serei como o bronze que soa ou como o sino que retine ² Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência, ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei….”

 

Tudo o que fizer, faça-o para o Senhor, procurando agradá-lo em todo o tempo, para que você possa ser achado naquele dia, entre os que estarão nos céus com o Senhor. Que Deus os ilumine e os abençõe grandemente, hoje e sempre. Amém.

Naás, o amonita. I Samuel 11:1 – 15


I Samuel  11 :1 – 15

Observando esta leitura, pus-me  a meditar no que o Senhor desejava falar. Reparem que no verso um, há a palavra “sitiou”, sitiar é pôr cerco militar ou seja,  forças militares armadas ao redor de algum lugar. Meditando sobre isto, trouxe-me o Senhor o entendimento de que muitas vezes somos nós que estamos no lugar sitiado.

 

O lugar sitiado em que estamos pode ser qualquer um, pode ser o nosso emprego, nossa vida financeira, nossa saúde, nosso casamento, nosso patrimônio, nossos filhos, nosso cônjuge, ou qualquer ente querido, pode ser até mesmo nossa vida espiritual. O fato é que muitas são as vezes em que nos sentimos cercados, sem saída. O importante é que  em qualquer  um destes  ” lugares” sitiados,  não se faça alianças com o inimigo, tal como fizeram os homens de Jabes Gileade.

 

Toda e qualquer aliança com o inimigo nos tira a capacidade de ver o Senhor.

 

Toda e qualquer aliança com o inimigo, nos faz seus servos (escravos).

 

Notem que uma aliança é uma troca de benefícios entre duas partes, uma oferece algo, e a outra se propõe com outra coisa, de maneira que as duas, pelo menos no primeiro instante, saiam beneficiadas.

” Faze aliança conosco e te serviremos”, a proposta de fazer uma aliança com Naás, era tão somente para não ter que lutar, evitando assim um desgate bélico. Na verdade estavam tomados de covardia e comodismo, pensavam que poderiam acalmar as coisas sem ter que se incomodarem. Quantos de nós já não fizemos alianças deste tipo? Alguém poderá dizer  ” eu nunca fiz, sou nova criatura em Jesus, e jamais faria tal coisa”.  Infelizmente fazemos alianças deste tipo quando nos comportamos tal como o mundo exige, a fim de não nos incomodarmos ou no indispôrmos com ninguém.

 

Como? Imagine no seu trabalho, os colegas falando com linguajar inadequado, piadas sujas, palavrões, comentários de mal gôsto, perseguições a um ou outro colega a fim de ridicularizá-los. E você ali vendo que se não aderir àquele tipo de comportamento, na melhor das hípóteses não será aceito no meio do grupo, se ainda, não for você mesmo o próximo a ser vítima dos colegas maldosos. Para passar bem, no mínimo você começa a participar da roda das piadas sujas, dos comentários maldosos sobre um colega ou outro. Quando seu próprio falar não passa a sofrer modificações por influência do meio em que você passa a maior parte de seu dia. Isto é uma aliança com “Naás”, não o amonita, mas o “perseguidor” .

 

Outro exemplo ?  Imagine você e sua vida financeira. Confiando que depois você pagará, passa a comprar tudo o que pensa precisar, passa a não deixar para mais tarde aqueles passeios dispendiosos, e os cheques não param mais de sair de seu talão,  seus cartões não param de passar nas máquinas de credito ou débito, e tudo será pago depois ” sem problemas”. Aí perdemos o controle e todo nosso dinheiro, pois no banco, nosso salário é todo descontado em função das dívidas, não sobrando para as despesas do mês. Assim então é nos proposto a aliança com “Naás”, não o amonita, mas o banqueiro. E passamos então a serví-l0 praticamente  em caráter de escravidão, pois tudo o que ganhamos não paga o que ele nos emprestou e a dívida com os bancos ou financeiras só aumentam. É duro sairmos desta escravidão.

 

 A fim de ilustrar, cito por alto, mais um exemplo:  O nosso casamento. independente se um dos cônjuges, ou se dos dois, surgem constantes atritos, a fim de um não ceder para o outro, inicia-se uma guerra de vaidades entre o casal para ver quem manda mais. Aliançados com “Naás” , não o amonita, mas o “destruidor de famílias”, passam a ouvir seus conselhos e combater um ao outro, até que seja insustentável a convivência, e a separação inevitável.

 

Agora notem o verso 2. Naás, o amonita, acenou com a possibilidade de fazer a aliança com os homens de Jabes Gileade, se os mesmos concordassem em ter seus olhos direitos vazados.  Porque Naás pediu isto?

 

Naqueles dias, os homens quando iam a guerrra, carregavam em seu braço esquerdo o escudo, e não era um escudinho qualquer, o escudo tinha um tamanho considerável, fazendo com que a visão do olho esquerdo ficasse atráz do escudo, tendo até mesmo a visão periférica deste olho esquerdo prejudicada. Com o olho direito vazado e o esquerdo atraz de um enorme escudo, não haveria homem em Israel capaz de lutar em combate nenhum, o que Naás o amonita queria na verdade era tirar de combate os homens de Israel, fazendo-os inúteis à batalha. É este o objetivo de Naás (SataNaás), tornar  o homem incapaz de lutar contra ele.

 

Outro aspecto interessante, podemos ver em Salmos 16 : 8  ” O Senhor, o tenho sempre à minha presença; estando ele a minha direita, não serei abalado.

Repare que o Senhor está à direita do salmista, assim como está à nossa direita também, precisamos sobretudo de nosso olho direito, é imprescindível que na luta vejamos o Senhor, sem Ele não poderemos vencer, sempre que você estiver lutando, tenha o Senhor á sua vista, lembrando que o escudo( fé) à  mão esquerda e a espada(palavra) à mão direita.

 

Para encerrar, gostaria ainda de referir I Samuel 11 :  7  , no seu final, onde diz ” …Então caiu o temor do Senhor sobre o povo, e saíram como um só homem”. Tomados do temor do Senhor, tiveram neles unanimidade na disposição de lutar contra Naás. O que nos leva então a concluir, que em muitas vezes quando estamos acovardados,  acomodados ou negligentes com respeito as lutas, é porque está a nos faltar temor do Senhor.

É difícil aceitarmos tais realidades em nossas vidas, não gostamos de admitir que em algum tempo fizemos alianças desta ordem, ou que as estamos fazendo ainda. Mas admitir que pecamos e nos arrepender é o princípio de nossa vitória.

 

Que Deus ilumine a todos que lêem este blog, e os acrescente de sua graça a cada dia. Amém.

 

O azeite da viúva


II Reis 4: 1 a 7

Interceda por outros irmãos, encha as vasilhas deles.

Interceda por outros irmãos, encha as vasilhas deles.

Desejo compartilhar com os irmãos esta rica e abençoada passagem de II Reis 4 :1 a 7, porém,  antes de iniciarmos, quero salientar que o que aqui for escrito, é apenas uma forma de como Deus me revelou esta palavra, em hipótese alguma, tenho a pretensão de ter a única verdade ou coisa do tipo, se você que lê este artigo porventura não testificar do que digo, não se ofenda, faça como diz a palavra de Deus: retenha o que é bom. Afinal o propósito deste blog é trazer aos seus leitores palavras de Espírito e Vida.

Vamos iniciar?

O  primeiro verso diz que havia uma mulher de um dos filhos dos profetas, perdera o seu marido, e que o credor de seu falecido marido, agora cobrava a dívida. Naqueles dias muitos se valiam do que a lei de Moisés permitia, ou seja, se permitia vender os filhos como servos ou escravos durante um certo período de tempo.

Vejam que esta mulher, provavelmente a viúva do profeta Obadias, perdera mais do que só o marido, perdeu também o provedor de seu lar, o mantenedor, o sustento, a proteção, a segurança, enfim, tudo o que pode um marido representar para uma família.  E como não bastasse agora, iria perder os filhos que este marido lhe deixou.

Vamos voltar nossa atenção para  o trecho do verso 1, no qual ela faz questão de lembar ao profeta Eliseu, que o seu servo, agora morto, era temente ao Senhor, ” Meu marido, teu servo,  morreu; e tu sabes que o teu servo temia ao Senhor …”, porque será que ela traz esta lembrança ao profeta Eliseu?  O que será que ela queria salientar?

Ela afirmou categoricamente que seu marido temia ao Senhor. E o que o temor do Senhor gera em nós?

Observando o Salmo 111:10  ” O temor do Senhor é o princípio da sabedoria; bom entendimento têm todos os que obedecem aos seus preceitos. o seu louvor permanece para sempre.”   e  Provérbios 14:26  ” No temor do Senhor há firme confiança, será um refúgio seguro para os seus filhos.”  Percebo duas palavras que chamam-me a atenção: Obediência e Confiança.

Estas duas qualidades são geradas naqueles que temem ao Senhor. E creio que isto é o que foi gerado espiritualmente nesta mulher, e também em nós desde que tenhamos em nós o Espirito de temor ao Senhor ( Isaías 11 :2 ” Repousará sobre ele o Espirito do Senhor, o Espirito de sabedoria e de inteligência, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor” ).

Espiritualmente esta mulher estava para perder seus dois filhos gerados do temor ao Senhor: Confiança e Obediência. O credor (satanás) procura tomar de cada servo do Senhor, justamente a confiança e a obediência ao Senhor.

Agora, voltemos ao relato bíblico conforme está escrito.

O verso 2 nos mostra a preocupação de Eliseu em resolver o problema desta mulher, ” que te hei de fazer? Dize-me o que tens em casa ? ”  A mulher lhe respondeu que só tinha uma botija de azeite,  e nada mais. Porque não tinha nada mais? Por certo que já havia feito de tudo o que estava ao seu alcance para sobreviver, ficando quase totalmente sem nada, a não ser por aquela botija de azeite.

Não digo que sejamos todos assim, mas via de regra, fazemos uso primeiro das demais coisas que estão ao nosso alcance, para somente depois buscarmos ao Senhor como último recurso. Talvez, a bíblia não diz, porém, leva a crer, que esta mulher já havia se desfeito de tudo o que posuía para  manter a sí própria e a seus dois filhos,  e para saldar suas dívidas também, o que não consiguiu de todo, pois agora o credor levaria seus dois filhos.

Creio que o Senhor está a nos ensinar neste verso que Ele não deve ser o último recurso, mas sim o primeiro. A pergunta de Eliseu foi:” o que tens em casa ? E a resposta dela foi primeiro dizer o que não tinha, para depois dizer que tinha  uma botija de azeite. A resposta dela foi como quem quisesse dizer: ” Olha eu já fiz tudo o que tinha para fazer, o que me sobrou foi isto aqui “.

Talvez muitos de nós nos encontremos assim, sem nada mais, sem mais recursos, sem mais esperanças, sem “marido” (  ou seja: a nossa forma de sustento natural, seja emprego, saúde, vigor e etc…. ) mas o Senhor hoje nos quer mostrar o seu poder para resolver os problemas que nos afligem, e mais uma vez nos mostrar que Ele é Deus. Assim como fez com Josafá, pode fazer conosco, conforme está escrito em II Reis 3 : 16 e 17 ” e disse: Assim diz o Senhor: Não vereis vento, nem vereis chuva, contudo este vale se encherá de água, e bebereis vós, o vosso gado e os vosos animais.  17  Ainda isto é pouco aos olhos do Senhor, entregará ele os moabitas não vossas mãos ….”  O Senhor usa de estratégias que não podemos imaginar.

Eliseu mandou a mulher pedir emprestadas vasilhas a todos os seus vizinhos, vasilhas vazias e não poucas.

Precisamos confiar e obedecer… quantos de nós no lugar desta mulher iríamos confiar nisto e obedecer?  Quantos não ficariam dizendo a si mesmos: ” isto não vai dar certo” , “depois tem que vender o azeite? eu não tenho dom para vender”, e coisas do tipo.

Os filhos dela ainda estavam com ela, será que espiritualmente temos ainda conosco ou em nós os filhos gerados pelo temor ao Senhor ? será que temos ainda Confiança e Obediência ?

Aquela mulher tinha.

E foi o que ela fez. Saiu de porta em porta pedindo emprestadas vasilhas emprestadas, tantas quantas seus vizinhos tivessem para lhe emprestar.

Uma coisa é importante salientarmos aqui. O azeite como se sabe significa o Espírito  Santo, as vasilhas  vazias emprestadas significam as pessoas as quais precisavam receber o azeite, ainda que elas mesmas teriam que pagar um preço para tê-lo, pois como se sabe o azeite da viúva teria de ser vendido. O  texto  diz que as vasilhas não pertenciam a ela, e mais do que isto, como ela poderia encher tantas vasilhas se ela mesma só tinha para  ela e era só o que lhe restava?

A palavra da cruz é loucura para os que perecem, mas nós que somos salvos é o poder de Deus ( I Cor 1:18),  é assim mesmo, o que nada  tem, é o que supre os que não têm. Foi isto que o Senhor fez com aquela mulher, a pôs para ser um canal de benção para muitos, com isto foi saciada sua necessidade de maneira que lhe sobrou para viver do resto.

Se você que lê esta mensagem se encontra assim, sem nada mais a oferecer, sem nada mais a acrescentar, sente-se sem mais esperanças, sem mais recursos, é certo  que o Senhor o levou a ler este artigo para lhe fazer entender que você precisa abençoar a todos os que te rodeiam para que só então depois de ter abençoado a muitos você mesmo tenha do Senhor tua vitória.

Creia que grandes coisas estão por vir, grandes coisas vão acontecer quando você experimentar abençoar a vida de outros que estão tão ou mais necessitados que você.